Leia atenciosamente o caso abaixo:
?José, 79 anos, recém viúvo, funcionário público aposentado, deu entrada no pronto socorro de hospital geral,
acompanhado pelo filho. José apresentava uma gangrena isquêmica no membro inferior esquerdo, a avaliação médica
indicou a amputação transtibial do membro afetado. O paciente se recusava a aceitar o procedimento. O filho relatou que o
pai apresentava lapsos de memória, com repetição de perguntas acerca de eventos cotidianos, além disso, andava
esquecendo o portão aberto, perdia objetos em casa e demonstrava dificuldades em situar temporalmente um evento em
relação a outro. Esses sintomas podem ter piorado o quadro clínico atual, pois José tinha dificuldade para controlar o uso
diário dos medicamentos, necessitando de monitoramento dos familiares, o que muitas vezes não aceitava. Após o relato
do filho, a equipe médica ficou em dúvida sobre a real capacidade do paciente para recusar o tratamento proposto. O filho
desejava que a amputação fosse realizada, e que não se levasse em consideração o desejo de José."
O caso acima ilustra um conflito entre um princípio ético e dois princípios médicos fundamentais. Além da avaliação da
capacidade de tomada de decisão do paciente. Para o médico psiquiatra, a avaliação é mais complexa, por se tratar de
quadros psiquiátricos como os transtornos neurocognitivos (TNCs). Sobre a avaliação da capacidade, é correto o que se
afirma na alternativa: