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Questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

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Questão 1INEP·ENEM·2020Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Vou-me embora p’ra Pasárgada foi o poema de mais longa gestação em toda a minha obra. Vi pela primeira vez esse nome Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num a autor grego. […] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas” ou “tesouro dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias, como o de L’invitation au Voyage, de Baudelaire. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito em minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente este grito estapafúrdio: “Vou-me embora p’ra Pasárgada!” Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da “vida besta”. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; […] Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e “não de uma forma imperfeita neste mundo de aparências”, uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a “minha” Pasárgada.

BANDEIRA, M. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL, 1984.

Os processos de interação comunicativa preveem a presença ativa de múltiplos elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é a

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Questão 2INEP·ENEM·2020Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Disponível em: www.globofilmes.globo.com. Acesso em: 13 dez. 2017 (adaptado).

A frase, título do filme, reproduz uma variedade linguística recorrente na fala de muitos brasileiros. Essa estrutura caracteriza-se pelo(a)

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Questão 3INEP·ENEM·2020Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Slam do Corpo é um encontro pensado para surdos e ouvintes, existente desde 2014, em São Paulo. Uma iniciativa pioneira do grupo Corposinalizante, criado em 2008. (Antes de seguirmos, vale a explicação: o termo slam vem do inglês e significa — numa nova acepção para o verbo geralmente utilizado para dizer “bater com força” — a “poesia falada nos ritmos das palavras e da cidade”). Nos saraus, o primeiro objetivo foi o de botar os poemas em Libras na roda, colocar os surdos para circular e entender esse encontro entre a poesia e a língua de sinais, compreender o encontro dessas duas línguas. Poemas de autoria própria, três minutos, um microfone. Sem figurino, nem adereços, nem  acompanhamento musical. O que vale é modular a voz e o corpo, um trabalho artesanal de tornar a palavra “visível”, numa arena cujo objetivo maior é o de emocionar a plateia, tirar o público da passividade, seja pelo humor, horror,  caos, doçura e outras tantas sensações.

NOVELLI. O. Poesia incorporada. Revista Continente, n. 189. set. 2016 (adaptado).

Na prática artística mencionada no texto, o corpo assume papel de destaque ao articular diferentes linguagens com o intuito de

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Questão 4INEP·ENEM·2020Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

É possível afirmar que muitas expressões idiomáticas transmitidas pela cultura regional possuem autores anônimos, no entanto, algumas delas surgiram em consequência de contextos históricos bem curiosos. “Aquele é um cabra da peste” é um bom exemplo dessas construções.

Para compreender essa expressão tão repetida no Nordeste brasileiro, faz-se necessário voltar o olhar para o século 16. “Cabra” remete à forma com que os navegadores portugueses chamavam os índios. Já “peste” estaria ligada à questão da superação e resistência, ou mesmo uma associação com o diabo. Assim, com o passar dos anos, passou-se a utilizar tal expressão para denominar qualquer indivíduo que se mostre corajoso, ou mesmo insolente, já que a expressão pode ter caráter positivo ou negativo. Aliás, quem já não ficou de “nhenhe-nhém” por aí? O termo, que normalmente tem significado de conversa interminável, monótona ou resmungo, tem origem no tupi-guarani e “nhém” significa “falar”.

Disponível em: http:///leiturasdahistoria.uol.com.br. Acesso em: 13 dez. 2017

A leitura do texto permite ao leitor entrar em contato com

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Questão 5INEP·ENEM·2020Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

O ouro do século 21

Cério, gadolínio, lutécio, promécio e érbio; sumário, térbio e disprósio; hólmio, túlio e itérbio. Essa lista de nomes esquisitos e pouco conhecidos pode parecer a escalação de um time de futebol, que ainda teria no banco de reservas lantânio, neodímio, praseodímio, európio, escândio e ítrio. Mas esses 17 metais, chamados de terras raras, fazem parte da vida de quase todos os humanos do planeta. Chamados por muitos de “ouro do século 21”, “elementos do futuro” ou “vitaminas da indústria”, eles estão nos materiais usados na fabricação de lâmpadas, telas de computadores, tablets e celulares, motores de carros elétricos, baterias e até turbinas eólicas. Apesar de tantas aplicações, o Brasil, dono da segunda maior reserva do mundo desses metais, parou de extraí-los e usá-los em 2002. Agora, volta a pensar em retomar sua  exploração.

SILVEIRA, E. Disponível em: www.revistaplaneta.com.br. Acesso em: 6 dez. 2017 (adaptado).

As aspas sinalizam expressões metafóricas empregadas intencionalmente pelo autor do texto para

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Questão 6INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Se reunieron en un volumen todas las entrevistas
dadas por el poeta y dramaturgo Federico García Lorca.
Lorca concedió 133 entrevistas; leyéndolas se sabrá
qué estaba por detrás de la poética del escritor andaluz.
Sobre su obra declaró en una de ellas: “No he sido nunca
poeta de minoría. He tratado de poner en mis poemas
lo de todos los tiempos, lo permanente, lo humano.
A mí me ataca lo humano, es el elemento fundamental en
toda obra de arte”. Y en otra dijo: “Hoy no interesa más
que una problemática: lo social. La obra que no siga esa
dirección está condenada al fracaso, aunque sea muy
buena”. En su última entrevista, de junio de 1936, Lorca
se muestra profético: “Ni el poeta ni nadie tiene la clave y
el secreto del mundo. Quiero ser bueno. Sé que la poesía
eleva y creo firmemente que si hay un más allá tendré la
agradable sorpresa de encontrarme con él. Pero el dolor
del hombre y la injusticia constante que mana del mundo,
y mi propio cuerpo y mi propio pensamiento, me evitan
trasladar mi casa a las estrellas”

AYÉN, X. Retrato del poeta como “muchachón gitanazo”. Disponivel em: www.clarin.com.
Acesso em: 8 dez. 2017 (adaptado),

Esse trecho da resenha de um livro de entrevistas concedidas por Federico García Lorca tem por finalidade

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Questão 7INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Amuleto

Lo único cierto es que llegué a México en 1965 y me planté en casa de León Felipe y en casa de Pedro Garfias y les dije aquí estoy para lo que gusten mandar. Y les debí de caer simpática, porque antipática no soy, aunque a veces soy pesada, pero antipática nunca. Y lo primero que hice fue coger una escoba y ponerme a barrer el suelo de sus casas y luego a limpiar las ventanas y cada vez que podía les pedía dinero y les hacia compra. Y ellos me decían con ese tono español tan peculiar, esa musiquilla distinta que no los abandonó nunca, como si encircularan las zetas y las ces y como si dejaran a las eses más huérfanas y libidinosas que nunca, Auxilio, me decian, deja ya de trasegar por el piso, Auxilio, deja esos papeles tranquilos, mujer, que el polvo siempre se ha avenido con la literatura.

BOLAÑO, R. A. Tres novelas. Barcelona: Circulo de Lectores, 2003.

No fragmento do romance, a uruguaia Auxilio narra a experiência que viveu no México ao trabalhar voluntariamente para dois escritores espanhóis. Com base na relação com os escritores, ela reflete sobre a(s)

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Questão 8INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Hoy, en cuestión de segundos uno es capaz de conocer la vida de un individuo o las actividades que lleva a cabo sin necesidad de contacto personal; las RRSS tienen la poderosa virtud de convocar concentraciones de gentes con idearios comunes y generar movimientos como la Primavera Árabe, por ejemplo.
Bajo ese parámetro, cualquier incidente puede ser inmediatamente reportado por grabación o filmación, por lo que a los aparatos celulares, más allá de su utilidad en términos de conversación, habria que calificarlos como “la guillotina del siglo XXI”.
Así es. Son éstos los que han pasado a convertirse en artefactos con cuyo uso se han develado conversaciones, acuerdos, negociados, chantajes y un sin fin de hechos que han dado curso a procesos de naturaleza legal e investigativa que han tumbado gobiernos, empresas, empresarios, políticos y que, incluso, ha servido en un caso reciente, para que un inocente recupere su libertad tras cuatro años de injusto encierro.

Disponível em: https:/elpotosi.net. Acesso em: 24. jun. 2021.

O texto trata da evolução inerente às funcionalidades de recursos tecnológicos. A expressão “la guillotina del siglo XXI” destaca que os celulares de hoje podem

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Questão 9INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

En el suelo, apoyado en el mostrador, se acurrucaba, inmóvil como una cosa, un hombre muy viejo. Los muchos años lo habían reducido y pulido como las aguas a una piedra o las generaciones de los hombres a una sentencia. Era oscuro, chico y reseco, y estaba como fuera del tiempo, en una eternidad.

BORGES, J. L. Artificios. Madri: Alianza Cien, 1995

No âmbito literário, são mobilizados diferentes recursos que visam à expressividade. No texto, a analogia estabelecida pela expressão “como las aguas a una piedra” tem a função de

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Questão 10INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Um asteroide de cerca de um mil metros diâmetro, viajando a 288 mil quilômetros por hora, passou a uma distância insignificante – em termos cósmicos – da Terra, pouco mais do dobre da distância que nos separa da Lua. Segundo os cálculos matemáticos, o asteroide cruzou a órbita da Terra e somente não colidiu porque ela não estava naquele ponto de interseção. Se ele tivesse sido capturado pelo campo gravitacional do nosso planeta e colidido, o impacto equivaleria a 40 bilhões de toneladas de TNT, ou o equivalente à explosão de 40 mil bombas de hidrogênio, conforme calcularam os computadores operados pelos astrônomos do programa de Exploração do Sistema Solar da Nasa; se caísse no continente, abriria uma cratera de cinco quilômetros, no mínimo, e destruiria tudo o que houvesse num raio de milhares de outros; se desabasse no oceano, provocaria maremotos que devastariam imensas regiões costeiras. Enfim, uma visão do Apocalipse.

Disponível em: http:/bdjur.stj.jus.br. Acesso em: 23 abr. 2010.

Qual estratégia caracteriza o texto como uma notícia alarmante?

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Questão 11INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

A draga

A gente não sabia se aquela draga tinha nascido ali, no porto, como um pé de árvore ou uma duna.
– E que fosse uma casa de peixes?
Meia dúzia de loucos e bêbados moravam dentro dela, enraizados em suas ferragens.
Dos viventes da draga era um o meu amigo Mário-pega-sapo.
[…]
Quando Mário morreu, um literato oficial, em necrológico caprichado, chamou-o de Mário-Captura-Sapo! Ai que dor!
Ao literato cujo fazia-lhe nojo a forma coloquial.
Queria captura em vez de pega para não macular (sic) a língua nacional lá dele…
[…]
Da velha draga
Abrigo de vagabundos e de bêbados, restaram as expressões: estar na draga, viver na draga por estar sem dinheiro, viver na miséria
Que ora ofereço ao filólogo Aurélio Buarque de Hollanda
Para que as registre em seus léxicos
Pois o povo já as registrou.

BARROS, M. Gramática expositiva do chão: poesia quase toda. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990 (fragmento).

Ao criticar o preciosismo linguístico do literato e ao sugerir a dicionarização de expressões locais, o poeta expressa uma concepção de língua que

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Questão 12INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

O documentário O menino que fez um museu, direção de Sérgio Utsch, produção independente de brasileiro e britânicos, gravado no Nordeste em 2016, mais precisamente no distrito Dom Quintino, zona rural do Crato, foi premiado em Londres, pela Foreign Press Associations (FPA), a associação de correspondentes estrangeiros mais antiga do mundo, fundada em 1888.

De acordo com o diretor, O menino que fez um museu foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados-Unidos-Europa entre os finalistas. O documentário conta a história de um Brasil profundo, desconhecido até mesmo por muitos brasileiros. É apresentado com o carisma de Pedro Lucas Feitosa, 11 anos.

Quanto tinha 10 anos, Pedro Lucas criou o Museu de Luyiz Gonzaga, que fica distrito de Dom Quintino. A ideia surgiu após uma visita que o garoto fez, em 2013, quando tinha 8 anos, ao Museu do Gonzagão, em Exu, Pernambuco. Pedro decidiu criar o próprio lugar de exposição para homenagear o rei e o local escolhido foi a casa da sua bisavó já falecida, que fica ao lado da casa dele, na rua Alto de Antena.

Disponível em: www.opovo.com.br. Acesso em> 18 abr. 2018

No segundo parágrafo, uma citação afirma que o documentário “foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas”. No texto, esse recurso expressa uma estratégia argumentativa que reforça a

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Questão 13INEP·ENEM·2021Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto

Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul, do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes.
Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem.
Ele é Saul (Géza Rohrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto – que pode ou não ser seu filho – tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado.
O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre sobre seus ombros, seja como um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado.
Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles.
Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na cabeça por muito tempo.
O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Se levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2ª Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Soul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes.

Carta Capital. n. 873, 22 out. 2015.

A resenha é, normalmente, um texto de base argumentativa. Na resenha do filme Son of Saul, o trecho da sequência argumentativa que se constitui como opinião implícita é

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Questão 14INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Disponível em: www.inali.gob.mx. Acesso em: 2 dez. 2018.

Esse cartaz tem a função social de

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Questão 15INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Pequeño hermano

Es, no cabe duda, el instrumento más presente y más poderoso de todos los que entraron en nuestras vidas. Ni la televisión ni el ordenador, no hablemos ya del obsoleto fax o de las agendas o los libros electrónicos, ha tenido tal influencia, tal predicamento sobre nosotros. El móvil somos nosotros mismos. Todo desactivado e inerte, inocuo, ya les digo. Y de repente, tras un viaje y tres o cuatro imprudentes fotos, salta un aviso en la pantalla. Con sonido, además, pese a que tengo también todas las alertas desactivadas. Y mi monstruo doméstico me dice: Tienes un recuerdo nuevo. Lo repetiré: tienes un recuerdo nuevo. ¿Y tú qué sabes? ¿Y a ti, máquina demoníaca, qué te importa? ¿Cómo te atreves a decirme qué son o no son mis recuerdos? ¿Qué es esta intromisión, este descaro? El pequeño hermano lo sabe casi todo. Sólo hay una esperanza: que la obsolescencia programada mate antes al pequeño hermano y que nosotros sigamos vivos, con los recuerdos que nos dé la gana.

FERNANDEZ, D, Disponível em: www.lavanguardia.com.

Acesso em:  5 dez. 2018 (adaptado).

No texto, autor faz uma crítica ao(à)

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Questão 16INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

En los suburbios de La Habana, llaman al amigo _mi tierra o mi sangre._En Caracas, el amigo es mi pana o mi llave: pana, por panadería, la fuente del buen pan para las hambres del alma; y llave por…—Llave, por llave—me dice Mario Benedetti. Y me cuenta que cuando vivía en Buenos Aires, en los tiempos del terror, él llevaba cinco llaves ajenas en su llavero: cinco llaves, de cinco casas, de cinco amigos: las llaves que lo salvaron.

GALEANO, E. El libro de los abrazos. Madri: Siglo Veintiuno, 2015.

Nesse texto, o autor demonstra como as diferentes expressões existentes em espanhol para se referir a “amigo” variam em função

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Questão 17INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Los niños de nuestro olvido

Escribo sobre un destino
Que apenas puedo tocar
En tanto un niño se inventa
Con pegamento un hogar

Mientras busco las palabras
Para hacer esta canción
Un niño esquiva las balas
Que buscan su corazón

Acurrucado en mí calle
Duerme un niño y la piedad
Arma lejos un pesebre
Y juega a la navidad

Arma lejos un pesebre
Y juega a la navidad
Y juega a la navidad
Y juega, y juega, y juega…

La niñez de nuestro olvido
Pide limosna en un bar
Y lava tu parabrisas
Por un peso, por un pan

Si las flores del futuro
Crecen con tanto dolor
Seguramente mañana
Será un mañana sin sol

No texto, a expressão “un mañana sin sol” é usada para concluir uma critica ao(à)

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Questão 18INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

MURIG. Disponível em: https://murigcolectivafeminista.wordpress.com.

Acesso em: 26 out. 2021(adaptado)

No texto, as palavras “crianzas” e “tribu” são usadas para

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Questão 19INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Urgência emocional

Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir “eu te amo”. Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: “paciência”. Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É uma refeição que pode durar uma vida.

MEDEIROS, M. Disponível em: http:/porumavidasimples.blogspot.com.br. Acesso em: 20 ago. 2017 (adaptado).

Nesse texto de opinião, as marcas linguísticas revelam uma situação distensa e de pouca formalidade, o que se evidencia pelo(a)

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Questão 20INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

É ruivo? Tem olhos azuis? É homem ou mulher? Usa chapéu? Quem jogou Cara a Cara na infância sabe de cor o roteiro de perguntas para adivinhar quem é o personagem misterioso do seu oponente.

Agora, o jogo está prestes a ganhar uma nova versão. A designer polonesa Zuzia Kozerska-Girard está desenvolvendo uma variação do Guess Who? (nome do Cara a Cara em inglês), em que as personalidades do tabuleiro são, na verdade, mulheres notáveis da história e
da atualidade, como a artista Frida Kahlo, a ativista Malala Yousafzai, a astronauta Valentina Tereshkova e a aviadora Amelia Earhart. O Who’s She? (“Quem é ela?”, em português) traz, no total, 28 mulheres que representam diversas profissões, nacionalidades e idades.

A ideia é que, em vez de perguntar sobre a aparência das personagens, as questões sejam direcionadas aos feitos delas: ganhou algum Nobel, fez alguma descoberta? Para cada personagem há um cartão com fatos divertidos e interessantes sobre sua vida. Uma campanha entrou no ar com o objetivo de arrecadar dinheiro para desenvolver o Who’s She?. A meta inicial era reunir 17 mil dólares. Oito dias antes de a campanha acabar, o projeto já angariou quase 350 mil dólares.

A chegada do jogo à casa do comprador varia de acordo com a quantia doada — quanto mais você doou, mais rápido vai poder jogar.

Disponível em: www.super.abril.com.br. Acesso em: 4 dez. 2018 (adaptado).

Ao divulgar a adaptação do jogo para questões relativas a ações e habilidades de mulheres notáveis, o texto busca

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Questão 21INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Disponível em: : www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 29 out. 2013 (adaptado).

Para convencer o público-alvo sobre a necessidade de um trânsito mais seguro, essa peça publicitária apela para o(a)

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Questão 22INEP·ENEM·2022Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Ciente de que, no campo da criação, as inovações tecnológicas abrem amplo leque de possibilidades – ao permitir, e mesmo estimular, que o artista explore a fundo, em seu processo criativo, questões como a aleatoriedade, o acaso, a não linearidade e a hipermídia –, Leo Cunha comenta que, no que tange ao campo da divulgação, as alternativas são ainda mais evidentes: “Afinal, é imensa a capacidade de reprodução, multiplicação e compartilhamento das obras artísticas/culturais. Ao mesmo tempo, ganham dimensão os dilemas envolvidos com a questão da autoria, dos direitos autorais, da reprodução e intervenção não autorizadas, entre outras questões”. Já segundo a professora Yacy-Ara Froner, o uso de ferramentas tecnológicas não pode ser visto como um fim em si mesmo. Isso porque computadores, samplers, programas de imersão, internet e intranet, vídeo, televisão, rádio, GPD etc. são apenas suportes com os quais os artistas exercem sua imaginação.

SILVA JR., M. G. Movidas pela dúvida. Minas faz Ciências, n. 52, dez-fev. 2013 (adaptado).

Segundo os autores citados no texto, a expansão de possibilidades no campo das manifestações artísticas promovida pela internet pode pôr em risco o(a)

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Questão 23INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

TEXTO I

¿QUÉ ME PASA?:
¿PorQUE ME CUESTA TANTO ESTUDIAR?
¿PORQUE ME CUESTA TANTO CONCENTRARME?
¿PoRQUE……
¿PORQUÉ…..
¿PORQUÉ NO CONSIGO APRENDER COMO LOS DEMÁS?

Disponível em: www.otrasvoceseneducacion.org. Acesso em: 8 nov. 2022.

ТЕХТО II

Ishaan Awashi es un niño de 8 años cuyo mundo está plagado de maravillas que nadie más parece apreciar: colores, peces, perros y cometas, que simplemente no son importantes en la vida de los adultos, que parecen más interesados en cosas como los deberes, las notas o la limpieza. E Ishaan parece no poder hacer nada bien en clase. Cuando los problemas que ocasiona superan a sus padres, es internado en un colegio para que le disciplinen. Las cosas no mejoran en el nuevo colegio, donde Ishaan tiene además que aceptar estar lejos de sus padres. Hasta que un dia, el nuevo profesor de arte, Ram Shankar Nikumbh, entra en escena, se interesa por el pequeño Ishaan y todo cambia.

Disponível em: https://elfinalde.com. Acesso em: 26 out. 2021 (adaptado)

O filme Como estrellas en la tierra aborda o tema da dislexia. Relacionando o cartaz do filme com a sinopse, constata-se que o(a)

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Questão 24INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Me niego rotundamente A negar mi voz, Mi sangre y mi piel. Y me niego rotundamente A dejar de ser yo, A dejar de sentirme bien Cuando miro mi rostro en el es Con mi boca Rotundamente grande Y mi nariz Rotundamente hermosa, Y mis dientes Rotundamente blancos, Y mi piel valientemente negra. Y me niego categóricamente A dejar de hablar Mi lengua, mi acento y mi historia Y me niego absolutamente A ser parte de los que callan, De los que temen, De los que lloran Porque me acepto Rotundamente libre, Rotundamente negra, Rotundamente hermosa. CAMPELL BARR, S. Disponível em: https.negracubanateniaqueser.com Acesso em 25 out. 2021. Para enfatizar caracteristicas e atitudes que reforçam a identidade da mulher negra, o poema da escritora costarriquenha apresenta:

Alternativas
Questão 25INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

“Caramelos” en sus suelos

Las tierras de España, tu vista enamoran;

sus gentes; te amistan; ¿“cocinas”?, ¡“te molan”!

¿El plato común?, ¡pues «tortilla/patatas»!;

en bares, figones, o tascas, ¡las «tapas»!;

“sabor nacional”, ¡el «gazpacho», sus «vinos»,

«sangría», y «jamón» de sabrosos cochinos!

(Cual “sellos”, te grabas sus «Típicos Platos»;

¡sabrás por dó pasas, por sólo tu olfato!,

¡si en cada lugar, un sabor peculiar,

“al paso” cautiva tu buen paladar!).

¡Son más que “recetas”!, será “alegoría”!,

¡será “identidad”! (¡hay “reserva” en su «Guía»!);

son platos allende un “timón conductor”,

¡son mar, ríos, sierras!, ¡son valles, son flor!,

¡y aportan “Conventos” a gastronomia,

sus «dulces»! (sabor “celestial”, ¡de ambrosia!).

QUIROZ Y LÓPEZ M. Disponível em: https://pt.calameo.com. Acesso em: 25 out. 2021.

Nesse poema, o eu poético enaltece a

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Questão 26INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Manipular es sembrar en la conciencia y en la mente de la gente ideas, actitudes, conceptos y aspiraciones -incluso falsas, inmorales y deshonestas- que sirvan a los objetivos -ocultos o abiertos- de sus manipuladores.

Manipular es una de las primeras cosas que aprendemos en la vida. A muy temprana edad, los bebes descubren el poder del llanto, el berrinche, los pataleos, la risa o alguna “gracia” como recursos para demandar atención, exigir comida, pedir ayuda o simplemente mantener ocupada a la gente. Nuestras actitudes de adultos reflejan lo mucho o poco que algunos maduraron, procesaron y rebasaron ese periodo.

Para que exista un manipulador, debe haber una base de ciudadanos indefensos, dóciles, desinformados. El manipulador es celoso, a veces casi paranoico; no admite cuestionamientos ni quiere que nadie ocupe su espacio, sabe que su vigencia depende de presencia controladora. Todos los días, hay que marcar la línea de discurso, incidir en el debate. El ridículo vale la pena si con ello se logra una cortina de humo.

Disponível em: www.forbes.com.mx. Acesso em: 7 out. 2021 (adaptado).

Nesse texto, a expressão “cortina de humo” revela que o manipulador

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Questão 27INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Que quede claro

Cómo es posible que se cierren

tantas bocas, tantos ojos,

tantas puertas, muchas mentes ante un

acto xenofóbico sin precedentes.

Presidentes, ministros, cancilleres,

autoridades, responsables.

¿Quién pagará el daño causado a familiares?

Por un loco del estrada sin modales. […]

Se alejó de aquel lugar donde su color era

mucho más que su color, era su raza.

Persiguiendo un sueño que desapareció,

que se fusionó y terminó en una pesadilla. […]

Déjame que te cuente esta historia

que sucedió en el metro de Barcelona,

cuando aquella mañana la injusticia

y xenofobia se juntaron de la mano,

protagonizando una de las más feas escenas de racismo.

En aquel vagón viajaba un ángel de color diferente,

en su camino se interpuso aquel inconsciente,

que aún sabiendo lo que hacía,

seguía hablando con su gente.

Le dio al ángel dos patadas en su cara,

se rió de ella sin cambiar la mirada.

Y aún anda suelto, aún anda suelto…

ORISHAS. In: Cosita buena. Delaware: Suerte Publishing LCC, 2008 (fragmento).

A letra da canção Que quede claro, da banda cubana Orishas, revela o(a)

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Questão 28INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Mais iluminada que outras

Tenho dois seios, estas duas coxas, duas mãos que me são muito úteis, olhos escuros, estas duas sobrancelhas que preencho com maquiagem comprada por dezenove e noventa e orelhas que não aceitam bijuterias. Este corpo é um corpo faminto, dentado, cruel, capaz e violento. Movo os braços e multidões correm desesperadas. Caminho no escuro com o rosto para baixo, pois cada parte isolada de mim tem sua própria vida e não quero domá-las. Animal da caatinga. Forte demais. Engolidora de espadas e espinhos. Dizem e eu ouvi, mas depois também li, que o estado do Ceará aboliu a escravidão quatro anos antes do restante do país. Todos aqueles corpos que eram trazidos com
seus dedos contados, seus calcanhares prontos e seus umbigos em fogo, todos eles foram interrompidos no porto. Um homem – dizem e eu ouvi e depois também li — liderou o levante. E todos esses corpos foram buscar outros incômodos. Foram ser incomodados.

ARRAES. J. Redemoinho em dia quente. São Paulo: Alfaguara, 2019.

Nesse texto, os recursos expressivos usados pela narradora

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Questão 29INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

De quem é esta língua?

Uma pequena editora brasileira, a Urutau, acaba de lançar em Lisboa uma “antologia antirracista de poetas estrangeiros em Portugal”, com o título Volta para a tua terra.

O livro denuncia as diversas formas de racismo a que os imigrantes estão sujeitos. Alguns dos poetas brasileiros antologiados queixam-se do desdém com que um grande número de portugueses acolhe o português brasileiro. É uma queixa frequente.

“Aqui em Portugal eles dizem / — eles dizem – / que nosso português é errado, que nós não falamos português”, escreve a poetisa paulista Maria Giulia Pinheiro, para concluir: “Se a sua linguagem, a lusitana, / ainda conserva a palavra da opressão / ela não é a mais bonita do mundo./ Ela é uma das mais violentas”.

AGUALUSA, J. E. Disponível em: https.iloglobo.globo.com Acesso em: 22 nov. 2021 (adaptado).

O texto de Agualusa tematiza o preconceito em relação ao português brasileiro. Com base no trecho citado pelo autor, infere-se que esse preconceito se deve

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Questão 30INEP·ENEM·2023Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Na Idade Média, as notícias se propagavam com surpreendente eficácia. Segundo uma emérita professora de Sorbonne, um cavalo era capaz de percorrer 30 quilômetros por dia, mas o tempo podia se acelerar dependendo do interesse da notícia. As ordens mendicantes tinham um papel importante na disseminação de informações, assim como os jograis, os peregrinos e os vagabundos, porque todos eles percorriam grandes distâncias. As cidades também tinham correios organizados e selos para lacrar mensagens e tentar certificar a veracidade das correspondências. Graças a tudo isso, a circulação de boatos era intensa e politicamente relevante. Um exemplo clássico de fake news da era medieval é a história do rei que desaparece na batalha e reaparece muito depois, idoso e transformado.

Disponível em: www.elpais.com.br. Acesso em: 18 jun. 2018 (adaptado)

A propagação sistemática de informações é um fenômeno recorrente na história e no desenvolvimento das sociedades. No texto, a eficácia dessa propagação está diretamente relacionada ao (à)

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