Analise esta manchete. Essa manchete é composta por dois períodos. A relação lógico-discursiva marcada pela conjunção que une esses períodos indica
65 questões da prova Diversas 2019, com gabarito oficial conferido. As duas primeiras são gratuitas.
Analise esta manchete. Essa manchete é composta por dois períodos. A relação lógico-discursiva marcada pela conjunção que une esses períodos indica
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão. Países que garantem direitos das mulheres tendem a crescer mais Segundo estudo, assegurar direitos femininos também traz benefícios para a saúde da população como um todo Nações que asseguram os direitos das mulheres tendem a crescer mais rápido e a ter uma população com mais saúde, aponta um novo estudo publicado na revista BMJ Open. E isso vale certamente para países mais pobres. De acordo com a pesquisa, apesar de muitas nações estarem progredindo economicamente, os direitos das mulheres têm sido negligenciados em muitos lugares. E os cientistas queriam descobrir se haveria uma ligação entre a proteção dos direitos das mulheres e melhorias na saúde e no desenvolvimento sustentável. Eles analisaram bancos de dados com informações sobre saúde, direitos humanos e direitos econômicos e sociais de 162 países no período de 2004 a 2010. As nações foram agrupadas de acordo com o número de direitos econômicos e sociais assegurados às mulheres. Entre os países selecionados, 44 foram classificados como alta adesão; 55 em nível moderado; e 63, baixo. No geral, os países com direitos de mulheres assegurados têm melhor saúde do que aqueles onde esses direitos foram moderadamente ou pouco respeitados. Os indicadores de saúde incluem prevenção de doenças, como vacinação, saúde reprodutiva, taxas de mortalidade e expectativa de vida.
Em lugares onde os direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres, são respeitados, mas o acesso a leitos hospitalares e médicos está abaixo da média, os resultados de saúde ainda eram consistentemente melhores do que a média. “Os resultados confirmam que, mesmo com a falta de recursos, se um país tem uma forte estrutura de direitos humanos, os resultados de saúde são melhores”, escreveram os pesquisadores. Nos países onde apenas os direitos civis e políticos eram mais valorizados, os níveis de saúde são variados. Segundo os autores da pesquisa, mais estudos são necessários para entender melhor essa relação. “Hoje, o valor dos direitos humanos tem sido frequentemente questionado do ponto de vista econômico; no entanto, nossos dados mostram que, em vez de limitar o progresso, os direitos humanos e os direitos econômicos e sociais das mulheres, em particular, só podem trazer benefícios”, afirmam os pesquisadores, em nota à imprensa. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/07/paises-que-garantem-direitos-das- mulherestendem-crescer-mais.html>. Acesso em: 29 jul. 2019 (Adaptação). A opinião do autor em relação ao fato comentado no texto pode ser identificada em:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão. Países que garantem direitos das mulheres tendem a crescer mais Segundo estudo, assegurar direitos femininos também traz benefícios para a saúde da população como um todo Nações que asseguram os direitos das mulheres tendem a crescer mais rápido e a ter uma população com mais saúde, aponta um novo estudo publicado na revista BMJ Open. E isso vale certamente para países mais pobres. De acordo com a pesquisa, apesar de muitas nações estarem progredindo economicamente, os direitos das mulheres têm sido negligenciados em muitos lugares. E os cientistas queriam descobrir se haveria uma ligação entre a proteção dos direitos das mulheres e melhorias na saúde e no desenvolvimento sustentável. Eles analisaram bancos de dados com informações sobre saúde, direitos humanos e direitos econômicos e sociais de 162 países no período de 2004 a 2010. As nações foram agrupadas de acordo com o número de direitos econômicos e sociais assegurados às mulheres. Entre os países selecionados, 44 foram classificados como alta adesão; 55 em nível moderado; e 63, baixo. No geral, os países com direitos de mulheres assegurados têm melhor saúde do que aqueles onde esses direitos foram moderadamente ou pouco respeitados. Os indicadores de saúde incluem prevenção de doenças, como vacinação, saúde reprodutiva, taxas de mortalidade e expectativa de vida. Em lugares onde os direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres, são respeitados, mas o acesso a leitos hospitalares e médicos está abaixo da média, os resultados de saúde ainda eram consistentemente melhores do que a média. “Os resultados confirmam que, mesmo com a falta de recursos, se um país tem uma forte estrutura de direitos humanos, os resultados de saúde são melhores”, escreveram os pesquisadores. Nos países onde apenas os direitos civis e políticos eram mais valorizados, os níveis de saúde são variados. Segundo os autores da pesquisa, mais estudos são necessários para entender melhor essa relação. “Hoje, o valor dos direitos humanos tem sido frequentemente questionado do ponto de vista econômico; no entanto, nossos dados mostram que, em vez de limitar o progresso, os direitos humanos e os direitos econômicos e sociais das mulheres, em particular, só podem trazer benefícios”, afirmam os pesquisadores, em nota à imprensa. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/07/paises-que-garantem-direitos-das- mulherestendem-crescer-mais.html>. Acesso em: 29 jul. 2019 (Adaptação). Esse texto tem o objetivo de
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
Analise o trecho a seguir. “Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi” (Metade de mim – Chico Buarque). Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/86030/.Acesso em: 5 ago. 2019. Nos versos em destaque, Chico Buarque utiliza imagens poéticas para descrever a saudade. O processo em questão denomina-se
Analise o texto a seguir. As gírias são variantes linguísticas que traduzem características de aspecto sociocultural de seus falantes. Assim, pode-se afirmar que nesse texto não se tem linguagem
Leia o texto a seguir, de Manoel de Barros. Auto-Retrato Falado Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas. Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci. Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão, aves, pessoas humildes, árvores e rios. Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar entre pedras e lagartos. Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou abençoado a garças. Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo. Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado. Os bois me recriam. Agora eu sou tão ocaso! Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis. No meu morrer tem uma dor de árvore. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTY2MzAyNA/. Acesso em: 29 jul. 2019. A respeito do gênero e da tipologia desse texto, é correto afirmar que se trata de um(a)
Analise o texto a seguir. Nesse texto, as reações e sentimentos dos personagens são demonstrados pelo uso enfático das pontuações. São reações e sentimentos presentes no texto, exceto:
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
Analise a seguir a previsão do tempo para a cidade de Nova Iorque. Ao analisar essa previsão do tempo, não se pode concluir:
Pra você ficar por dentro do que rola, convidamos a jornalista e apresentadora Renata Simões, para te guiar nesse vocabulário das ruas. Se liga só: Bapho: Um acontecimento para lá de inesperado, marcante. Algo que pode (ou não) causar uma revolução na vida. Às vezes é dito em tom de fofoca “preciso te contar um bapho” ou como comentário “que bapho!” Quando o bapho é muito bapho mesmo, a gente escreve com PH. Salve: Um aceno, um alô. A gente manda salve pros amigos e quando quer avisar algo. Tranqueira: Aquele ou aquilo que ninguém quer. Não é bom pra nada. Causar: Tem gente que causa uma situação, um problema, um furor, uma excitação. Usado em sua maioria de maneira positiva, causar é o ato de chegar chegando ou perturbar alguma situação. O fulano pode causar no bar ao beber demais ou os amigos podem causar no show ao fazer um mosh.” Disponível em: https://tinyurl.com/y39xbjkr. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso das gírias, assinale a alternativa incorreta.
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão. Países que garantem direitos das mulheres tendem a crescer mais Segundo estudo, assegurar direitos femininos também traz benefícios para a saúde da população como um todo Nações que asseguram os direitos das mulheres tendem a crescer mais rápido e a ter uma população com mais saúde, aponta um novo estudo publicado na revista BMJ Open. E isso vale certamente para países mais pobres.
De acordo com a pesquisa, apesar de muitas nações estarem progredindo economicamente, os direitos das mulheres têm sido negligenciados em muitos lugares. E os cientistas queriam descobrir se haveria uma ligação entre a proteção dos direitos das mulheres e melhorias na saúde e no desenvolvimento sustentável. Eles analisaram bancos de dados com informações sobre saúde, direitos humanos e direitos econômicos e sociais de 162 países no período de 2004 a 2010. As nações foram agrupadas de acordo com o número de direitos econômicos e sociais assegurados às mulheres. Entre os países selecionados, 44 foram classificados como alta adesão; 55 em nível moderado; e 63, baixo. No geral, os países com direitos de mulheres assegurados têm melhor saúde do que aqueles onde esses direitos foram moderadamente ou pouco respeitados. Os indicadores de saúde incluem prevenção de doenças, como vacinação, saúde reprodutiva, taxas de mortalidade e expectativa de vida. Em lugares onde os direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres, são respeitados, mas o acesso a leitos hospitalares e médicos está abaixo da média, os resultados de saúde ainda eram consistentemente melhores do que a média. “Os resultados confirmam que, mesmo com a falta de recursos, se um país tem uma forte estrutura de direitos humanos, os resultados de saúde são melhores”, escreveram os pesquisadores. Nos países onde apenas os direitos civis e políticos eram mais valorizados, os níveis de saúde são variados. Segundo os autores da pesquisa, mais estudos são necessários para entender melhor essa relação. “Hoje, o valor dos direitos humanos tem sido frequentemente questionado do ponto de vista econômico; no entanto, nossos dados mostram que, em vez de limitar o progresso, os direitos humanos e os direitos econômicos e sociais das mulheres, em particular, só podem trazer benefícios”, afirmam os pesquisadores, em nota à imprensa. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/07/paises-que-garantem-direitos-das- mulherestendem-crescer-mais.html>. Acesso em: 29 jul. 2019 (Adaptação). Tendo em vista as relações lógico-discursivas presentes nesse texto, analise as afirmativas a seguir. 1.Em “E isso vale certamente para países mais pobres.”, ‘isso’ retoma os dados do estudo publicado na revista BMJ Open. 2.Em “Eles analisaram bancos de dados com informações sobre saúde [...]”, ‘eles’ se refere aos cientistas envolvidos no estudo. 3.Em “No geral, os países com direitos de mulheres assegurados têm melhor saúde do que aqueles onde esses direitos foram moderadamente ou pouco respeitados.”, ‘do que aqueles’ estabelece na frase uma comparação, tendo em vista o termo ‘países’. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(as)
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
Analise o texto a seguir. Nesse texto, a presença ou ausência do acento agudo altera o sentido do vocábulo. Tendo em vista a norma-padrão e o efeito decorrente do uso desse recurso ortográfico, a alternativa em que a palavra em destaque foi utilizada de maneira incorreta é:
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
Leia o texto a seguir, de Manoel de Barros. Auto-Retrato Falado Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas. Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci. Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão, aves, pessoas humildes, árvores e rios. Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar entre pedras e lagartos. Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou abençoado a garças. Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo. Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado. Os bois me recriam. Agora eu sou tão ocaso! Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis. No meu morrer tem uma dor de árvore. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTY2MzAyNA/. Acesso em: 29 jul. 2019. A respeito do gênero e da tipologia desse texto, é correto afirmar que se trata de um(a)
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
Considerando que Luciano Oliveira (2010, p. 126), na obra Coisas que todo professor de português precisa saber, discute a atividade de escrita como um processo e sugere uma sequência de etapas para a produção textual, indique a ordem em que essas etapas devem acontecer, segundo esse autor. ( ) Organização da sequência de informações. ( ) Definição do leitor do texto. ( ) Redação do primeiro rascunho do texto. ( ) Editoração e reescrita do texto. ( ) Revisão e redação da versão final do texto. ( ) Escolha do tema do texto e do objetivo que se pretende atingir com ele. ( ) Ativação dos conhecimentos prévios e / ou construção de novos conhecimentos acerca do tema. ( ) Escolha das informações que vão constar no texto. Assinale a sequência correta.
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
INSTRUÇÃO: Leia, a seguir, textos de placas e cartazes apresentados por Juliana Bertucci Barbosa na obra Ensino de Português e Linguística, ao discutir inadequações presentes na escrita de alunos, para responder à questão.
A propósito dos fenômenos fonético-fonológicos que repercutem na escrita, esses textos exemplificam os fenômenos de
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia o excerto a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco, para responder à questão. Ensinar gramática? A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta / comum / standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta / comum / standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguísticoculturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta / comum / standard sem normativismo. Não cabe, no ensino de português, apenas agir no sentido de os alunos ampliarem seu domínio das atividades de fala e escrita. Junto com esse trabalho (que é, digamos com todas as letras, a parte central do ensino), é necessário realizar sempre uma ação reflexiva sobre a própria língua, integrando as atividades verbais e o pensar sobre elas. Esse pensar visa a compreensão do funcionamento interno da língua e deve caminhar de uma percepção intuitiva dos fatos a uma progressiva sistematização, acompanhada da introdução do vocabulário gramatical básico (aquele que é indispensável, por exemplo, para se entender as informações contidas nos dicionários). No fundo, trata-se de desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a imensa variedade de formas expressivas alternativas à disposição dos falantes.
(FARACO, 2008, p. 157-158.) Qual dos trechos a seguir sintetiza, coerentemente, as ideias de Faraco, presentes no texto “Ensinar gramática?”?
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
Pra você ficar por dentro do que rola, convidamos a jornalista e apresentadora Renata Simões, para te guiar nesse vocabulário das ruas. Se liga só: Bapho: Um acontecimento para lá de inesperado, marcante. Algo que pode (ou não) causar uma revolução na vida. Às vezes é dito em tom de fofoca “preciso te contar um bapho” ou como comentário “que bapho!” Quando o bapho é muito bapho mesmo, a gente escreve com PH. Salve: Um aceno, um alô. A gente manda salve pros amigos e quando quer avisar algo. Tranqueira: Aquele ou aquilo que ninguém quer. Não é bom pra nada. Causar: Tem gente que causa uma situação, um problema, um furor, uma excitação. Usado em sua maioria de maneira positiva, causar é o ato de chegar chegando ou perturbar alguma situação. O fulano pode causar no bar ao beber demais ou os amigos podem causar no show ao fazer um mosh.” Disponível em: https://tinyurl.com/y39xbjkr. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso das gírias, assinale a alternativa incorreta.
Leia o texto a seguir, de Manoel de Barros. Auto-Retrato Falado Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas. Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci. Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão, aves, pessoas humildes, árvores e rios. Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar entre pedras e lagartos. Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou abençoado a garças. Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo. Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado. Os bois me recriam. Agora eu sou tão ocaso! Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis. No meu morrer tem uma dor de árvore. Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTY2MzAyNA/. Acesso em: 29 jul. 2019. A respeito do gênero e da tipologia desse texto, é correto afirmar que se trata de um(a)
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia o excerto a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco, para responder à questão. Ensinar gramática? A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta / comum / standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta / comum / standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguísticoculturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta / comum / standard sem normativismo. Não cabe, no ensino de português, apenas agir no sentido de os alunos ampliarem seu domínio das atividades de fala e escrita. Junto com esse trabalho (que é, digamos com todas as letras, a parte central do ensino), é necessário realizar sempre uma ação reflexiva sobre a própria língua, integrando as atividades verbais e o pensar sobre elas. Esse pensar visa a compreensão do funcionamento interno da língua e deve caminhar de uma percepção intuitiva dos fatos a uma progressiva sistematização, acompanhada da introdução do vocabulário gramatical básico (aquele que é indispensável, por exemplo, para se entender as informações contidas nos dicionários). No fundo, trata-se de desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a imensa variedade de formas expressivas alternativas à disposição dos falantes. (FARACO, 2008, p. 157-158.) Com base em uma perspectiva alinhada à de Faraco, Marcos Bagno, na obra Gramática pedagógica do português brasileiro, discute tópicos gramaticais que devem, ou não, ser ensinados pelo professor de português. Nessa direção, o autor assevera que um ensino desapegado do normativismo deve abrir mão do estudo
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
INSTRUÇÃO: Leia o excerto a seguir, retirado da obra Norma culta brasileira: desatando alguns nós, de Carlos Alberto Faraco, para responder à questão. Ensinar gramática? A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta / comum / standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta / comum / standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguísticoculturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta / comum / standard sem normativismo. Não cabe, no ensino de português, apenas agir no sentido de os alunos ampliarem seu domínio das atividades de fala e escrita. Junto com esse trabalho (que é, digamos com todas as letras, a parte central do ensino), é necessário realizar sempre uma ação reflexiva sobre a própria língua, integrando as atividades verbais e o pensar sobre elas. Esse pensar visa a compreensão do funcionamento interno da língua e deve caminhar de uma percepção intuitiva dos fatos a uma progressiva sistematização, acompanhada da introdução do vocabulário gramatical básico (aquele que é indispensável, por exemplo, para se entender as informações contidas nos dicionários). No fundo, trata-se de desenvolver uma atitude científica de observar e descrever a organização estrutural da língua, com destaque para a imensa variedade de formas expressivas alternativas à disposição dos falantes. (FARACO, 2008, p. 157-158.) Faraco recomenda ao professor que
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
Analise o trecho a seguir. “Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi” (Metade de mim – Chico Buarque). Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/86030/.Acesso em: 5 ago. 2019. Nos versos em destaque, Chico Buarque utiliza imagens poéticas para descrever a saudade. O processo em questão denomina-se
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir, retirado da obra Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire, para responder à questão. Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica
O progresso científico e tecnológico que não responde fundamentalmente aos interesses humanos, às necessidades de nossa existência, perde, para mim, sua significação. A todo avanço tecnológico haveria de corresponder o empenho real de resposta imediata a qualquer desafio que pusesse em risco a alegria de viver dos homens e das mulheres. A um avanço tecnológico que ameaça a milhares de mulheres e de homens de perder seu trabalho deveria corresponder outro avanço tecnológico que estivesse a serviço do atendimento das vítimas do progresso anterior. Como se vê, esta é uma questão ética e política, e não tecnológica. O problema me parece muito claro. Assim como não posso usar minha liberdade de fazer coisas, de indagar, de caminhar, de agir, de criticar para esmagar a liberdade dos outros de fazer e de ser, assim também não poderia ser livre para usar os avanços científicos e tecnológicos que levam milhares de pessoas à desesperança. Não se trata, acrescentemos, de inibir a pesquisa e frear os avanços, mas de pô-los a serviço dos seres humanos. A aplicação de avanços tecnológicos com o sacrifício de milhares de pessoas é um exemplo a mais de quanto podemos ser transgressores da ética universal do ser humano e o fazemos em favor de uma ética pequena, a do mercado, a do lucro. Disponível em: <encurtador.com.br/nyHMX>.Acesso em: 28 out. 2019. Leia a seguinte citação, atribuída ao dramaturgo alemão Bertolt Brecht. “Há muitas maneiras de matar uma pessoa. Cravando um punhal, tirando o pão, não tratando sua doença, condenando à miséria, fazendo trabalhar até arrebentar, impelindo ao suicídio, enviando para a guerra etc. Só a primeira é proibida por nosso Estado.” Paulo Freire endossa o pensamento de Bertolt Brecht ao sugerir que
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
Luciano Oliveira, na obra Coisas que todo professor de português precisa saber, discute a utilidade da literatura e apresenta a perspectiva de um escritor: “Stephen Koch (2008, 52-53) nos conta a razão pela qual o premiado escritor norte-americano Phillip Roth lê e escreve textos literários: para se libertar da sua ‘própria perspectiva de vida estreita e sufocante’ e para deixar-se ‘fisgar pela afinidade imaginativa com um ponto de vista narrativo plenamente desenvolvido que não seja dele’”. (OLIVEIRA, 2010, p. 191.) Assinale a habilidade propostas pela BNCC que corrobora a visão que o referido escritor tem da literatura.
Leia o fragmento a seguir, retirado da obra Ler e compreender os sentidos do texto, de Koch & Elias. “A fazenda estava abandonada. Dava pena ver o pasto e as lavouras dominadas pelo mato, a porteira derrubada e o velho casarão em ruínas. Nada lembrava a fartura e a riqueza dos bons tempos.” (KOCH & ELIAS, 2006, p. 129.) Os elementos em destaque no fragmento são exemplos de
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
Leia, a seguir, frases apresentadas por Tinoco Cabral na obra A força das palavras. 1.“João veio procurar você de novo.” 2.“Pedro, hoje você chegou cedo.” 3.“Para a surpresa de todos, Pedro deixou de frequentar a casa de Isabela sem explicações.” 4.“Não foi no campeonato de Ilhabela que Paulo competiu.” De acordo com a autora, os itens em destaque são marcadores de
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
Leia, a seguir, uma das habilidades propostas pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC), relacionada ao campo artístico-literário. “Ler em voz alta textos literários diversos – como contos de amor, de humor, de suspense, de terror; crônicas líricas, humorísticas, críticas; bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros de maior extensão, como romances, narrativas de enigma, narrativas de aventura, literatura infanto-juvenil, – contar / recontar histórias tanto da tradição oral (causos, contos de esperteza, contos de animais, contos de amor, contos de encantamento, piadas, dentre outros) quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, que respeite o ritmo, as pausas, as hesitações, a entonação indicados tanto pela pontuação quanto por outros recursos gráfico-editoriais, como negritos, itálicos, caixa- alta, ilustrações etc., gravando essa leitura ou esse conto / reconto, seja para análise posterior, seja para produção de audiobooks de textos literários diversos ou de podcasts de leituras dramáticas com ou sem efeitos especiais e ler e / ou
declamar poemas diversos, tanto de forma livre quanto de forma fixa (como quadras, sonetos, liras, haicais etc.), empregando os recursos linguísticos, paralinguísticos e cinésicos necessários aos efeitos de sentido pretendidos, como o ritmo e a entonação, o emprego de pausas e prolongamentos, o tom e o timbre vocais, bem como eventuais recursos de gestualidade e pantomima que convenham ao gênero poético e à situação de compartilhamento em questão.” Disponível em: http://baseacionalcomum.mec.gov.br.Acesso em: 23 jul. 2019. Tendo em vista essa habilidade, analise as seguintes inferências. 1.O professor deve trabalhar com seus alunos gêneros literários orais, mas deve dar prioridade aos gêneros literários escritos. 2.Quando indicar romances da literatura clássica, o professor deve preferir obras adaptadas, de menor extensão, para que os estudantes se engajem na leitura. 3.É recomendável que o professor, em suas aulas de literatura, mobilize recursos tecnológicos atuais, bem como explore novos gêneros e suportes textuais. 4.Vez ou outra, é interessante que o professor associe à leitura efeitos de linguagem não verbal, utilizando o próprio corpo. Nesse contexto, estão corretas as inferências
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir, retirado da obra Pedagogia da autonomia, de Paulo Freire, para responder à questão. Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica O progresso científico e tecnológico que não responde fundamentalmente aos interesses humanos, às necessidades de nossa existência, perde, para mim, sua significação. A todo avanço tecnológico haveria de corresponder o empenho real de resposta imediata a qualquer desafio que pusesse em risco a alegria de viver dos homens e das mulheres. A um avanço tecnológico que ameaça a milhares de mulheres e de homens de perder seu trabalho deveria corresponder outro avanço tecnológico que estivesse a serviço do atendimento das vítimas do progresso anterior. Como se vê, esta é uma questão ética e política, e não tecnológica. O problema me parece muito claro. Assim como não posso usar minha liberdade de fazer coisas, de indagar, de caminhar, de agir, de criticar para esmagar a liberdade dos outros de fazer e de ser, assim também não poderia ser livre para usar os avanços científicos e tecnológicos que levam milhares de pessoas à desesperança. Não se trata, acrescentemos, de inibir a pesquisa e frear os avanços, mas de pô-los a serviço dos seres humanos. A aplicação de avanços tecnológicos com o sacrifício de milhares de pessoas é um exemplo a mais de quanto podemos ser transgressores da ética universal do ser humano e o fazemos em favor de uma ética pequena, a do mercado, a do lucro. Disponível em: <encurtador.com.br/nyHMX>.Acesso em: 28 out. 2019. Paulo Freire defende a ideia de que os progressos científico e tecnológico
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão. Urubus e sabiás Rubem Alves Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram
competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito. — Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente... — Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás... MORAL: Em terra de urubus diplomados nãose ouve canto de sabiá. ANTUNES, Irande: Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola, 2013. Releia este trecho. “E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente...” Nesse trecho, é(são) recurso(s) coesivo(s) que garante(m) a continuidade referencial
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão. Urubus e sabiás Rubem Alves Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito. — Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente... — Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás... MORAL: Em terra de urubus diplomados nãose ouve canto de sabiá. ANTUNES, Irande: Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola, 2013. Tendo em vista o texto lido, analise as afirmativas a seguir. 1.Quanto ao universo da referência, o texto remete para o mundo da ficção, com o pretexto de pôr em questão algum elemento do mundo real. 2.Os destinatários a quem esse texto se dirige são leitores interessados por assuntos institucionais, dos quais decorrem muitos dos direitos sociais. 3.No que se refere à unidade temática do texto, a atuação dos sabiás constitui o fio que marca a narrativa do início ao fim. 4.A respeito do propósito comunicativo do texto, destaca-se a imprescindibilidade das leis, sem as quais não há organização social satisfatória.
Estão corretas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir, que se encontra na obra Portos de passagem, de João Wanderley Geraldi, em que se discute, a propósito das concepções de leitura, o estatuto do texto nas aulas de língua portuguesa, para responder à questão. “A questão já não é ‘corrigir’ leituras com base numa leitura privilegiada e apresentada como única; mas também não é admitir qualquer leitura como legitimável (ou legítima), como se o texto não fosse condição necessária à leitura e como se neste o autor não mobilizasse os recursos expressivos em busca de uma leitura possível. Trata-se agora de reconstruir, em face de uma leitura de um texto, a caminhada interpretativa do leitor: descobrir por que este sentido foi construído a partir das ‘pistas’ fornecidas pelo texto. Isto significa se perguntar, no mínimo, que variáveis sociais, culturais e linguísticas foram acionadas pelo aluno para produzir a leitura que produziu. Isto significa dar atenção ao fato de que a compreensão é uma forma de diálogo.” (GERALDI, 2013, p. 112-113.) Depreende-se desse texto que, ao professor, cabe a tarefa de
Analise o trecho a seguir. “Não por acaso, o novo conhecimento deixou o mundo perplexo e foi aplicado na investigação genética dos mais diversos casos: verificação de paternidade, de outros graus de parentesco, identificação de fósseis e até o estudo de predisposição genética a algumas doenças.” Disponível em: https://tinyurl.com/y2c3ot4f.Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito do uso dos dois-pontos, é correto afirmar que, nesse trecho, eles marcam uma
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm.Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto
Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: <https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio- negreiro/>.Acesso em: 5 ago. 2019. O texto de Slim realiza uma intertextualidade com o texto de Castro Alves. Sobre esse diálogo, é incorreto afirmar:
Leia, a seguir, trechos da obra Portos de Passagem, de João Wanderley Geraldi, a respeito da distinção entre atividades metalinguísticas, linguísticas e epilinguísticas. “As atividades ________________ são aquelas que, praticadas nos processos interacionais, referem ao assunto em pauta, “vão de si”, permitindo a progressão do assunto. As reflexões que aqui se fazem, tanto no agenciamento dos recursos expressivos pelo locutor quanto na sua compreensão pelo interlocutor, não demandam interromper a progressão do assunto de que se está tratando [...]. As atividades __________________ são aquelas que, também presentes nos processos interacionais, e neles detectáveis, resultam de uma reflexão que toma os próprios recursos expressivos como seu objeto. Atividades __________________ são aquelas que tomam a linguagem como objeto não mais enquanto reflexão vinculada ao próprio processo interativo [...]. Trata-se, aqui, de atividades de conhecimento que analisam a linguagem com a construção de conceitos, classificações, etc.” (GERALDI, 2013, p. 20-25.) Nesse contexto, as palavras que completam correta e respectivamente as lacunas são
INSTRUÇÃO: Leia, a seguir, textos de placas e cartazes apresentados por Juliana Bertucci Barbosa na obra Ensino de Português e Linguística, ao discutir inadequações presentes na escrita de alunos, para responder à questão.
A respeito dos fenômenos discutidos por Barbosa, é correto afirmar que evidenciam o fato de que
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento a seguir, que se encontra na obra Portos de passagem, de João Wanderley Geraldi, em que se discute, a propósito das concepções de leitura, o estatuto do texto nas aulas de língua portuguesa, para responder à questão. “A questão já não é ‘corrigir’ leituras com base numa leitura privilegiada e apresentada como única; mas também não é admitir qualquer leitura como legitimável (ou legítima), como se o texto não fosse condição necessária à leitura e como se neste o autor não mobilizasse os recursos expressivos em busca de uma leitura possível. Trata-se agora de reconstruir, em face de uma leitura de um texto, a caminhada interpretativa do leitor: descobrir por que este sentido foi construído a partir das ‘pistas’ fornecidas pelo texto. Isto significa se perguntar, no mínimo, que variáveis sociais, culturais e linguísticas foram acionadas pelo aluno para produzir a leitura que produziu. Isto significa dar atenção ao fato de que a compreensão é uma forma de diálogo.” (GERALDI, 2013, p. 112-113.) Nesse fragmento, Geraldi defende a concepção de que a leitura
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/.
Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante
Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante
Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em
INSTRUÇÃO: Leia os textos a seguir para responder à questão. TEXTO I ‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas Ao quente arfar das virações marinhas, Veleiro brigue corre à flor dos mares, Como roçam na vaga as andorinhas... Donde vem? onde vai? Das naus errantes Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? Neste saara os corcéis o pó levantam, Galopam, voam, mas não deixam traço. [...] Negras mulheres, suspendendo às tetas Magras crianças, cujas bocas pretas Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente... E da ronda fantástica a serpente Faz doudas espirais... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...” (Navio Negreiro – Castro Alves – 1880). Disponível em: http://biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://biblio.com.br/conteudo/CastroAlves/navionegreiro.htm. Acesso em: 5 ago. 2019.
TEXTO II Estamos em pleno mar, embarcações de ferro e aço Onde pessoas disputam palmo a palmo por um espaço Nesse imenso rio negro de piche e asfalto Cristo observa tudo calado de braços abertos lá do alto Onde a lei do silêncio impede que ecoe o grito do morro Dos poetas em barracos sem forro, que clamam por socorro Homens de pele escura, sem sobrenome importante Filhos de reis e rainhas de uma terra tão distante O mar separa o Brasil da África Um rio separa as periferias das mansões de magnatas Uniformes diferenciam funcionários de patrões A cor denuncia vítimas antigas de explorações Trazidos em porões e navios negreiros Tratados como animais, vendidos a fazendeiros Vivendo em cativeiros
Negociados como mercadoria Enriquecendo a classe nobre, hoje chamada burguesia Deixou pra trás dialetos e crença Caçados, mortos e açoitados quem tentou resistência Tratados como gado, sem direito à educação Emudeceram seus tambores, amaldiçoaram sua religião [...] (Navio Negreiro – Slim Rimografia – 2011). Disponível em: https://www.letras.mus.br/slim-rimografia/navio-negreiro/. Acesso em: 5 ago. 2019. A respeito da relação que os dois textos estabelecem entre si, analise as afirmativas a seguir. 1.Apesar de se tratar de textos de gêneros textuais distintos (poesia e letra de música), ambos os abordam o processo de escravidão no Brasil. 2.A repetição do primeiro verso e o uso do mesmo título do texto I, feitos pelo texto II, contribuem para a construção do significado do texto II. 3.No texto I, observa-se o uso de aspectos estéticos da linguagem, trabalhada de forma poética por Castro Alvos. Essa característica não está presente no texto II. Está correto o que se afirma em