A anemia infecciosa equina (AlE), doença viral crônica causada por vírus da família Retroviridae, grupo Lentivirus, é caracterizada por episódios periódicos de febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão, edema e perda de peso. A transmissão do vírus ocorre por meio de picadas de tabanídeos (Tabanus sp.) e de moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans), mais comuns nas épocas mais quentes do ano e em regiões úmidas e pantanosas. Outra forma de transmissão é a iatrogênica, por meio de fômites que são utilizados em portadores inaparentes do vírus. A vigilância e o controle da AlE em equídeos estão normatizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Instrução Normativa n. 45/2004. Considerando o controle dessa doença, avalie as afirmações a seguir. I. Para a incorporação de potros oriundos de éguas soropositivas ao plantei, é necessário avaliar a carga viral de apenas uma amostra de sangue venoso periférico do potro em período pós-amamentação. II. O trânsito interestadual de equídeos com seis meses ou mais de idade somente é permitido mediante a apresentação da Guia de Trânsito Animal e da comprovação de resultado negativo à prova de imunodifusão em gel de agar (IDGA). III. Deve-se interditar a propriedade em que seja identificada a ocorrência da doença e marcar permanentemente a ferro quente na pal eta do lado esquerdo os animais portadores do vírus com a letra "A", seguida da sigla da Unidade Federativa onde se encontra. IV. A desinterdição da propriedade com foco da doença só poderá ocorrer após a realização de dois exames nos equídeos existentes, com resultados negativos consecutivos para AIE, em intervalos de 30 e 60 dias. É correto apenas o que se afirma em