A acidose ruminal em ovinos é uma enfermidade associada à ingestão de dietas que contêm alto percentual de carboidratos fermentáveis, a exemplo dos açúcares, alimentos ricos em amido (grãos de cereais, trigo, aveia, milho e sorgo) e ricos em ácido láctico, como é o caso das silagens. De modo geral, observa-se um maior número de casos de acidose em sistemas intensivos de criação (confinamentos) ou durante a preparação de animais-elite para a participação em feiras ou exposições. BLOOD, D.C.; RADOSTITS, O.M. Clínica Veterinária. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1991 (adaptado). Considerando os dados expostos no texto, avalie as afirmações abaixo. I. O ácido láctico é agente irritante para o epitélio ruminal, e a exposição a altas concentrações dessa substância ocasiona a chamada ruminite tóxica. II. Uma dieta rica em concentrados, equivalente a 5% do peso corporal, deve ser introduzida gradativamente em um período de até sete dias, para a adaptação dos micro-organismos ruminais. III. Para os animais lactentes com acesso ao creep-feeding ou recém-desmamados, é conveniente fornecer ração com tampões ruminais, como bicarbonato, para pleno desenvolvimento ruminal. IV. Ao primeiro sinal da ocorrência da enfermidade, deve-se aumentar a concentração de carboidratos não estruturais e diminuir a quantidade de fibra na dieta, devendo ser observada, nos casos mais leves, a recuperação completa dos animais em 3 ou 4 dias. V. Na acidose ruminal grave, deve-se realizar sondagem e(ou) ruminotomia com esvaziamento do rúmen, correção do pH ruminal, reposição de eletrólitos e estabelecimento de terapia antimicrobiana para o controle da proliferação dos lactobacilos. É correto apenas o que se afirma em