A responsabilidade administrativa visa à prestação de contas satisfatórias do exercício dos poderes, nos quais os
funcionários públicos não apenas executam a política pública, mas também são fundamentais para iniciá-la e formulá-la e,
no processo, exercer autoridade no desempenho de suas funções. Nesse contexto, o controle eficaz é necessário para
garantir proteção contra o uso indevido de poder pela administração. Em relação ao controle interno na Administração
Pública, é correto fazer as seguintes afirmações:
I. Uma das formas eficazes de controle do Poder Administrativo é a aprovação do orçamento pelo legislativo. A
administração fica assim autorizada a arrecadar receitas e incorrer em despesas com os diversos serviços.
II. Em tal sistema, se houver qualquer negligência em qualquer lugar, o funcionário em questão é imediatamente
considerado responsável por seu superior imediato ou mesmo repreendido e, se a negligência é muito grave, pode levar a
emissão de uma advertência estrita, rebaixamento e demissão.
III. Quando o parlamento sanciona dinheiro para despesas, também é seu dever garantir que o dinheiro seja gasto com
cautela. Esse controle sobre os gastos públicos é exercido pelo legislativo. Além disso, os funcionários dos diversos
departamentos inspecionam os escritórios de campo para garantir que a administração está sendo realizada de acordo
com as normas e os regulamentos.
IV. Se os gestores públicos são honestos e incorruptíveis, os subordinados geralmente não ousariam recorrer à corrupção,
à negligência. A necessidade de uma liderança inspiradora, entre os administradores em particular, é imprescindível para
que a máquina administrativa funcione bem para a satisfação de todos.
V. O legislativo geralmente estabelece políticas em termos gerais e delega autoridade à administração para preencher os
detalhes. O Parlamento exerce controle sobre a legislação, constituindo uma comissão subordinada encarregada de
fiscalizar e informar se os poderes delegados pelo Parlamento foram devidamente exercidos no âmbito do estatuto que
delegou essas competências.
Está correto o que se afirma em