No Brasil, assim como em outros países de colonização luso-espanhola, a "modelagem" da rotina escolar foi, inicialmente,
uma construção jesuítica pensada sob a influência das escolas medievais. Elas foram traduzidas nas escolas por via de
métodos formais que determinavam uma rígida organização de classes, horários, disciplinas, movimentos e atitudes.
Tempos e espaços escolares são entendidos pelos religiosos como racionalidades instrumentais. São colocados a serviço
de uma "ordem" que deveria ser estabelecida e, assim, controlada. Sem dúvida, a educação contemporânea, em muitos
aspectos, se tornou mais complexa, porém a escola não deixou de se submeter às exigências de uma racionalidade
marcada pela técnica, pela funcionalidade, pela objetividade e pela hierarquia.
A partir da segunda metade do século XX, vários pesquisadores têm denunciado essa lógica que concebe tempo e espaço
como categorias que são objetivadas e controladas a critério dos interesses de classes, com as evidentes ampliação e
disseminação da literatura, produzida, sobretudo, no âmbito: