Em meados do século XX, a tão aludida Administração Científica do Trabalho de Taylor parte da valorização do
conhecimento científico, no sentido da formulação de métodos objetivos de execução, uniformes e heteroprescritos. Essa
racionalização da organização do trabalho, a partir da introdução de normas e procedimentos sistemáticos e uniformes,
visava identificar e caracterizar a melhor e única forma de execução do trabalho. Acreditava-se, portanto, em uma possível
adequação perfeita entre o trabalho concebido pela gerência e a execução por parte dos operadores. Entretanto, ao se
aproximar do trabalho humano em situações reais, a Ergonomia revelou que o trabalho efetuado não correspondia ao
trabalho esperado. Essa defasagem entre o trabalho prescrito e a forma como ele realmente é efetuado foi amplamente
incorporada à Psicologia do Trabalho e possibilitou a construção de conceitos como o de Inteligência Prática. A partir
desse entendimento, foram feitas as seguintes afirmativas:
I. Para a Ergonomia, a Atividade corresponde ao trabalho prescrito, ou seja, a forma como o trabalho é concebido.
II. Em acordo com a teoria dejouriana, o trabalhador, ao constatar a impraticabilidade exata da prescrição, inevitavelmente
será afetado, inicialmente, por uma experiência penosa – a experiência de fracasso. III. O trabalhador, ao ser afetado pela
impossibilidade de seguir estritamente a prescrição, mobilizará sua busca por solução. Nessa busca por soluções, o
trabalhador pode recorrer à Inteligência Prática.
IV. Cinco características metapsicológicas da Inteligência Prática apresentadas na teoria dejouriana são: a Inteligência
Prática é fundamentalmente enraizada no corpo; concede maior importância aos resultados da ação do que ao caminho
empreendido para alcançá-los; está presente em todas as atividades de trabalho; possui poder criador; é amplamente
difundida entre os homens em seu aspecto potencial.
Assinale a alternativa correta: