Questões de HistóriaSEEC-RN 2011

33 questões da prova Diversas 2011, com gabarito oficial conferido. As duas primeiras são gratuitas.

Questão 1SEEC-RN·Diversas·2011História

Os versos citados foram encontrados em um pergaminho, durante a reforma do convento de Benediktbeuen, na Baviera, e sua autoria, que permanece anônima, está relacionada a monges beneditinos que habitaram o local no século XIII. São cerca de 315 poesias, presentes em 112 folhas, que, em 1937, foram transformadas em ópera pelo compositor alemão Carl Off, sob o título de Carmina Burana. A poesia acima é um exemplo de literatura

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Questão 2SEEC-RN·Diversas·2011História

A difusão de regimes de inspiração fascista na Europa, na década de 1930, é considerada uma das consequências da crise de 1929, dentre outros motivos, porque a

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Questão 3SEEC-RN·Diversas·2011História

O ano de 1961 marcou para o movimento sindical nacional, segundo líderes operários, uma transformação sensível, principalmente pelo aprofundamento das divergências existentes entre os dirigentes sindicais de esquerda (comunistas e não comunistas) e do chamado grupo democrata, com resultados mais favoráveis para os primeiros pela falta de penetração que os do grupo ‘democrata’ tem na massa de trabalhadores. Diário Carioca, Rio de Janeiro, 3 jan.1962 O início da década de 1960 foi extremamente conturbado para a política no Brasil. Do ponto de vista do movimento sindical, a transformação citada na reportagem foi resultado da

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Questão 4SEEC-RN·Diversas·2011História

Foi somente a partir de 1958 que uma sucessão de acontecimentos políticos revelou o grau de deterioração real nas relações entre EUA e América Latina [...]. Nesse mesmo ano, o vice-presidente americano Richard Nixon iniciou uma série de visitas a vários países latino-americanos [...]. No Peru e, sobretudo, na Venezuela, ele teve de enfrentar fortíssimas manifestações populares, a ponto de o governo americano deslocar tropas para suas bases no Caribe com o objetivo de realizar uma “operação-resgate” caso fosse necessário. SILVA, Alexandra de Mello e. Desenvolvimento e multilateralismo: um estudo sobre a Operação Pan-Americana no Contexto da Política Externa de JK. Contexto Internacional, Rio de Janeiro, vol.14, n.2, pp. 209-239, jul./dez. 1992, p. 217 Adaptado. A exacerbação do sentimento antiamericano na América Latina, ilustrada no texto acima, foi uma das causas da

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Questão 5SEEC-RN·Diversas·2011História

Estão reproduzidos acima alguns trechos da Reforma Constitucional de 1926, que aprovou emendas à Constituição de 1891 A leitura dessa fonte primária, se confrontada com a legislação trabalhista do Brasil das décadas de 1920 e 1930, permite concluir que o

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Questão 6SEEC-RN·Diversas·2011História

Além da Farroupilha, diversas outras revoltas eclodiram no Brasil, principalmente entre 1835 e 1848, em oposição à centralização política que as elites do Centro-Sul do Império tentavam promover. Qual foi a mais importante rebelião iniciada nesse período que NÃO se enquadra na caracterização apresentada no texto acima?

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Questão 7SEEC-RN·Diversas·2011História

Durante os mais de trezentos anos de colonização, a América Portuguesa passou por diversas alterações em sua estrutura político-administrativa. Qual das associações abaixo apresenta a relação entre o evento e a sua causa direta?

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Questão 8SEEC-RN·Diversas·2011História

A historiografia recente sobre a Independência do Brasil tem destacado que o Grito do Ipiranga constituiu mero desfecho formal de um processo inaugurado com a transferência da Corte para o Brasil e a abertura dos portos em 1808 . Entre a chegada da Corte ao Rio de Janeiro e o Grito de Ipiranga, essa historiografia tem desvelado tensões sociais complexas, que atravessaram a economia, a política e a constituição de uma identidade nacional. Qual o aspecto econômico desse processo que contribui para a compreensão da complexidade das tensões desse período?

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Questão 9SEEC-RN·Diversas·2011História

Apesar de gerar controvérsia no meio acadêmico, o conceito de “populismo” ainda é amplamente utilizado. No caso brasileiro, a maioria dos livros didáticos caracteriza os governos “populistas” como, necessariamente, associados à existência de

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Questão 10SEEC-RN·Diversas·2011História

A década de 20 do século XIX viveu sob o signo da reação antiliberal, após as guerras napoleônicas. Esse contexto internacional marcou, sobremaneira, a construção do Estado brasileiro. Que aspecto da Constituição de 1824 reforçava diretrizes autoritárias em voga?

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Questão 11SEEC-RN·Diversas·2011História

Por seu tamanho, duração e significado, o Quilombo dos Palmares foi o caso mais emblemático de resistência escrava no Brasil. O período do auge do crescimento da população do Quilombo e a morte de seu líder Zumbi dos Palmares relacionam-se, respectivamente,

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Questão 12SEEC-RN·Diversas·2011História

Está cada vez mais claro que as origens da revolução industrial da Grã-Bretanha não podem ser estudadas exclusivamente em termos de história britânica. A árvore de expansão capitalista moderna cresceu numa determinada região da Europa, mas suas raí- zes tiraram seu alimento de uma área de intercâmbio e acumulação primitiva muito mais ampla, que incluía tanto as colônias de além-mar, ligadas por vínculos formais, quanto as “economias dependentes” da Europa Oriental, formalmente autônomas. HOBSBAWM, Eric J. As origens da revolução industrial. São Paulo: Global, 1979, passim. Adaptado. De acordo com essa clássica interpretação das causas da Revolução Industrial inglesa, a acumulação primitiva de capitais constituiu fator fundamental e imprescindível da transição do feudalismo ao capitalismo. Nesse sentido, a burguesia inglesa foi amplamente beneficiada pelo comércio de diversos produtos durante a Época Moderna, entre os quais NÃO se inclui o

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Questão 13SEEC-RN·Diversas·2011História

Nos anos de 1970 e 1980, a história da educação [passou] a relacionar escola e sociedade, mas com o peso colocado no prato desta última. [...] Foi o auge do chamado reprodutivismo educacional, baseado, por uma parte, no “estruturalismo marxista” de Louis Althusser, para quem “o sistema das diferentes ‘escolas’ públicas e privadas” constituía o AIE (Aparelho Ideológico de Estado) escolar [...], responsável, juntamente com os outros AIEs, pela manutenção da estrutura de dominação social, e, por outra parte, na sociologia de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron [...], para os quais o sistema de ensino, empregando a violência simbólica, contribui ideologicamente para a perpetuação da ordem social. CASTANHO, Sérgio E. M. Questões teórico-metodológicas de história cultural e educação. In: CASIMIRO, Ana Palmira Bittencourt Santos; LOMBARDI, José Claudinei; MAGALHÃES, Lívia Diana Rocha (orgs.). História, cultura e educação. Campinas, SP: Autores Associados, 2006, p. 155-156 Adaptado. O “reprodutivismo educacional”, mencionado no texto acima, começou a ser criticado, no Brasil, no final da década de 1970 Os autores que buscavam referenciais alternativos a essa concepção teórica argumentavam que a

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Questão 14SEEC-RN·Diversas·2011História

Grande parte dos Estados Modernos europeus tem sua origem vinculada a conflitos militares. Qual das associações abaixo apresenta a relação entre um Estado Moderno e o confronto bélico a que está diretamente vinculada sua origem histórica?

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Questão 15SEEC-RN·Diversas·2011História

A colonização espanhola na América destruiu, em menos de meio século, civilizações centenárias que já tinham atingido relativo grau de centralização política. Que característica do Império Inca, à época da chegada dos europeus, favoreceu a vitória dos conquistadores espanhóis sobre os nativos?

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Questão 16SEEC-RN·Diversas·2011História

Do ponto de vista dos britânicos, era um conflito quase que totalmente econômico. Eles desejavam eliminar seu principal competidor para alcançar o total predomínio comercial nos mercados europeus e o controle total dos mercados coloniais e ultramarinos. HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848 Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997, p. 101 O historiador britânico Eric Hobsbawm escreve a respeito dos interesses ingleses diante das guerras napoleônicas, no início do século XIX. De acordo com o texto de Hobsbawm, o caráter da participação britânica na guerra justifica a formação, pelas demais potências absolutistas, da

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Questão 17SEEC-RN·Diversas·2011História

Nos Parâmetros Curriculares Nacionais, as competências e habilidades a serem desenvolvidas por meio do ensino das Ciências Humanas no Ensino Médio fundamentam-se na

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Questão 18SEEC-RN·Diversas·2011História

Os processos de descolonização ocorridos na África e na Ásia, no pós-1945, foram acompanhados por articulações internacionais que obtiveram a adesão de países de outros continentes e resultaram na criação do Movimento de Não Alinhados (MNA) em 1961 Quem foi o anfitrião da Primeira Conferência dos Chefes de Estado e de Governo Não Alinhados?

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Questão 19SEEC-RN·Diversas·2011História

No curso das revoluções de 1917, na Rússia, os bolcheviques formaram, a partir do Congresso Nacional dos Sovietes (em novembro), um governo paralelo no prédio do Instituto Smolny em São Petersburgo. A partir de então, esse governo soviético passou a disputar legitimidade com o Governo Provisório liderado por Alexander Kerensky, que era sustentado por uma coalização formada em março do mesmo ano. Como se tratava de um país predominantemente agrário, o apoio dos camponeses seria decisivo para a legitimação de um dos dois governos. Contando já com a adesão da maioria dos operários e soldados, o governo soviético convocou, ainda para novembro, um Congresso Nacional dos Sovietes camponeses na Rússia. Os camponeses, em seu Congresso, terminaram por aderir à revolução, graças ao domínio político do Partido

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Questão 20SEEC-RN·Diversas·2011História

Em nossas áreas [de ciências humanas e sociais], o ideal era que houvesse linguagens distintas, mais especializada nas revistas, mais acessível nos livros. Poder- -se-ia acrescentar ainda um terceiro meio, o artigo de jornal, que requer linguagem ainda mais destravada e acessível. A maioria dos historiadores usa o mesmo estilo pesado nos três casos, confundindo-o com profundidade. Depois reclama que não há leitores para livros de História, quando os há aos milhares para as obras de Eduardo Bueno e para as biografias escritas por jornalistas. O fato é que escrevemos mal e o leitor não especializado refuga. Das duas uma, ou se renuncia a ser lido fora da tribo acadêmica ou se procura melhorar a escrita. Pessoalmente, acho que o historiador não deve fechar-se no gueto acadêmico. Prefiro escrever sem jargão e correr o risco de ser chamado de ensaísta a esconder o resultado das pesquisas do público não especializado. Todos gostam de boas histórias, não há por que não gostarem também de boa História. MORAES, José Geraldo Vinci de; REGO, José Marcio. José Murilo de Carvalho. In: MORAES, José Geraldo Vinci de; REGO, José Marcio (orgs.). Conversas com historiadores brasileiros. São Paulo: Ed. 34, 2002, p. 175 A recente reflexão metodológica sobre as formas de escrita da história não se restringe à preocupação com o estilo adequado para cada público. Ela vincula-se também ao “renascimento da narrativa”, alardeado por

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Questão 21SEEC-RN·Diversas·2011História

Não é a abundância de ouro e prata, a quantidade de pérolas e diamantes, que faz os Estados ricos e opulentos [...], mas é a conciliação de coisas necessárias à vida e ao vestuário [...]. É impossível fazer a guerra sem homens, manter homens sem soldo, prover o soldo deles sem tributos, arrecadar tributos sem comércio. [...] os mercadores são os mais úteis ao Estado. [...] os mercadores estrangeiros [...] são sanguessugas que grudam no grande corpo da França. DENIS, H. Histoire de la pensée économique. Paris: Presses Universitaires de France, 1999, p. 115 O texto de época acima, de Antoine de Montchrestien, dramaturgo e economista francês, 1575-1621, faz considerações sobre a economia dos Estados Absolutistas na Europa Ocidental. É parte desse contexto histórico e guarda relações com a afirmação do autor a(o)

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Questão 22SEEC-RN·Diversas·2011História

Seu nome, como tudo depende não de poucos mas da maioria, é democracia. Nela, enquanto no tocante às leis todos são iguais para a solução de suas divergências privadas, quando se trata de escolher [...], não é o fato de pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos [...]. TUCÍDIDES. História da Guerra do Poloponeso. Brasília: Ed. da UNB, 2001, p. 110 O texto citado acima, de um autor da Antiguidade Clássica, trata de civilização da Antiguidade no eixo do Mediterrâneo. Qual a civilização antiga a que ele se refere?

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Questão 23SEEC-RN·Diversas·2011História

A figura acima é o conhecido trabalho de Leonardo da Vinci chamado “O Homem de Vitrúvio", produzido entre 1485 e 1490, exposto na Galleria dell' Accademia, em Veneza. Da Vinci é apontado como um dos principais nomes do Renascimento europeu vigente no século XV, pois introduziu novas perspectivas em estudos acadêmicos, nas artes e demais aspectos da vida social. Que características da arte renascentista estão presentes na obra acima?

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Questão 24SEEC-RN·Diversas·2011História

O historiador britânico Tony Judt reuniu dados importantes referentes à catástrofe humanitária representada pela II Guerra Mundial na Europa. Apesar de ter atingido a imensa maioria dos povos europeus, suas consequências foram mais graves para certos países em comparação com outros: A Polônia perdeu, aproximadamente, um em cada cinco cidadãos (levando-se em conta a população antes da guerra), incluindo um elevado percentual da população culta, que foi alvo premeditado de execução por parte dos nazistas. A Iugoslávia, um em cada sete; a União Soviética, um em cada 11; a Grécia, um em cada 14. Para assinalar o contraste, nota-se que a Alemanha sofreu perdas na ordem de 1/15; a França 1/77; a Grã Bretanha de 1/125 JUDT, Tony. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945 . Rio de Janeiro, Objetiva: 2008, p. 32 As estatísticas levantadas por Judt revelam uma das causas do

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Questão 25SEEC-RN·Diversas·2011História

Em 1990, John Williamson criou a expressão “Consenso de Washington”, que ele definiu como o “menor denominador comum das diretrizes que estão sendo recomendadas pelas instituições com sede em Washington para os países latino- americanos desde 1989”. WILLIAMSON, John. What Should the World Bank Think About the Washington Consensus? World Bank Research Observer. Washington, DC: The International Bank for Reconstruction and Development, Vol. 15, n. 2, pp. 251-264, ago 2000 Tradução livre. Dentre as “diretrizes” que Williamson sintetizou em dez pontos estava incluída a

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Questão 26SEEC-RN·Diversas·2011História

A escravidão já existia no continente africano antes da chegada dos europeus, na Idade Moderna. A respeito do comércio de escravos entre a África e outras partes do mundo, considere as afirmações abaixo. I - As guerras eram o principal instrumento que os africanos utilizavam para transformar seus inimigos em escravos para venda no litoral. II - A venda de escravos para suprir demandas externas já era atividade estabelecida no continente africano desde o

primeiro milênio da Era Cristã. III - O aumento da demanda americana por escravos africanos contribuiu para intensifi car e interiorizar a concorrência entre os diversos tipos de Estados africanos. É correto o que se afirma em

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Questão 27SEEC-RN·Diversas·2011História

Faça com que os eleitores falem e pensem que você os conhece bem, que se dirige a eles pelo nome, que sem parar e conscienciosamente procura seu voto, que você é generoso e aberto, que, mesmo antes do amanhecer, sua casa está cheia de amigos, que todas as classes são suas aliadas, que você fez promessas para todo mundo e que as cumpriu, realmente, para a maior parte das pessoas. MACKENDRIK, P. The roman mind at work. Krieger Pub. Co., 1980, p. 178-179 O texto acima, de Cícero, orador romano, 106 a.C. – 43 a.C., aconselha os possíveis candidatos nas eleições da Roma republicana. Seu discurso confirma a

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Questão 28SEEC-RN·Diversas·2011História

A federação de 1891 abriu as portas do paraíso para o coronel. [...] Surgiu o coronelismo como sistema [...]. O coronel municipal apoiava o coronel estadual que apoiava o coronel nacional, também chamado de presidente da República, que apoiava o coronel estadual, que apoiava o coronel municipal. [...] Aumentou também o dá-cá-toma-lá entre coronéis e governo. As nomeações de funcionários se faziam sob consulta aos chefes locais. Surgiram o “juiz nosso” e o “delegado nosso”, para aplicar a lei contra os inimigos e proteger os amigos. O clientelismo, isto é, a troca de favores com o uso de bens públicos, sobretudo empregos, tornou-se a moeda de troca do coronelismo. [...] O coronelismo, como sistema nacional de poder, acabou em 1930, mais precisamente [...] em 1937 CARVALHO, José Murilo de. Metamorfoses do coronel. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 6 maio 2001 Adaptado. De acordo com o texto acima, ainda há clientelismo e coronéis no Brasil, mas o coronelismo, como sistema político nacional, já deixou de existir há décadas. Ele surgiu na Primeira República e não sobreviveu à Era Vargas. Com base na definição apresentada no texto acima, que mecanismo político, presente na “federação de 1891” e extinto em 1937, era responsável por articular os três níveis de governo do país num sistema coronelista?

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Questão 29SEEC-RN·Diversas·2011História

Analise o depoimento do general Osvaldo Cordeiro de Farias, que foi ministro do Governo Castelo Branco, acerca das causas do golpe civil-militar de 1964 Havia uma mentalidade revolucionária! Jango, nos últimos dias de seu governo, fez tudo o que era preciso para levantar o Exército contra ele, com as atitudes que tomou. Em primeiro lugar, a rebeldia dos marinheiros. Oficiais da Marinha, naquele dia, procuraram-me em prantos, chocados com a subversão hierárquica. Em seguida, o Comício da Central e a reunião de Jango com os sargentos, no Automóvel Clube. [...] A indignação militar era enorme! [...] Quem fez a revolução militar não fomos nós, foi Jango, com sua política, com suas atitudes. Não há exagero nenhum nisso. Ele colocou o Exército num dilema trágico: rendição à anarquia ou reação! CAMARGO, Aspásia; GÓES, Walder de (orgs.). Meio século de combate: diálogo com Cordeiro de Farias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 Adaptado. De acordo com a interpretação reproduzida acima, o principal motivo da mobilização dos militares brasileiros para destituir o presidente João Goulart em 1964 teria sido a percepção de que a

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Questão 30SEEC-RN·Diversas·2011História

Apesar de os Estados Unidos serem o principal país importador de café brasileiro, a Inglaterra até a década de 1870-1880 figurou em primeiro lugar entre os países de destino das mercadorias exportadas pelo Brasil. Entre 1870 e 1873, correspondem à Inglaterra 39,4% do valor das exportações brasileiras, vindo a seguir os Estados Unidos com 28,8%. FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2010, p. 239 Adaptado. Durante o II Reinado, o Brasil consolidou-se como um dos maiores exportadores de café do mundo, mas também diversificou sua pauta de exportações. No período analisado pelo historiador Bóris Fausto no texto acima, os itens que, além do café, tiveram aumento significativo de sua participação no comércio externo do Brasil com a Inglaterra e os Estados Unidos, respectivamente, foram

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Questão 31SEEC-RN·Diversas·2011História

A implantação do projeto político centralizador do Estado imperial brasileiro, defendido pelo bloco de poder a que se refere o texto acima, estendeu-se por mais de uma dé- cada. O auge desse processo costuma ser identificado com a ascensão ao ministério do grupo do Partido Conservador liderado pela “Trindade Saquarema”, em fins da década de 1840 Uma das medidas centralizadoras desse ministério foi a

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Questão 32SEEC-RN·Diversas·2011História

Durante o século XVII, a Inglaterra passou por grandes transformações: foi Monarquia Absolutista, República, Ditadura e Monarquia Constitucional. Esse último regime foi inaugurado pela

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Questão 33SEEC-RN·Diversas·2011História

Ao avaliar as consequências das revoluções liberais no sé- culo XIX europeu, o historiador Eric Hobsbawm escreveu: A segunda onda revolucionária ocorreu entre 1829- 1834, e afetou toda a Europa a oeste da Rússia [...] De fato, ela marca a derrota definitiva dos aristocratas pelo poder burguês na Europa Ocidental. A classe governante dos próximos 50 anos seria a “grande burguesia” de banqueiros, grandes industriais e, às vezes, altos funcionários civis. HOBSBAWM, E. J. A era das revoluções: Europa 1789-1484 Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997, p. 128-129 Adaptado. Um evento que desencadeou a onda revolucionária apontada pelo historiador foi a

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