Cerca de 20 capivaras confinadas no Lago do Café, em Campinas, serão sacrificadas para combater a febre maculosa no local. Em dois anos, três pessoas que trabalhavam no parque de 300 mil m² morreram vítimas da doença. O IBAMA autorizou o abate após solicitação da Secretaria Municipal da Saúde, pois capivaras são hospedeiras do carrapato-estrela, que é transmissor da doença. Ambientalistas protestaram e entraram com uma ação na Justiça para barrar a morte dos animais. O parque está fechado para visitação pública desde 2008, mas ainda há funcionários que circulam pelo local e, por isso, os animais estão em confinamento. O secretário da Saúde de Campinas afirmou que não existe, nesse caso, além do abate, outro método de eficiência comprovada para combater os carrapatos que não ofereça risco ao meio ambiente. ?Não estamos discutindo capivara, mas sim uma questão de saúde pública?, afirmou ele. O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Animais argumenta que a prefeitura não realizou exames individuais
nas capivaras e, portanto, animais não-infectados podem ser mortos sem motivo. No entanto, de acordo com informações da Secretaria de Saúde, não há chances de os animais serem examinados um a um. Segundo a Secretaria de Saúde, para acabar de vez com o ciclo de transmissão da doença, é necessário eliminar quem compõe o ciclo, que são as capivaras e os carrapatos. Os carrapatos contaminados, quando parasitam as capivaras, transmitem a doença. Se a capivara está contaminada e um carrapato sadio a parasita, ela também transmite a doença ao carrapato. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2013 (adaptado). Na análise da situação descrita na notícia acima, deve ser considerado que