Os resultados de análises de amostras de 100 mL de água, recolhidas, ao longo de três meses, de um córrego urbano, evidenciaram a presença de, em média, 3,2 mg de matéria orgânica (na forma de glicose ? C6H12O6 ? cuja massa molar é 180 g/mol). Autoridades e membros da comunidade local se reuniram para discutir a respeito da qualidade da água do rio. Cinco participantes da reunião emitiram os seguintes pareceres: P1: A qualidade da água do rio é boa. Há oxigênio na água suficiente para degradar toda a matéria orgânica e manter a vida aquática. P2: A qualidade da água do rio ainda é boa, uma vez que cerca de três quartos da matéria orgânica podem ser decompostos. P3: Nas condições atuais, no máximo, 50% da matéria orgânica podem ser decompostos, e a manutenção da vida aquática fica comprometida. P4: A qualidade da água tornou-se inadequada para sustentar a vida aquática e, nas atuais condições, apenas cerca de 25% da matéria orgânica podem ser decompostos.
P5: A quantidade de matéria orgânica precisa ser reduzida a, aproximadamente, 2% dos níveis atuais para poder sustentar a vida aquática. Um Químico foi chamado a opinar sobre a veracidade dos pareceres. Para tal, levou em consideração que: ? a concentração mínima de O2 na água para sustentar a vida aquática é de 5 ppm, à temperatura média de 20 °C; ? a solubilidade do oxigênio em rios depende de vários fatores, mas para cálculos mais simples pode ser considerada igual à solubilidade do O2 em água, que é de 9 ppm, a 20°C e 1atm. Analisando os dados, o Químico recomendou o Parecer