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Questões de História

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Questão 1SEEC-RN·Diversas·2011História

Os versos citados foram encontrados em um pergaminho, durante a reforma do convento de Benediktbeuen, na Baviera, e sua autoria, que permanece anônima, está relacionada a monges beneditinos que habitaram o local no século XIII. São cerca de 315 poesias, presentes em 112 folhas, que, em 1937, foram transformadas em ópera pelo compositor alemão Carl Off, sob o título de Carmina Burana. A poesia acima é um exemplo de literatura

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Questão 2SEEC-RN·Diversas·2011História

O ano de 1961 marcou para o movimento sindical nacional, segundo líderes operários, uma transformação sensível, principalmente pelo aprofundamento das divergências existentes entre os dirigentes sindicais de esquerda (comunistas e não comunistas) e do chamado grupo democrata, com resultados mais favoráveis para os primeiros pela falta de penetração que os do grupo ‘democrata’ tem na massa de trabalhadores. Diário Carioca, Rio de Janeiro, 3 jan.1962 O início da década de 1960 foi extremamente conturbado para a política no Brasil. Do ponto de vista do movimento sindical, a transformação citada na reportagem foi resultado da

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Questão 3SEEC-RN·Diversas·2011História

A historiografia recente sobre a Independência do Brasil tem destacado que o Grito do Ipiranga constituiu mero desfecho formal de um processo inaugurado com a transferência da Corte para o Brasil e a abertura dos portos em 1808 . Entre a chegada da Corte ao Rio de Janeiro e o Grito de Ipiranga, essa historiografia tem desvelado tensões sociais complexas, que atravessaram a economia, a política e a constituição de uma identidade nacional. Qual o aspecto econômico desse processo que contribui para a compreensão da complexidade das tensões desse período?

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Questão 4SEEC-RN·Diversas·2011História

Foi somente a partir de 1958 que uma sucessão de acontecimentos políticos revelou o grau de deterioração real nas relações entre EUA e América Latina [...]. Nesse mesmo ano, o vice-presidente americano Richard Nixon iniciou uma série de visitas a vários países latino-americanos [...]. No Peru e, sobretudo, na Venezuela, ele teve de enfrentar fortíssimas manifestações populares, a ponto de o governo americano deslocar tropas para suas bases no Caribe com o objetivo de realizar uma “operação-resgate” caso fosse necessário. SILVA, Alexandra de Mello e. Desenvolvimento e multilateralismo: um estudo sobre a Operação Pan-Americana no Contexto da Política Externa de JK. Contexto Internacional, Rio de Janeiro, vol.14, n.2, pp. 209-239, jul./dez. 1992, p. 217 Adaptado. A exacerbação do sentimento antiamericano na América Latina, ilustrada no texto acima, foi uma das causas da

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Questão 5SEEC-RN·Diversas·2011História

Apesar de gerar controvérsia no meio acadêmico, o conceito de “populismo” ainda é amplamente utilizado. No caso brasileiro, a maioria dos livros didáticos caracteriza os governos “populistas” como, necessariamente, associados à existência de

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Questão 6SEEC-RN·Diversas·2011História

Estão reproduzidos acima alguns trechos da Reforma Constitucional de 1926, que aprovou emendas à Constituição de 1891 A leitura dessa fonte primária, se confrontada com a legislação trabalhista do Brasil das décadas de 1920 e 1930, permite concluir que o

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Questão 7SEEC-RN·Diversas·2011História

Além da Farroupilha, diversas outras revoltas eclodiram no Brasil, principalmente entre 1835 e 1848, em oposição à centralização política que as elites do Centro-Sul do Império tentavam promover. Qual foi a mais importante rebelião iniciada nesse período que NÃO se enquadra na caracterização apresentada no texto acima?

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Questão 8SEEC-RN·Diversas·2011História

Durante os mais de trezentos anos de colonização, a América Portuguesa passou por diversas alterações em sua estrutura político-administrativa. Qual das associações abaixo apresenta a relação entre o evento e a sua causa direta?

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Questão 9SEEC-RN·Diversas·2011História

A difusão de regimes de inspiração fascista na Europa, na década de 1930, é considerada uma das consequências da crise de 1929, dentre outros motivos, porque a

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Questão 10SEEC-RN·Diversas·2011História

Está cada vez mais claro que as origens da revolução industrial da Grã-Bretanha não podem ser estudadas exclusivamente em termos de história britânica. A árvore de expansão capitalista moderna cresceu numa determinada região da Europa, mas suas raí- zes tiraram seu alimento de uma área de intercâmbio e acumulação primitiva muito mais ampla, que incluía tanto as colônias de além-mar, ligadas por vínculos formais, quanto as “economias dependentes” da Europa Oriental, formalmente autônomas. HOBSBAWM, Eric J. As origens da revolução industrial. São Paulo: Global, 1979, passim. Adaptado. De acordo com essa clássica interpretação das causas da Revolução Industrial inglesa, a acumulação primitiva de capitais constituiu fator fundamental e imprescindível da transição do feudalismo ao capitalismo. Nesse sentido, a burguesia inglesa foi amplamente beneficiada pelo comércio de diversos produtos durante a Época Moderna, entre os quais NÃO se inclui o

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Questão 11SEEC-RN·Diversas·2011História

Nos anos de 1970 e 1980, a história da educação [passou] a relacionar escola e sociedade, mas com o peso colocado no prato desta última. [...] Foi o auge do chamado reprodutivismo educacional, baseado, por uma parte, no “estruturalismo marxista” de Louis Althusser, para quem “o sistema das diferentes ‘escolas’ públicas e privadas” constituía o AIE (Aparelho Ideológico de Estado) escolar [...], responsável, juntamente com os outros AIEs, pela manutenção da estrutura de dominação social, e, por outra parte, na sociologia de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron [...], para os quais o sistema de ensino, empregando a violência simbólica, contribui ideologicamente para a perpetuação da ordem social. CASTANHO, Sérgio E. M. Questões teórico-metodológicas de história cultural e educação. In: CASIMIRO, Ana Palmira Bittencourt Santos; LOMBARDI, José Claudinei; MAGALHÃES, Lívia Diana Rocha (orgs.). História, cultura e educação. Campinas, SP: Autores Associados, 2006, p. 155-156 Adaptado. O “reprodutivismo educacional”, mencionado no texto acima, começou a ser criticado, no Brasil, no final da década de 1970 Os autores que buscavam referenciais alternativos a essa concepção teórica argumentavam que a

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Questão 12SEEC-RN·Diversas·2011História

Grande parte dos Estados Modernos europeus tem sua origem vinculada a conflitos militares. Qual das associações abaixo apresenta a relação entre um Estado Moderno e o confronto bélico a que está diretamente vinculada sua origem histórica?

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Questão 13SEEC-RN·Diversas·2011História

A década de 20 do século XIX viveu sob o signo da reação antiliberal, após as guerras napoleônicas. Esse contexto internacional marcou, sobremaneira, a construção do Estado brasileiro. Que aspecto da Constituição de 1824 reforçava diretrizes autoritárias em voga?

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Questão 14SEEC-RN·Diversas·2011História

A colonização espanhola na América destruiu, em menos de meio século, civilizações centenárias que já tinham atingido relativo grau de centralização política. Que característica do Império Inca, à época da chegada dos europeus, favoreceu a vitória dos conquistadores espanhóis sobre os nativos?

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Questão 15SEEC-RN·Diversas·2011História

Do ponto de vista dos britânicos, era um conflito quase que totalmente econômico. Eles desejavam eliminar seu principal competidor para alcançar o total predomínio comercial nos mercados europeus e o controle total dos mercados coloniais e ultramarinos. HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções: Europa 1789-1848 Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997, p. 101 O historiador britânico Eric Hobsbawm escreve a respeito dos interesses ingleses diante das guerras napoleônicas, no início do século XIX. De acordo com o texto de Hobsbawm, o caráter da participação britânica na guerra justifica a formação, pelas demais potências absolutistas, da

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Questão 16SEEC-RN·Diversas·2011História

Por seu tamanho, duração e significado, o Quilombo dos Palmares foi o caso mais emblemático de resistência escrava no Brasil. O período do auge do crescimento da população do Quilombo e a morte de seu líder Zumbi dos Palmares relacionam-se, respectivamente,

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Questão 17SEEC-RN·Diversas·2011História

Os processos de descolonização ocorridos na África e na Ásia, no pós-1945, foram acompanhados por articulações internacionais que obtiveram a adesão de países de outros continentes e resultaram na criação do Movimento de Não Alinhados (MNA) em 1961 Quem foi o anfitrião da Primeira Conferência dos Chefes de Estado e de Governo Não Alinhados?

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Questão 18SEEC-RN·Diversas·2011História

No curso das revoluções de 1917, na Rússia, os bolcheviques formaram, a partir do Congresso Nacional dos Sovietes (em novembro), um governo paralelo no prédio do Instituto Smolny em São Petersburgo. A partir de então, esse governo soviético passou a disputar legitimidade com o Governo Provisório liderado por Alexander Kerensky, que era sustentado por uma coalização formada em março do mesmo ano. Como se tratava de um país predominantemente agrário, o apoio dos camponeses seria decisivo para a legitimação de um dos dois governos. Contando já com a adesão da maioria dos operários e soldados, o governo soviético convocou, ainda para novembro, um Congresso Nacional dos Sovietes camponeses na Rússia. Os camponeses, em seu Congresso, terminaram por aderir à revolução, graças ao domínio político do Partido

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Questão 19SEEC-RN·Diversas·2011História

Em nossas áreas [de ciências humanas e sociais], o ideal era que houvesse linguagens distintas, mais especializada nas revistas, mais acessível nos livros. Poder- -se-ia acrescentar ainda um terceiro meio, o artigo de jornal, que requer linguagem ainda mais destravada e acessível. A maioria dos historiadores usa o mesmo estilo pesado nos três casos, confundindo-o com profundidade. Depois reclama que não há leitores para livros de História, quando os há aos milhares para as obras de Eduardo Bueno e para as biografias escritas por jornalistas. O fato é que escrevemos mal e o leitor não especializado refuga. Das duas uma, ou se renuncia a ser lido fora da tribo acadêmica ou se procura melhorar a escrita. Pessoalmente, acho que o historiador não deve fechar-se no gueto acadêmico. Prefiro escrever sem jargão e correr o risco de ser chamado de ensaísta a esconder o resultado das pesquisas do público não especializado. Todos gostam de boas histórias, não há por que não gostarem também de boa História. MORAES, José Geraldo Vinci de; REGO, José Marcio. José Murilo de Carvalho. In: MORAES, José Geraldo Vinci de; REGO, José Marcio (orgs.). Conversas com historiadores brasileiros. São Paulo: Ed. 34, 2002, p. 175 A recente reflexão metodológica sobre as formas de escrita da história não se restringe à preocupação com o estilo adequado para cada público. Ela vincula-se também ao “renascimento da narrativa”, alardeado por

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Questão 20SEEC-RN·Diversas·2011História

Não é a abundância de ouro e prata, a quantidade de pérolas e diamantes, que faz os Estados ricos e opulentos [...], mas é a conciliação de coisas necessárias à vida e ao vestuário [...]. É impossível fazer a guerra sem homens, manter homens sem soldo, prover o soldo deles sem tributos, arrecadar tributos sem comércio. [...] os mercadores são os mais úteis ao Estado. [...] os mercadores estrangeiros [...] são sanguessugas que grudam no grande corpo da França. DENIS, H. Histoire de la pensée économique. Paris: Presses Universitaires de France, 1999, p. 115 O texto de época acima, de Antoine de Montchrestien, dramaturgo e economista francês, 1575-1621, faz considerações sobre a economia dos Estados Absolutistas na Europa Ocidental. É parte desse contexto histórico e guarda relações com a afirmação do autor a(o)

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Questão 21SEEC-RN·Diversas·2011História

Seu nome, como tudo depende não de poucos mas da maioria, é democracia. Nela, enquanto no tocante às leis todos são iguais para a solução de suas divergências privadas, quando se trata de escolher [...], não é o fato de pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos [...]. TUCÍDIDES. História da Guerra do Poloponeso. Brasília: Ed. da UNB, 2001, p. 110 O texto citado acima, de um autor da Antiguidade Clássica, trata de civilização da Antiguidade no eixo do Mediterrâneo. Qual a civilização antiga a que ele se refere?

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Questão 22SEEC-RN·Diversas·2011História

O historiador britânico Tony Judt reuniu dados importantes referentes à catástrofe humanitária representada pela II Guerra Mundial na Europa. Apesar de ter atingido a imensa maioria dos povos europeus, suas consequências foram mais graves para certos países em comparação com outros: A Polônia perdeu, aproximadamente, um em cada cinco cidadãos (levando-se em conta a população antes da guerra), incluindo um elevado percentual da população culta, que foi alvo premeditado de execução por parte dos nazistas. A Iugoslávia, um em cada sete; a União Soviética, um em cada 11; a Grécia, um em cada 14. Para assinalar o contraste, nota-se que a Alemanha sofreu perdas na ordem de 1/15; a França 1/77; a Grã Bretanha de 1/125 JUDT, Tony. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945 . Rio de Janeiro, Objetiva: 2008, p. 32 As estatísticas levantadas por Judt revelam uma das causas do

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Questão 23SEEC-RN·Diversas·2011História

Em 1990, John Williamson criou a expressão “Consenso de Washington”, que ele definiu como o “menor denominador comum das diretrizes que estão sendo recomendadas pelas instituições com sede em Washington para os países latino- americanos desde 1989”. WILLIAMSON, John. What Should the World Bank Think About the Washington Consensus? World Bank Research Observer. Washington, DC: The International Bank for Reconstruction and Development, Vol. 15, n. 2, pp. 251-264, ago 2000 Tradução livre. Dentre as “diretrizes” que Williamson sintetizou em dez pontos estava incluída a

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Questão 24SEEC-RN·Diversas·2011História

A figura acima é o conhecido trabalho de Leonardo da Vinci chamado “O Homem de Vitrúvio", produzido entre 1485 e 1490, exposto na Galleria dell' Accademia, em Veneza. Da Vinci é apontado como um dos principais nomes do Renascimento europeu vigente no século XV, pois introduziu novas perspectivas em estudos acadêmicos, nas artes e demais aspectos da vida social. Que características da arte renascentista estão presentes na obra acima?

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Questão 25SEEC-RN·Diversas·2011História

A escravidão já existia no continente africano antes da chegada dos europeus, na Idade Moderna. A respeito do comércio de escravos entre a África e outras partes do mundo, considere as afirmações abaixo. I - As guerras eram o principal instrumento que os africanos utilizavam para transformar seus inimigos em escravos para venda no litoral. II - A venda de escravos para suprir demandas externas já era atividade estabelecida no continente africano desde o

primeiro milênio da Era Cristã. III - O aumento da demanda americana por escravos africanos contribuiu para intensifi car e interiorizar a concorrência entre os diversos tipos de Estados africanos. É correto o que se afirma em

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Questão 26SEEC-RN·Diversas·2011História

Faça com que os eleitores falem e pensem que você os conhece bem, que se dirige a eles pelo nome, que sem parar e conscienciosamente procura seu voto, que você é generoso e aberto, que, mesmo antes do amanhecer, sua casa está cheia de amigos, que todas as classes são suas aliadas, que você fez promessas para todo mundo e que as cumpriu, realmente, para a maior parte das pessoas. MACKENDRIK, P. The roman mind at work. Krieger Pub. Co., 1980, p. 178-179 O texto acima, de Cícero, orador romano, 106 a.C. – 43 a.C., aconselha os possíveis candidatos nas eleições da Roma republicana. Seu discurso confirma a

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Questão 27SEEC-RN·Diversas·2011História

A implantação do projeto político centralizador do Estado imperial brasileiro, defendido pelo bloco de poder a que se refere o texto acima, estendeu-se por mais de uma dé- cada. O auge desse processo costuma ser identificado com a ascensão ao ministério do grupo do Partido Conservador liderado pela “Trindade Saquarema”, em fins da década de 1840 Uma das medidas centralizadoras desse ministério foi a

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Questão 28SEEC-RN·Diversas·2011História

A federação de 1891 abriu as portas do paraíso para o coronel. [...] Surgiu o coronelismo como sistema [...]. O coronel municipal apoiava o coronel estadual que apoiava o coronel nacional, também chamado de presidente da República, que apoiava o coronel estadual, que apoiava o coronel municipal. [...] Aumentou também o dá-cá-toma-lá entre coronéis e governo. As nomeações de funcionários se faziam sob consulta aos chefes locais. Surgiram o “juiz nosso” e o “delegado nosso”, para aplicar a lei contra os inimigos e proteger os amigos. O clientelismo, isto é, a troca de favores com o uso de bens públicos, sobretudo empregos, tornou-se a moeda de troca do coronelismo. [...] O coronelismo, como sistema nacional de poder, acabou em 1930, mais precisamente [...] em 1937 CARVALHO, José Murilo de. Metamorfoses do coronel. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 6 maio 2001 Adaptado. De acordo com o texto acima, ainda há clientelismo e coronéis no Brasil, mas o coronelismo, como sistema político nacional, já deixou de existir há décadas. Ele surgiu na Primeira República e não sobreviveu à Era Vargas. Com base na definição apresentada no texto acima, que mecanismo político, presente na “federação de 1891” e extinto em 1937, era responsável por articular os três níveis de governo do país num sistema coronelista?

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Questão 29SEEC-RN·Diversas·2011História

Analise o depoimento do general Osvaldo Cordeiro de Farias, que foi ministro do Governo Castelo Branco, acerca das causas do golpe civil-militar de 1964 Havia uma mentalidade revolucionária! Jango, nos últimos dias de seu governo, fez tudo o que era preciso para levantar o Exército contra ele, com as atitudes que tomou. Em primeiro lugar, a rebeldia dos marinheiros. Oficiais da Marinha, naquele dia, procuraram-me em prantos, chocados com a subversão hierárquica. Em seguida, o Comício da Central e a reunião de Jango com os sargentos, no Automóvel Clube. [...] A indignação militar era enorme! [...] Quem fez a revolução militar não fomos nós, foi Jango, com sua política, com suas atitudes. Não há exagero nenhum nisso. Ele colocou o Exército num dilema trágico: rendição à anarquia ou reação! CAMARGO, Aspásia; GÓES, Walder de (orgs.). Meio século de combate: diálogo com Cordeiro de Farias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981 Adaptado. De acordo com a interpretação reproduzida acima, o principal motivo da mobilização dos militares brasileiros para destituir o presidente João Goulart em 1964 teria sido a percepção de que a

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Questão 30SEEC-RN·Diversas·2011História

Ao avaliar as consequências das revoluções liberais no sé- culo XIX europeu, o historiador Eric Hobsbawm escreveu: A segunda onda revolucionária ocorreu entre 1829- 1834, e afetou toda a Europa a oeste da Rússia [...] De fato, ela marca a derrota definitiva dos aristocratas pelo poder burguês na Europa Ocidental. A classe governante dos próximos 50 anos seria a “grande burguesia” de banqueiros, grandes industriais e, às vezes, altos funcionários civis. HOBSBAWM, E. J. A era das revoluções: Europa 1789-1484 Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997, p. 128-129 Adaptado. Um evento que desencadeou a onda revolucionária apontada pelo historiador foi a

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