Prefeitura de Uberlândia - MGDiversas

Questões de Língua Portuguesa

65 questões com gabarito verificado e explicação por IA. Mostrando página 3 de 3.

Questão 1Prefeitura de Uberlândia - MG·Diversas·2019Língua Portuguesa

Leia, a seguir, trechos da obra Portos de Passagem, de João Wanderley Geraldi, a respeito da distinção entre atividades metalinguísticas, linguísticas e epilinguísticas. “As atividades ________________ são aquelas que, praticadas nos processos interacionais, referem ao assunto em pauta, “vão de si”, permitindo a progressão do assunto. As reflexões que aqui se fazem, tanto no agenciamento dos recursos expressivos pelo locutor quanto na sua compreensão pelo interlocutor, não demandam interromper a progressão do assunto de que se está tratando [...]. As atividades __________________ são aquelas que, também presentes nos processos interacionais, e neles detectáveis, resultam de uma reflexão que toma os próprios recursos expressivos como seu objeto. Atividades __________________ são aquelas que tomam a linguagem como objeto não mais enquanto reflexão vinculada ao próprio processo interativo [...]. Trata-se, aqui, de atividades de conhecimento que analisam a linguagem com a construção de conceitos, classificações, etc.” (GERALDI, 2013, p. 20-25.) Nesse contexto, as palavras que completam correta e respectivamente as lacunas são

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Questão 2Prefeitura de Uberlândia - MG·Diversas·2019Língua Portuguesa

INSTRUÇÃO: Leia, a seguir, textos de placas e cartazes apresentados por Juliana Bertucci Barbosa na obra Ensino de Português e Linguística, ao discutir inadequações presentes na escrita de alunos, para responder à questão.

A respeito dos fenômenos discutidos por Barbosa, é correto afirmar que evidenciam o fato de que

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Questão 3Prefeitura de Uberlândia - MG·Diversas·2019Língua Portuguesa

INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.

TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros

Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em

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Questão 4Prefeitura de Uberlândia - MG·Diversas·2019Língua Portuguesa

INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir, que se encontra na obra Portos de passagem, de João Wanderley Geraldi, em que se discute, a propósito das concepções de leitura, o estatuto do texto nas aulas de língua portuguesa, para responder à questão. “A questão já não é ‘corrigir’ leituras com base numa leitura privilegiada e apresentada como única; mas também não é admitir qualquer leitura como legitimável (ou legítima), como se o texto não fosse condição necessária à leitura e como se neste o autor não mobilizasse os recursos expressivos em busca de uma leitura possível. Trata-se agora de reconstruir, em face de uma leitura de um texto, a caminhada interpretativa do leitor: descobrir por que este sentido foi construído a partir das ‘pistas’ fornecidas pelo texto. Isto significa se perguntar, no mínimo, que variáveis sociais, culturais e linguísticas foram acionadas pelo aluno para produzir a leitura que produziu. Isto significa dar atenção ao fato de que a compreensão é uma forma de diálogo.” (GERALDI, 2013, p. 112-113.) Nesse fragmento, Geraldi defende a concepção de que a leitura

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Questão 5Prefeitura de Uberlândia - MG·Diversas·2019Língua Portuguesa

INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?

Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.

TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/.

Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em

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