Os acidentes vasculares encefálicos (AVE) representam uma emergência médica com pico de incidência entre as 7.ª e 8.ª décadas de vida, mas que podem acometer também os mais jovens, ocasião em que os fatores de risco mais comuns são o tabagismo e a hipertensão arterial. Um paciente com idade aparente de 70 anos deu entrada no serviço de urgência e emergência em que atuava uma equipe do internato supervisionado de clínica médica. O paciente foi trazido pela ambulância do SAMU que o encontrara desacordado em uma praça pública, 20 minutos antes de dar entrada na clínica médica. Na avaliação física, verificou-se que o paciente encontrava-se desidratado, com PA de 18 x 10 cmHg, pupilas isocóricas, fotorreagentes e, durante a avaliação, observou-se que o paciente balbuciou algumas palavras ininteligíveis, devido a algum desvio da rima para a direita. Com a suspeita de que se tratasse de um acidente vascular encefálico e, caso fosse autorizado pelo médico supervisor, enquanto se esperava pelo resultado do hemograma e das dosagens bioquímicas do protocolo, seria adequado o interno de plantão solicitar