O diabetes mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente de
deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em ambos os mecanismos, ocasionando complicações em longo
prazo. Atinge proporções epidêmicas, com estimativa de 415 milhões de portadores de DM mundialmente. A hiperglicemia
persistente
está associada a complicações crônicas micro e macrovasculares, aumento de morbidade, redução da qualidade de vida e
elevação da taxa de mortalidade. A classificação do DM tem sido baseada em sua etiologia. Os fatores causais dos
principais tipos de DM – genéticos, biológicos e ambientais – ainda não são
completamente conhecidos.
(Disponível em: https://www.diabetes.org.br/profissionais/images/2017/diretrizes/diretrizes-sbd-2017-2018.pdf. Acesso em:
04/02/2020.)
Em relação ao assunto proposto no trecho anterior e com base nos conhecimentos sobre as teorias de enfermagem,
responda à questão.
Doenças coronarianas, cerebrovasculares, vasculares periféricas, infecções, amputações de membros inferiores e demais
situações de estresse metabólico predispõem ao aparecimento da hiperglicemia hospitalar definida como uma elevação
glicêmica identificada em pacientes diabéticos que apresentam descompensação glicêmica no momento da internação, os
que não sabiam ser diabéticos e recebem o diagnóstico neste momento, os que sabidamente têm níveis de glicemia
normais; porém, apresentam hiperglicemia no momento da internação. Por isso, recomenda-se que em todos os pacientes
hospitalizados seja realizado pelo menos um teste de glicemia admissional. A hiperglicemia hospitalar é definida por
valores de glicemia maiores que: