Prefeitura de Linhares - ESDiversas

Questões de Língua Portuguesa

203 questões com gabarito verificado e explicação por IA. Mostrando página 7 de 7.

Questão 1Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo” (3º §) “No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor” (5º §) “Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça” (5º §) Considerando-se as muitas funções conectivas da palavra “que”, está correta a classificação dos conectivos acima sublinhados, respectivamente, na opção:

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Questão 2Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

No período “O que me contaram não foi nada disso” (1º §), sobre o emprego do pronome demonstrativo “isso”, do ponto de vista discursivo, quanto à coesão textual, está correto afirmar que se trata de um referente:

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Questão 3Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

No fragmento de período “O estudante que falta à classe confessa que matou a aula” (5º §), o emprego do acento da crase foi feito corretamente, atendendo à regência do verbo “faltar”. Das alterações feitas abaixo no referido fragmento, é facultativa a ocorrência da crase em:

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Questão 4Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

O sinal de pontuação dois pontos empregado no fragmento “que não havia como duvidar: a Lua estava pura e simplesmente apaixonada” (2º §) exprime um(a):

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Questão 5Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“Beber um gole no botequim, ato de aparência gratuita, confortador e pacificante, envolve sinistra conotação. É o mata- bicho, indiscriminado.” (6º §) “Essa planta convolvulácea é apresentada por sua propriedade maléfica: mata-cabras. Nasceu para isso, para dizimar determinada espécie de mamíferos?” (6º §) Nas passagens acima, observa-se que as designações dos compostos com o verbo “matar” são acompanhadas de comentários em que se chama a atenção para sentidos conotativos dos compostos. Esses comentários reforçam o valor argumentativo dos compostos, na linha de raciocínio que destaca o lado perverso da alma humana. Considerando-se essas conotações como figurações de sentido, ou linguagem figurada, está correto afirmar que elas são construções de sentido:

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Questão 6Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

Das alterações feitas na redação da oração adjetiva no fragmento “eis o axioma científico a que chegaram os eruditos anciãos” (3º §), aquela que está INCORRETA quanto à regência é:

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Questão 7Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

A respeito da concordância do verbo no fragmento “se revele como afirmação cotidiana do lado perverso do ser humano” (11º §), está correto afirmar que o verbo está expresso no singular porque:

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Questão 8Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“E contaram-me ainda que não era incomum vê-los, peripatéticos, a conversar em voz baixa enquanto balançavam gravemente a cabeça.” (1º §) O período acima foi reescrito nas opções abaixo. Das circo formas reescritas, aquela que pode ser considerada uma paráfrase, pois foi mantido o sentido original é:

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Questão 9Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

Além de inúmeros vocábulos compostos, o texto também é rico em palavras derivadas, principalmente pelo processo da derivação sufixal. A opção em que os vocábulos formados por derivação sufixal relacionados abaixo têm sufixos sinônimos é:

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Questão 10Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

O texto narra o esforço de anciãos no sentido de explicar a razão da palidez crescente da Lua. Depois de muito estudar e contemplar a Lua, chegaram à conclusão de que a Lua estava apaixonada pelo Mundo. Trata-se, portanto, de uma narrativa alegórica, pois os fatos, os pensamentos, as conclusões estão representados de forma figurada. Nesse sentido, pode-se afirmar que a figura de linguagem que melhor define essa alegoria é a:

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Questão 11Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“E contaram-me ainda que não era incomum vê-los, peripatéticos, a conversar em voz baixa enquanto balançavam gravemente a cabeça.” (1º §) O período acima foi reescrito nas opções abaixo. Das circo formas reescritas, aquela que pode ser considerada uma paráfrase, pois foi mantido o sentido original é:

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Questão 12Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

No fragmento “podendo mesmo chegar a dançar rodas e sarabandas” (3º §), o advérbio sublinhado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por todos os abaixo relacionados, EXCETO por:

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Questão 13Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

O texto narra o esforço de anciãos no sentido de explicar a razão da palidez crescente da Lua. Depois de muito estudar e contemplar a Lua, chegaram à conclusão de que a Lua estava apaixonada pelo Mundo. Trata-se, portanto, de uma narrativa alegórica, pois os fatos, os pensamentos, as conclusões estão representados de forma figurada. Nesse sentido, pode-se afirmar que a figura de linguagem que melhor define essa alegoria é a:

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Questão 14Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“E que mirava o Mundo com olhos de um tal langor e dava tão fundos suspiros – ela que por milênios mantivera a mais virginal reserva – que não havia como duvidar” (2º §). Considerando-se o contexto em que estão sendo usados no fragmento transcrito acima, a opção em que os três

conectivos sublinhados estão, respectivamente, classificados de forma correta é:

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Questão 15Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“Todos os dias, mais de uma vez, matamos a fome, em vez de satisfazê-la.” (4º §) No período acima, observa-se a ocorrência do verbo “satisfazer”, cuja flexão segue o padrão do verbo “fazer”. Considerando-se essa característica, pode-se afirmar que há erro de flexão do referido verbo em:

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Questão 16Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

Observando-se os vocábulos “palidez” e “tristeza”, constata-se que são formados por derivação sufixal de bases adjetivas, respectivamente, “pálido” e “triste”, pelo acréscimo dos sufixos “-ez”, “-eza”, grafados com “z”. Considerando-se que há também em português vocábulos derivados pelos sufixos “-ês” e “-esa”, constituindo tais derivações um problema ortográfico, pode-se afirmar que há erro de ortografia em vocábulo relacionado na opção:

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Questão 17Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

No fragmento “podendo mesmo chegar a dançar rodas e sarabandas” (3º §), o advérbio sublinhado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por todos os abaixo relacionados, EXCETO por:

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Questão 18Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

No período “O que me contaram não foi nada disso” (1º §), sobre o emprego do pronome demonstrativo “isso”, do ponto de vista discursivo, quanto à coesão textual, está correto afirmar que se trata de um referente:

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Questão 19Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

“E que mirava o Mundo com olhos de um tal langor e dava tão fundos suspiros – ela que por milênios mantivera a mais virginal reserva – que não havia como duvidar” (2º §). Considerando-se o contexto em que estão sendo usados no fragmento transcrito acima, a opção em que os três conectivos sublinhados estão, respectivamente, classificados de forma correta é:

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Questão 20Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

Observando-se os vocábulos “palidez” e “tristeza”, constata-se que são formados por derivação sufixal de bases adjetivas, respectivamente, “pálido” e “triste”, pelo acréscimo dos sufixos “-ez”, “-eza”, grafados com “z”. Considerando-se que há também em português vocábulos derivados pelos sufixos “-ês” e “-esa”, constituindo tais derivações um problema ortográfico, pode-se afirmar que há erro de ortografia em vocábulo relacionado na opção:

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Questão 21Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

O verbo matar Quem se espanta com o espetáculo de horror diversificado que o mundo de hoje oferece, faria bem se tivesse o dicionário como livro de leitura diurna e noturna. Pois ali está, na letra M, a chave do temperamento homicida, que convive no homem com suas tendências angélicas, e convive em perfeita harmonia de namorados. O consulente verá que matar é verbo copiosamente conjugado por ele próprio. Não importa que cultive a mansuetude, a filantropia, o sentimentalismo; que redija projetos de paz universal, à maneira de Kant, e considere abominações o assassínio e o genocídio. Vive matando. A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo. Sua linguagem o trai. Por que não diz, nas horas de ócio e recreação ingênua, que está vivendo o tempo? Prefere matá-lo. Todos os dias, mais de uma vez, matamos a fome, em vez de satisfazê-la. Não é preciso lembrar como um número infinito de pessoas perpetra essa morte: através da morte efetiva de rebanhos inteiros, praticada tecnicamente em lugar de horror industrial, denominado matadouro. Aí, matar já não é expressão metafórica: é matar mesmo. O estudante que falta à classe confessa que matou a aula, o que implica matança do professor, da matéria e, consequentemente, de parte do seu acervo individual de conhecimento, morta antes de chegar a destino. No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor, mas liquidá-lo pela aplicação de xeque-mate. Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça. Beber um gole no botequim, ato de aparência gratuita, confortador e pacificante, envolve sinistra conotação. É o mata-bicho, indiscriminado. E quantos bichos se matam,

em pensamento, a cada instante! Até para definir as coisas naturais adotamos ponto de vista de morte violenta. Essa planta convolvulácea é apresentada por sua propriedade maléfica: mata-cabras. Nasceu para isso, para dizimar determinada espécie de mamíferos? Não. Assim a batizamos. Outra é mata-cachorro. Uma terceira, mata-cavalo, e o dicionarista acrescenta o requinte: "goza da fama de produzir frutos venenosos". Certo peixe fluvial atende (ou devia atender) por matagato, como se pulasse d'água para caçar felinos por aí, ou se estes mergulhassem com intenção de ajustar contas com ele. Em Santa Catarina, o vento de inverno que sopra lá dos Andes é recebido com a exclamação: "Chegou o mata-baiano". Já não se usa, mas usou-se muito um processo de secar a tinta em cartas e documentos quaisquer: botar por cima um papel grosso, chupão, que se chamava mata-borrão e matava mesmo, sugando o sangue azul da vítima, qual vampiro de escritório. A carreta necessita de correia de couro, que una seu eixo ao leito. O nome que se arranjou para identificá-lo, com sadismo, é mata-boi. Mata-cachorro não é só planta flacurtiácea, que acumula o título de mata-calado. É também alcunha de soldado de polícia estadual, e do pobre-diabo que, no circo, estende o tapete e prepara o picadeiro para a função. Matar charadas constitui motivo de orgulho intelectual para o matador. Há um matador profissional, remunerado pelos cofres públicos: o mata-mosquito, que pouca gente conhece como guarda sanitário. Mata-junta? É a fasquia usada para vedar juntas entre tábuas. O sujeito vulgarmente conhecido como chato, ao repetir a mesma cantilena, "mata o bicho do ouvido". Certa espécie de algodoeiro é mata-mineiro, certa árvore é mata-mata, ninguém no interior ignora o que seja mata-burro, matacobra tanto é marimbondo como porrete e formiga. Ferida em lombo de animal, chama-se matadura. Nosso admirável dedo polegar, só lhe reconhecem uma prestança: a de mata-piolhos. Mandioca mata-negro. Peixe matante. Vegetal mata-olho. Mata-pulga, planta de que se fazem vassouras, Mata-rato, cigarro ordinário. Enfeites e atavios, meios especiais para atingir certos fins, são matadores. "Ela veio com todos os matadores" provoca admiração e êxtase. "Eunice com seus olhos matadores", decassílabo de vítima jubilosa. Se a linguagem espelha o homem, e se o homem adorna a linguagem com tais subpensamentos de matar, não admira que atos de banditismo, a explosão intencional de aviões, o fuzilamento de reféns, o bombardeio aéreo de alvos residenciais, os pogroms, napalm, as bombas A e H, a variada tragédia dos dias modernos se revele como afirmação cotidiana do lado perverso do ser humano. Admira é que existam a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor. (ANDRADE, C. Drummond de. De notícias & não notícias faz-se a crônica. In “Poesia e prosa”. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 1415-1417.) Considerando-se que a crônica de Drummond, do ponto de vista da tipologia textual, é uma dissertação, está INCORRETO afirmar sobre o texto que:

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Questão 22Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

No período “O que me contaram não foi nada disso” (1º §), sobre o emprego do pronome demonstrativo “isso”, do ponto de vista discursivo, quanto à coesão textual, está correto afirmar que se trata de um referente:

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Questão 23Prefeitura de Linhares - ES·Diversas·2020Língua Portuguesa

O texto é rico em nomes compostos formados por verbo (matar) + substantivo, nomes que variam para o plural apenas o segundo elemento: mata-cobras, mata-burros, mata-pulgas etc. Considerando-se a complexidade da flexão em número dos nomes compostos, pode-se afirmar que também só fazem o plural com variação do segundo elemento os compostos relacionados em:

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