A família Silva, composta por casal, três filhos, com 5, 9 e 14 anos de idade, e Ana, avó materna de 65 anos de idade,
reside em área de abrangência de unidade básica de saúde. A criança de 5 anos de idade não frequenta a escola, e a de 9
anos de idade tem dificuldades de comunicação, o que prejudica seu desempenho escolar. Ana sofreu dois acidentes
vasculares encefálicos, o último há seis meses. Há três meses, mudou-se do interior do estado para a capital em busca de
cuidados à saúde. Os três netos lhe auxiliam nas atividades cotidianas e realizam as atividades domésticas. Ana necessita
de apoio e supervisão de outra pessoa, o que tem sobrecarregado o neto adolescente. A família necessita acessar o
benefício de prestação continuada e serviço de reabilitação sem, contudo, conseguir organizar-se para isso.
Na semana passada, Ana recebeu a visita do agente comunitário de saúde, que conduziu o caso para discussão na equipe
e solicitou apoio do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), recém instalado na região. A equipe do NASF conta com
profissionais das áreas de geriatria, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Considerando as necessidades de estruturar as ações de uma equipe NASF (E-NASF) e de estabelecer projeto
terapêutico singular para a família Silva, avalie as afirmativas apresentadas a seguir.
I. Os profissionais do NASF devem priorizar o planejamento e desenvolvimento de estratégias de prevenção dos fatores de
risco para doenças do aparelho circulatório e promover a saúde da população adstrita e evitar que Ana tenha novos
episódios de AVE.
II. O terapeuta ocupacional deve desenvolver coletivamente ações integradas a outras políticas sociais como educação e
assistência social, que facilitarão o acompanhamento da família Silva e o tratamento dos problemas da população da área
de abrangência da UBS.
III. O terapeuta ocupacional e o fisioterapeuta devem iniciar o projeto terapêutico com avaliações domiciliares de suas
condições de saúde e do desempenho ocupacional, de comunicação e motor global de Ana, para, em seguida, aplicarem o
plano de orientação junto à família.
IV. Os profissionais da E-NASF devem desenvolver ações compartilhadas e específicas e o terapeuta ocupacional deve
contribuir para interpretar as dificuldades da família no fazer cotidiano e para identificar os recursos técnicos e ambientais
de promoção à integralidade do cuidado.
V. O terapeuta ocupacional da E-NASF deve contribuir para a avaliação da rede social e de suporte (individual e familiar),
da capacidade funcional com prioridade para as pessoas com transtornos neurológicos, seus processos de inclusão social
e ações de reabilitação.
É correto apenas o que se afirma em