A partir, ainda, da reflexão proposta nos textos I e II, pode-se deduzir que
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A partir, ainda, da reflexão proposta nos textos I e II, pode-se deduzir que
Atente ao fragmento abaixo, extraído do romance d ́A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna, e responda a questão abaixo. No fragmento acima expressões como “Fera estranha” e “Onça-Parda”; “Onça-Malhada” e “Onça-Mundo” fazem referência, no processo de descrição aos referentes terra, divindade e mundo, constituindo o processo de referenciação através de sinônimos, um dos muitos recursos utilizados pelo autor. A este processo chamamos de
No que se refere à coerência textual, considerando a distribuição dos tópicos temáticos nos parágrafos para assegurar o ponto de vista assumido, é possível afirmar que a autora I- direciona a argumentação no sentido de responsabilizar a escola em conscientizar as crianças e os adolescentes em relação aos males causados aos seus pares, devido à intolerância, de qualquer natureza, pois só assim é possível evitar tragédias nesse ambiente. II- destaca o fato de a escola refletir o comportamento da sociedade, seguindo a argumentação na direção de alertar sobre a necessidade de cada cidadão dever dar bom exemplo, aprendendo a conviver com as diferenças, evitar julgamentos e não apenas dizer o que o jovem deve fazer, mas participar da sua formação. III- atribui a falta de limites da criança ou do adolescente aos pais, que, estando sempre ocupados, não orientam os filhos, de modo que a argumentação vai na direção de apontar que a violência nas escolas decorre da má educação oferecida em casa. Dentre as asserções, é CORRETO o que se afirma apenas em
Julgue o que se afirma abaixo acerca dos textos I e II e, em seguida, responda ao que se pede. I- Ambos os textos, a partir de diferentes estratégias de manipulação midiática, de uma forma ou de outra, tratam da mesma temática: o forte e agressivo apelo ao consumo exacerbado promovido pelos diversos suportes midiáticos, que coisificam o ser humano – inclusive o seu corpo – e o transformam em mercadoria e objeto de exposição do consumo. II- Além de constituírem diferentes gêneros textuais – portanto, de estruturas distintas – os textos I e II também apresentam diferentes propostas temáticas: enquanto o primeiro reflete acerca do processo de coisificação a que o ser humano vem sendo historicamente submetido por vias da imposição midiática, que induz ao consumo exacerbado e predador, o segundo se limita a infantilizar o apelo publicitário, no momento em que, de forma ingênua e bem humorada, se utiliza do corpo dos bebês para expressão explícita do consumo. III- O texto I traz como proposta um processo de escravização do ser humano, promovido pela mídia, que o induz a se transformar em objeto e coisa do consumo, este tido como senhor da contemporaneidade; já o texto II, trata do processo de encantamento e magia autônomos e livres a que a criança é submetida desde os primeiros dias de vida pelos encantos midiáticos impulsionadores do consumismo responsável e adequado a essa fase etária. IV- Uma das grandes denúncias explicitadas no texto I se refere à perda da identidade humana a partir da força dos apelos consumistas: a perda da capacidade de escolha livre e independente é uma delas. V- A “estamparia ambulante" na qual a criança se transforma (texto II), aliada ao fato de, na cena, estar sendo sustentada por mãos adultas, podem sugerir um processo de manipulação estrategicamente posto e comandado, não só pela indústria do consumo, mas também com o aval da própria família. É VERDADEIRO o que se afirma apenas em:
Segundo Marcuschi (2001), “Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção. Usamos a expressão gênero textual como uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica." Com base nesta compreensão, preencha os parênteses com a seguinte convenção: (TT) para Tipo textual e (GT) para Gênero textual. ( ) Carta-denúncia ( ) Argumentação ( ) Ofício ( ) Narração-descrição ( ) Propaganda
( ) Conferência ( ) Injunção A sequência CORRETA é
Dadas as intenções que subjazem ao texto publicitário, como a de levar o receptor a aceitar a visão de quem o produz, várias são as estratégias utilizadas para construir um texto que seja informativo, e, ao mesmo tempo, evidencie o uso criativo da língua. O jogo das palavras e a repetição são recursos muito comuns, como ilustra o texto a seguir. Nesse sentido, um texto bem construído reflete o domínio do autor quanto ao emprego dos itens linguísticos. Avalie as proposições abaixo, que tratam desse processo de elaboração textual, e, em seguida, categorize-as como ( V ) verdadeiro ou ( F ) falso: ( ) A ideia de universalização da audiência da emissora é confirmada no texto não apenas por meio dos pronomes TODO/S (L. 1), mas pelo uso recorrente de estruturas com orações adjetivas, a exemplo de “Uns que se emocionam"; “Uns que se informam". “Uns que gostam da gente" (L. 3).
( ) O período que finaliza o texto, introduzido pelo PORQUE (L.4), reforça o motivo de a emissora valorizar todos os indivíduos; considerando que se trata de uma conclusão, seria correto também o uso de PORTANTO. ( ) Ao mesmo tempo em que o autor sinaliza a ideia de totalidade, ao fazer referência aos “cem milhões" de espectadores (Ls. 1, 2 e 5), busca envolver o espectador, enfatizando a noção de unicidade, já que esse indivíduo “é você" (L. 5). ( ) O jogo das palavras fica evidente quando o item UM/S, originariamente classificado como artigo, assume, nos diferentes contextos de uso, papel de numeral, ou de substantivo (cf. título do texto); ainda como substantivo em “cem milhões de uns" (L. 2) e também pronome em “uns que dizem que não" (L. 4). ( ) Para esclarecer a noção de que as pessoas diferem umas das outras, o autor lista diferentes comportamentos, o que ocorre por meio de estruturas com orações adjetivas explicativas, como: “Uns que se emocionam" (L.3). A sequência CORRETA é
Avalie as assertivas abaixo, referentes ao enunciado “Use nossas impressoras e descubra por que temos inimigos", na publicidade acima, e, em seguida, responda ao que se pede. I- Há equívoco na grafia da palavra “por que", já que esta deveria ser escrita, de acordo com a norma culta, e nesta situação comunicativa, da seguinte forma: “porque". II- A estratégia criativa, proposta na publicidade, de afirmar que “temos inimigos" pode se referir à tese de que a qualidade do produto, sendo incomparável, poderia gerar inveja, perseguição, e, com efeito, inimizade do produto concorrente. III- Os verbos “use" e “descubra", nestas circunstâncias frasais, estão em plena harmonia, em termos de uso das pessoas gramaticais, já que ambos estão conjugados na terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo. Está CORRETO o que se afirma apenas em
Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande, Dressler (1996) e Costa Val (2002) chamam de textualidade, isto é, o conjunto de características que fazem com que um texto seja assim chamado e não uma sequência de frases quaisquer. Atente para os dois textos a seguir e responda ao que se pede:
A partir dos textos III e IV, julgue cada uma das afirmações feitas a seguir à luz dos elementos de textualidade presentes em cada uma delas e em seguida responda ao que se pede. I- No texto III o jogo semântico-discursivo, que envolve elementos sócio-históricos interrelacionados com os processos de colonização do Brasil podem ser inferidos, por exemplo, a partir do cruzamento do campo semântico das expressões RICO e AZEITE (referências a Portugal, local de grande produção de azeites no mundo e país colonizador do Brasil) com ESCURO e SEGURANÇA(alusão implícita ao processo de escravatura, comandado por este país, bem como ao fato de grande parte dos negros e afrodescendentes brasileiros, ainda hoje, estarem relegados a profissões que não transcendem a de segurança particular). Não obstante esse jogo semântico-discursivo marcado por pistas que denunciam tal relação, não se percebe, ainda, elementos textuais suficientes justificadores de coerência para afirmar que se trate efetivamente de um texto. II- No texto IV, a polissemia da palavra “caravana" remete a um campo semântico vasto, complexo e marcado por um amálgama de elementos intertextuais, sócio-históricos, políticos e até geográficos que reatualizam o terror dos navios negreiros que transportavam escravos. A caravana contemporânea, agora, encabeçada pela elite carioca, é denunciada por via de um novo componente: o preconceito social, no caso em tela, da zona sul, contra os crioulos pobres e egressos das favelas, 'escravos livres' e cativos da opressão endêmica a que os pobres vêm sendo submetidos historicamente, fruto de um processo de ódio, raiva e covardia, segundo a denúncia veiculada, encabeçada por essa elite branca. Tais elementos são mais que justificadores para comprovar elevados graus de informatividade e coerência no poema, fatores de textualidade patentes e incontestáveis. III- As caravanas e comboios denunciados no texto e advindos das mais longínquas periferias da cidade não são mais que ararás (espécie de cupim) devoradores, devastadores; de picas enormes e sacos explosivos comem tudo e de tudo. Por essa razão precisam ser expulsos da areia branca do Jardim de Alá e, de preferência, dizimados. Entretanto, expressões como “zoeira", “quebradas", “picas", “É o bicho, é o buchicho", “populacho" e “malocam" são construções que quebram coesivamente a harmonia do texto, tornando-o cada vez mais incoerente. IV- Nos versos “Sol, a culpa deve ser do sol/ Que bate na moleira, o sol/ Que estoura as veias, o suor/ Que embaça os olhos e a razão" (texto IV), os itens em destaque, ao retomarem coesivamente a palavra “sol", exemplificam, na superfície textual, através do jogo de referencialidades, um importante fator de textualidade denominada coesão textual, fundamental para dar a unidade formal ao texto. V- Ainda no texto IV, pode-se afirmar que não há inferências a maiores riquezas polissêmicas, nem tampouco intencionalmente provocadoras e que minimamente conduzam a graus de informatividade mais expressivos. Nos versos “Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho/ A caminho do Jardim de Alá", não há, do ponto de vista de coerência de mundo, sobretudo na contemporaneidade, qualquer relação semântica entre “suburbanos", “muçulmanos" e “Jardim de Alá". É CORRETO o que se afirma em
Feita a leitura dos fragmentos expostos de I a V abaixo, responda ao que se pede. I- “Quer ver desejo? / É o desejo tando desejando/ Alua olhando esse amor na brecha do telhado" (Jessier Quirino) II- “Dois risquin de sobrancelha, os ói azul festejado/ Platibandinha de testa, sem franzido ou pinicado/ Linda não, aquelas tuia/ Dei dois viva de aleluia, nesse sonho iluminado". (Linda não, aquelas tuia. Jessier Quirino). III- “Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não". (Arte de Amar. Manuel Bandeira). IV- “Tenho em mim todos os sonhos do mundo". (Fernando Pessoa) V- “O ex-secretário de Estado da Casa Civil do Rio de Janeiro Régis Fichtner foi preso nesta quinta-feira (23) em mais uma etapa da Operação Lava Jato realizada em território fluminense. " (Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-notic.... Data da consulta: 22/11/2017. Há registros de conotação apenas nos fragmentos
Leia as sentenças a seguir com atenção para a organização sintática: I- “O Magnífico Reitor, em face de estar acometido de patologia, não deve estar presente hoje à abertura dos festejos relativos aos 40 anos da instituição. " II- “O ofício enviado a Vossa Excelência tem falhas estruturais e de compreensão primárias. " III- “Não pode ter havido erros no envio do documento". IV- “Precisa-se de bons analistas para esta função". V- “Anexas ao requerimento solicitado seguem as comprovações. " Acerca dos enunciados acima, é possível afirmar que
No fragmento textual abaixo exposto, são recorrentes alguns itens cuja função é encadear as informações, estabelecendo entre elas diferentes relações de sentido: Ou seja: pouca gente aqui abre um negócio porque quer. Abre porque precisa. A cada pessoa que decide iniciar um negócio por ter encontrado uma oportunidade, 1,4 abrirá suas empresas (na maior parte, negócios individuais), ou porque está desempregado ou porque o emprego atual não paga as contas. Nos EUA é o contrário: [...] O Brasil, como se diz por aí, não tem exatamente um empresariado. [...] Assinale a alternativa que indica os sentidos expressos pelos itens OU SEJA, PORQUE, OU e COMO, respectivamente:
Atente ao fragmento abaixo, extraído do romance d ́A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna, e responda a questão abaixo. No fragmento acima expressões como “Fera estranha” e “Onça-Parda”; “Onça-Malhada” e “Onça-Mundo” fazem referência, no processo de descrição aos referentes terra, divindade e mundo, constituindo o processo de referenciação através de sinônimos, um dos muitos recursos utilizados pelo autor. A este processo chamamos de
No enunciado “Antes de iniciar este livro, imaginei construi-lo pela divisão do trabalho. Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais.” os elementos coesivos “lo” e “quase todos” são marcadores coesivos que se enquadram na categoria denominada
Abaixo estão listados alguns fragmentos textuais, todos extraídos da matéria jornalística sobre mobilidade urbana, intitulada “Pensar estratégias com menor impacto", divulgada no Jornal Correio da Paraíba, de 19 de novembro de 2017. Leia-os e, em seguida, indique a ÚNICA alternativa em que se apresenta uma estrutura com sujeito posposto oracional (Oração Substantiva Subjetiva).
No texto acima, o autor, ao mesmo tempo em que discorre sobre a interferência da burocracia na criação de empresas, opina sobre o tema. Seguem os tópicos temáticos depreendidos a partir do texto: I- Inicialmente, o autor aponta a diferença quanto ao número de pessoas jurídicas no Brasil em comparação ao dos EUA, evidenciando, pois, o grande problema do empreendedorismo no Brasil, não só devido à desproporção da diferença apontada, já que a população do Brasil é menor, mas porque o maior número de empresários não representa mais riqueza. II- No decorrer do texto, o autor aponta as razões que levam à criação de uma empresa no Brasil, que diferem das dos EUA– se no Brasil a razão é o desemprego ou a insuficiência da renda obtida com o trabalho de carteira assinada, nos EUA, a abertura de um negócio decorre do surgimento de uma oportunidade. III- Por último, o autor enfatiza que maior do que o obstáculo da lentidão no processo de colocar uma empresa em funcionamento no Brasil é o fato de grande parte desse empresariado ter uma renda similar à de pessoas que trabalham com carteira assinada, o que não ocorre em países como a Nova Zelândia e a China. Da análise das proposições, pode-se dizer que é CORRETO o que se afirma apenas em
A complexidade, que é inerente à linguagem humana, permite que nos expressemos e nos comuniquemos nas mais diferentes formas, estratégias, intenções e sentidos. Portanto, essa multiplicidade da linguagem pode ser sintetizada em seis funções ou finalidades básicas. A partir dessas considerações, pode-se dizer que, nos dois textos acima, as funções da linguagem predominantes são
Em relação à classificação tipológica, o texto se caracteriza como predominantemente: