Questões de Língua PortuguesaTRT - 9¬ REGI+O (PR) 2022

40 questões da prova Diversas 2022, com gabarito oficial conferido. As duas primeiras são gratuitas.

Questão 1TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Apresenta predicado semelhante ao observado em destaque no trecho Espera outras vezes, fumando aflito, um cigarro aceso no outro:

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Questão 2TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

É plenamente adequada a correlação entre os tempos e modos verbais na frase:

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Questão 3TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Considere os seguintes trechos: I. “Descansou. Partiu. Deus o tenha.” (verso 23) II. “deixar tudo para os filhos / e virar fotografia?” (versos 36 e 37) III. “Mas ninguém tem culpa.” (verso 41) Ocorre eufemismo em

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Questão 4TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

O poeta Manuel Bandeira também apresenta uma avaliação geral e fulminante da vida humana num verso seu que diz: “A vida é uma agitação feroz e sem finalidade”. Tal avaliação do poeta aproxima-se, essencialmente, da avaliação que faz Harari em seu texto porque em ambas

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Questão 5TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

No último parágrafo do texto, o autor considera que, para Machado, alcançar a qualquer custo a posição de uma celebridade

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Questão 6TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Somos mais poderosos do que nunca, mas temos pouca ideia do que fazer com todo esse poder. O sentido da frase acima está preservado, em linguagem clara e correta, nesta nova redação:

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Questão 7TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Considerando-se o contexto, traduz-se com correção e adequação o sentido de um segmento do texto em:

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Questão 8TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

O drama vivido por Pestana nasce, em grande parte, do fato de que esse compositor

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Questão 9TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Alguém deveria dizer ao Pestana: – Deixa de lamentar essa tua viva produção popular, goza o prestígio que já alcançaste! Ao transpor a frase acima para o discurso indireto, ela deverá ficar: Alguém deveria dizer ao Pestana

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Questão 10TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Ao figurar a vida do compositor Pestana como eterna peteca entre ambição e vocação, Machado de Assis está se valendo da

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Questão 11TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Quanto ao uso dos sinais de pontuação, apresenta um equívoco gramatical a frase que se encontra em:

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Questão 12TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

A palavra que possui o mesmo processo de formação de “descuidoso” é:

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Questão 13TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

A contradição entre claros avanços e profundas indecisões do nosso processo civilizatório expressa-se na relação entre estes dois segmentos do texto:

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Questão 14TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Considere estas orações: I. Pestana era um célebre compositor popular. II. Pestana almejava ser um compositor clássico. III. O sucesso popular atormentava o Pestana. Essas três orações articulam-se com correção, clareza e coesão neste período único:

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Questão 15TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Leia as seguintes afirmações: I. Em Consegue afinal apertar-lhe a mãozinha na luva de crochê, o termo “lhe” exerce a função sintática de adjunto adnominal. II. Em Pronto, ofendida, lhe negaceou o rosto, o “lhe” atua como objeto direto. III. Em A mocinha não quer lhe dar a mão, o termo “lhe” exerce a função de objeto indireto. Está correto o que se afirma APENAS em

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Questão 16TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Alterada a ordem do adjetivo na expressão, observa-se, de modo mais significativo, a mudança de sentido em:

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Questão 17TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

A supressão da vírgula altera o sentido da frase em:

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Questão 18TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Num apanhado fulminante dos últimos 70 mil anos do Homo sapiens, o autor considera que

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Questão 19TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:

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Questão 20TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Depreende-se do texto que a garota

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Questão 21TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Já esquecido de timidez e feiura: “Sabe o que eu mais quero? É embalar você no colo.” O período acima poderia ser reescrito em discurso indireto da seguinte forma: Já esquecido de timidez e feiura, ele perguntou para ela

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Questão 22TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

O termo “se” está corretamente classificado em:

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Questão 23TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Sintaticamente, o período Não ignorar que cada um de nós é o verdadeiro produto pode nos garantir experiência saudável nesse ambiente caracteriza-se pela presença de uma oração principal e

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Questão 24TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Considerando a regência verbal recomendada pela norma-padrão da língua portuguesa, verifica-se um desvio em:

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Questão 25TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Considerando o contexto, o termo “ectópico” (3 o parágrafo) poderia ser substituído por

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Questão 26TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Expressão expletiva é uma expressão que não exerce função sintática. (Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa, 2009. Adaptado.) Verifica-se uma expressão expletiva em:

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Questão 27TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

De acordo com o amigo do narrador, o título atribuído a Pio mostra-se

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Questão 28TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Verifica-se o emprego de vírgula para separar um vocativo em:

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Questão 29TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

O eu lírico manifesta-se explicitamente no poema em:

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Questão 30TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

“Agora, a morte tem limites.” (verso 53) Implícito a esse verso está a ideia de que, antes, a morte mostrava-se

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Questão 31TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 8 a 11, leia a crônica “Braga e Machado” de Carlos Drummond de Andrade. “Acontece em toda parte, mas no Rio tem um jeito especial de acontecer que me emociona mais.” Assim começa Rubem Braga uma de suas admiráveis crônicas, reunidas no Um pé de milho e o Um pé de milho é para mim a melhor coisa desta semana de que me compete dar contas ao leitor. Portanto, e sem vacilação, lede o Um pé de milho; e lede-o à boa e santa maneira, não solicitando ao autor um exemplar, que o famoso Braga é, como qualquer um de nós, um proletário das letras. Mas por que disse “cronista”? Grande poeta é o que ele é, e grande contista que, por uma imposição do temperamento, se furta à maçada de escrever contos. Não sei de muitos poemas, em nossa lira de hoje, que se comparem a “Passeio à infância”, “Da praia”, “Choro”, coisas que o Braga displicente foi largando pelos jornais. Por sua vez, “Aula de inglês” e “Eu e Bebu na hora neutra da madrugada” são contos com preguiça de se tornarem contos. Já em “História do caminhão”, a identificação do gênero será mais complexa, pois a composição é atravessada por uma corrente de surrealismo que conduz o Braga pelos rumos mais extraordinários, sem que este aparentemente a controle. Controla, apesar de tudo. Em suma, cronista, contista, poeta, está-se vendo que o que ele é verdadeiramente é um dos nossos mais altos escritores. Um Machado de Assis tendo a mais a poesia, a dolência e a pura comoção humana que são dons peculiares ao Braga. (ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Amor nenhum dispensa uma gota de ácido. Hélio de Seixas Guimarães (org.). São Paulo: Três Estrelas, 2019) Transpondo-se a frase “Acontece em toda parte, mas no Rio tem um jeito especial de acontecer que me emociona mais” para o discurso indireto, o resultado será: Disse que

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Questão 32TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo. O animal humano, que é parte da natureza e que dela depende, não se resignou a viver para sempre à mercê dos frutos espontâneos da terra. O desafio que desde logo se insinuou foi: como induzir o mundo natural a somar forças e multiplicar o resultado do esforço humano? Como colocá-lo a serviço do homem? O passo decisivo nessa busca foi a descoberta, antes prática que teórica, de que “domina-se a natureza obedecendo-se a ela”. A sagacidade do animal humano soube encontrar nos caminhos do mundo como ele se põe (natura naturans: “a natureza causando a natureza”) as chaves de acesso ao mundo como ele pode ser (natura naturata: “a natureza causada”). Processos naturais, desde que devidamente sujeitos à observação e direcionamento pela mão do homem, podiam se tornar inigualáveis aliados na luta pelo sustento diário. Em vez de tão somente surpreender e pilhar os seres vivos que a natureza oferece para uso e desfrute imediato, como fazia o caçador-coletor, tratava-se de compreender suas regularidades, acatar sua lógica, identificar e aprimorar suas espécies mais promissoras e, desse modo, cooptá-los em definitivo para a tarefa de potencializar os meios de vida. Se a realidade designada pelo termo civilização não se deixa definir com facilidade, uma coisa é certa: nenhum conceito que deixe de dar o devido peso a essa mudança na relação homem-natureza poderá ser julgado completo. A domesticação sistemática, em larga escala, de plantas e animais deu à humanidade maior segurança alimentar e trouxe extraordinárias conquistas materiais. Mas ela não veio só. O advento da sociedade agropastoril teve como contrapartida direta e necessária uma mudança menos saliente à primeira vista, mas nem por isso de menor monta: a profunda transformação da psicologia temporal do animal humano. A domesticação da natureza externa exigiu um enorme empenho na domesticação da natureza interna do homem. Pois a prática da agricultura e do pastoreio implicou uma vasta readaptação dos valores, crenças, instituições e formas de vida

aos seus métodos e exigências. Entre os acontecimentos da história mundial que modificaram de maneira permanente os hábitos mentais do homem, seria difícil encontrar algum que pudesse rivalizar com o impacto da transição para a sociedade de base agrícola e pastoril em toda a forma como percebemos e lidamos com a dimensão temporal da vida prática. (GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) As vírgulas isolam um segmento que expressa ideia de condição no seguinte trecho:

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Questão 33TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo. O animal humano, que é parte da natureza e que dela depende, não se resignou a viver para sempre à mercê dos frutos espontâneos da terra. O desafio que desde logo se insinuou foi: como induzir o mundo natural a somar forças e multiplicar o resultado do esforço humano? Como colocá-lo a serviço do homem? O passo decisivo nessa busca foi a descoberta, antes prática que teórica, de que “domina-se a natureza obedecendo-se a ela”. A sagacidade do animal humano soube encontrar nos caminhos do mundo como ele se põe (natura naturans: “a natureza causando a natureza”) as chaves de acesso ao mundo como ele pode ser (natura naturata: “a natureza causada”). Processos naturais, desde que devidamente sujeitos à observação e direcionamento pela mão do homem, podiam se tornar inigualáveis aliados na luta pelo sustento diário. Em vez de tão somente surpreender e pilhar os seres vivos que a natureza oferece para uso e desfrute imediato, como fazia o caçador-coletor, tratava-se de compreender suas regularidades, acatar sua lógica, identificar e aprimorar suas espécies mais promissoras e, desse modo, cooptá-los em definitivo para a tarefa de potencializar os meios de vida. Se a realidade designada pelo termo civilização não se deixa definir com facilidade, uma coisa é certa: nenhum conceito que deixe de dar o devido peso a essa mudança na relação homem-natureza poderá ser julgado completo. A domesticação sistemática, em larga escala, de plantas e animais deu à humanidade maior segurança alimentar e trouxe extraordinárias conquistas materiais. Mas ela não veio só. O advento da sociedade agropastoril teve como contrapartida direta e necessária uma mudança menos saliente à primeira vista, mas nem por isso de menor monta: a profunda transformação da psicologia temporal do animal humano. A domesticação da natureza externa exigiu um enorme empenho na domesticação da natureza interna do homem. Pois a prática da agricultura e do pastoreio implicou uma vasta readaptação dos valores, crenças, instituições e formas de vida aos seus métodos e exigências. Entre os acontecimentos da história mundial que modificaram de maneira permanente os hábitos mentais do homem, seria difícil encontrar algum que pudesse rivalizar com o impacto da transição para a sociedade de base agrícola e pastoril em toda a forma como percebemos e lidamos com a dimensão temporal da vida prática. (GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) De acordo com as ideias do texto, existe relação de causa e consequência, respectivamente, entre:

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Questão 34TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 8 a 11, leia a crônica “Braga e Machado” de Carlos Drummond de Andrade. “Acontece em toda parte, mas no Rio tem um jeito especial de acontecer que me emociona mais.” Assim começa Rubem Braga uma de suas admiráveis crônicas, reunidas no Um pé de milho e o Um pé de milho é para mim a melhor coisa desta semana de que me compete dar contas ao leitor. Portanto, e sem vacilação, lede o Um pé de milho; e lede-o à boa e santa maneira, não solicitando ao autor um exemplar, que o famoso Braga é, como qualquer um de nós, um proletário das letras. Mas por que disse “cronista”? Grande poeta é o que ele é, e grande contista que, por uma imposição do temperamento, se furta à maçada de escrever contos. Não sei de muitos poemas, em nossa lira de hoje, que se comparem a “Passeio à infância”, “Da praia”, “Choro”, coisas que o Braga displicente foi largando pelos jornais. Por sua vez, “Aula de inglês” e “Eu e Bebu na hora neutra da madrugada” são contos com preguiça de se tornarem contos. Já em “História do caminhão”, a identificação do gênero será mais complexa, pois a composição é atravessada por uma corrente de surrealismo que conduz o Braga pelos rumos mais extraordinários, sem que este aparentemente a controle. Controla, apesar de tudo. Em suma, cronista, contista, poeta, está-se vendo que o que ele é verdadeiramente é um dos nossos mais altos escritores. Um Machado de Assis tendo a mais a poesia, a dolência e a pura comoção humana que são dons peculiares ao Braga. (ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Amor nenhum dispensa uma gota de ácido. Hélio de Seixas Guimarães (org.). São Paulo: Três Estrelas, 2019) O autor questiona a si mesmo no seguinte trecho:

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Questão 35TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 12 a 14, leia o poema de Paulo Leminski.

Na primeira estrofe, a palavra “bem” está empregada com sentido equivalente daquela sublinhada na frase:

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Questão 36TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 8 a 11, leia a crônica “Braga e Machado” de Carlos Drummond de Andrade. “Acontece em toda parte, mas no Rio tem um jeito especial de acontecer que me emociona mais.” Assim começa Rubem Braga uma de suas admiráveis crônicas, reunidas no Um pé de milho e o Um pé de milho é para mim a melhor coisa desta semana de que me compete dar contas ao leitor. Portanto, e sem vacilação, lede o Um pé de milho; e lede-o à boa e santa maneira, não solicitando ao autor um exemplar, que o famoso Braga é, como qualquer um de nós, um proletário das letras. Mas por que disse “cronista”? Grande poeta é o que ele é, e grande contista que, por uma imposição do temperamento, se furta à maçada de escrever contos. Não sei de muitos poemas, em nossa lira de hoje, que se comparem a “Passeio à infância”, “Da praia”, “Choro”, coisas que o Braga displicente foi largando pelos jornais. Por sua vez, “Aula de inglês” e “Eu e Bebu na hora neutra da madrugada” são contos com preguiça de se tornarem contos. Já em “História do caminhão”, a identificação do gênero será mais complexa, pois a composição é atravessada por uma corrente de surrealismo que conduz o Braga pelos rumos mais extraordinários, sem que este aparentemente a controle. Controla, apesar de tudo. Em suma, cronista, contista, poeta, está-se vendo que o que ele é verdadeiramente é um dos nossos mais altos escritores. Um Machado de Assis tendo a mais a poesia, a dolência e a pura comoção humana que são dons peculiares ao Braga. (ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Amor nenhum dispensa uma gota de ácido. Hélio de Seixas Guimarães (org.). São Paulo: Três Estrelas, 2019) O autor do texto dirige-se explicitamente a seu leitor no seguinte trecho:

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Questão 37TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo. O animal humano, que é parte da natureza e que dela depende, não se resignou a viver para sempre à mercê dos frutos espontâneos da terra. O desafio que desde logo se insinuou foi: como induzir o mundo natural a somar forças e multiplicar o resultado do esforço humano? Como colocá-lo a serviço do homem? O passo decisivo nessa busca foi a descoberta, antes prática que teórica, de que “domina-se a natureza obedecendo-se a ela”. A sagacidade do animal humano soube encontrar nos caminhos do mundo como ele se põe (natura naturans: “a natureza causando a natureza”) as chaves de acesso ao mundo como ele pode ser (natura naturata: “a natureza causada”).

Processos naturais, desde que devidamente sujeitos à observação e direcionamento pela mão do homem, podiam se tornar inigualáveis aliados na luta pelo sustento diário. Em vez de tão somente surpreender e pilhar os seres vivos que a natureza oferece para uso e desfrute imediato, como fazia o caçador-coletor, tratava-se de compreender suas regularidades, acatar sua lógica, identificar e aprimorar suas espécies mais promissoras e, desse modo, cooptá-los em definitivo para a tarefa de potencializar os meios de vida. Se a realidade designada pelo termo civilização não se deixa definir com facilidade, uma coisa é certa: nenhum conceito que deixe de dar o devido peso a essa mudança na relação homem-natureza poderá ser julgado completo. A domesticação sistemática, em larga escala, de plantas e animais deu à humanidade maior segurança alimentar e trouxe extraordinárias conquistas materiais. Mas ela não veio só. O advento da sociedade agropastoril teve como contrapartida direta e necessária uma mudança menos saliente à primeira vista, mas nem por isso de menor monta: a profunda transformação da psicologia temporal do animal humano. A domesticação da natureza externa exigiu um enorme empenho na domesticação da natureza interna do homem. Pois a prática da agricultura e do pastoreio implicou uma vasta readaptação dos valores, crenças, instituições e formas de vida aos seus métodos e exigências. Entre os acontecimentos da história mundial que modificaram de maneira permanente os hábitos mentais do homem, seria difícil encontrar algum que pudesse rivalizar com o impacto da transição para a sociedade de base agrícola e pastoril em toda a forma como percebemos e lidamos com a dimensão temporal da vida prática. (GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) Considerando as ideias expostas no texto, constitui um aparente paradoxo o que se encontra em:

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Questão 38TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo. O animal humano, que é parte da natureza e que dela depende, não se resignou a viver para sempre à mercê dos frutos espontâneos da terra. O desafio que desde logo se insinuou foi: como induzir o mundo natural a somar forças e multiplicar o resultado do esforço humano? Como colocá-lo a serviço do homem? O passo decisivo nessa busca foi a descoberta, antes prática que teórica, de que “domina-se a natureza obedecendo-se a ela”. A sagacidade do animal humano soube encontrar nos caminhos do mundo como ele se põe (natura naturans: “a natureza causando a natureza”) as chaves de acesso ao mundo como ele pode ser (natura naturata: “a natureza causada”). Processos naturais, desde que devidamente sujeitos à observação e direcionamento pela mão do homem, podiam se tornar inigualáveis aliados na luta pelo sustento diário. Em vez de tão somente surpreender e pilhar os seres vivos que a natureza oferece para uso e desfrute imediato, como fazia o caçador-coletor, tratava-se de compreender suas regularidades, acatar sua lógica, identificar e aprimorar suas espécies mais promissoras e, desse modo, cooptá-los em definitivo para a tarefa de potencializar os meios de vida. Se a realidade designada pelo termo civilização não se deixa definir com facilidade, uma coisa é certa: nenhum conceito que deixe de dar o devido peso a essa mudança na relação homem-natureza poderá ser julgado completo. A domesticação

sistemática, em larga escala, de plantas e animais deu à humanidade maior segurança alimentar e trouxe extraordinárias conquistas materiais. Mas ela não veio só. O advento da sociedade agropastoril teve como contrapartida direta e necessária uma mudança menos saliente à primeira vista, mas nem por isso de menor monta: a profunda transformação da psicologia temporal do animal humano. A domesticação da natureza externa exigiu um enorme empenho na domesticação da natureza interna do homem. Pois a prática da agricultura e do pastoreio implicou uma vasta readaptação dos valores, crenças, instituições e formas de vida aos seus métodos e exigências. Entre os acontecimentos da história mundial que modificaram de maneira permanente os hábitos mentais do homem, seria difícil encontrar algum que pudesse rivalizar com o impacto da transição para a sociedade de base agrícola e pastoril em toda a forma como percebemos e lidamos com a dimensão temporal da vida prática. (GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) No contexto, as expressões “a natureza causando a natureza” e “a natureza causada” (1o parágrafo) expressam, respectivamente, ideias de

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Questão 39TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 12 a 14, leia o poema de Paulo Leminski.

O autor recorre à personificação no seguinte verso:

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Questão 40TRT - 9¬ REGI+O (PR)·Diversas·2022Língua Portuguesa

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo. O animal humano, que é parte da natureza e que dela depende, não se resignou a viver para sempre à mercê dos frutos espontâneos da terra. O desafio que desde logo se insinuou foi: como induzir o mundo natural a somar forças e multiplicar o resultado do esforço humano? Como colocá-lo a serviço do homem? O passo decisivo nessa busca foi a descoberta, antes prática que teórica, de que “domina-se a natureza obedecendo-se a ela”. A sagacidade do animal humano soube encontrar nos caminhos do mundo como ele se põe (natura naturans: “a natureza causando a natureza”) as chaves de acesso ao mundo como ele pode ser (natura naturata: “a natureza causada”). Processos naturais, desde que devidamente sujeitos à observação e direcionamento pela mão do homem, podiam se tornar inigualáveis aliados na luta pelo sustento diário. Em vez de tão somente surpreender e pilhar os seres vivos que a natureza oferece para uso e desfrute imediato, como fazia o caçador-coletor, tratava-se de compreender suas regularidades, acatar sua lógica, identificar e aprimorar suas espécies mais promissoras e, desse modo, cooptá-los em definitivo para a tarefa de potencializar os meios de vida. Se a realidade designada pelo termo civilização não se deixa definir com facilidade, uma coisa é certa: nenhum conceito que deixe de dar o devido peso a essa mudança na relação homem-natureza poderá ser julgado completo. A domesticação sistemática, em larga escala, de plantas e animais deu à humanidade maior segurança alimentar e trouxe extraordinárias conquistas materiais. Mas ela não veio só. O advento da sociedade agropastoril teve como contrapartida direta e necessária uma mudança menos saliente à primeira vista, mas nem por isso de menor monta: a profunda transformação da psicologia temporal do animal humano. A domesticação da natureza externa exigiu um enorme empenho na domesticação da natureza interna do homem. Pois a prática da agricultura e do pastoreio implicou uma vasta readaptação dos valores, crenças, instituições e formas de vida aos seus métodos e exigências. Entre os acontecimentos da história mundial que modificaram de maneira permanente os hábitos mentais do homem, seria difícil encontrar algum que pudesse rivalizar com o impacto da transição para a sociedade de base agrícola e pastoril em toda a forma como percebemos e lidamos com a dimensão temporal da vida prática. (GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) Está correta e coerente a redação do seguinte comentário:

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