No início da década de 1920, os físicos Otto Stern e Walter Gerlach realizaram um experimento para confirmar a hipótese da quantização espacial proposta por Arnold Sommerfeld como um aprimoramento do modelo atômico de Niels Bohr. Nessa experiência, átomos de prata aquecidos em um forno foram colimados por uma fenda e passaram entre os polos de um eletroímã, cujo campo magnético não era uniforme e variava na coordenada perpendicular (z) ao plano (xy) do feixe. Sem o campo magnético, esse feixe atingia uma placa de vidro e deixava um traço que reproduzia a forma da fenda (figura 1). Entretanto, com o campo magnético, o feixe formava um traço dividido na forma de um "lábio entreaberto" (figura 2). Em 1927, o experimento foi refeito com átomos de hidrogênio e o resultado foi o mesmo.
Com relação à interpretação atual da mecânica quântica a respeito do experimento exposto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A prata (Z = 47) possui apenas um elétron de valência no subnível Ss e pode ser aproximada para um átomo de um elétron com seu movimento orbital e, desse modo, o não surgimento de uma terceira linha central entre os "lábios" na placa de vidro resulta da interação do campo magnético externo produzido pelo eletroímã com o magnetismo do movimento orbital de cada elétron isoladamente, e que não possui o momento magnético zero. PORQUE II. Existem apenas dois vetores possíveis, duas orientações da componente z, correspondentes aos dois spins do elétron, aos quais são atribuídos os números quânticos -1/2 e + 1/2 oriundos das duas direções de movimento de rotação (spin) do elétron. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.