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Questões de História (ENADE)

154 questões com gabarito verificado e explicação por IA. Mostrando página 3 de 6.

Questão 1ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

A partir de meados do século XX, a História sofreu um alargamento das noções de objetos, de fontes e de métodos. Nas últimas décadas daquele século, uma das aproximações que a História estabeleceu foi com a Antropologia e com as teorizações que essa disciplina realiza sobre a cultura. Tomando como pressuposto o conceito de cultura a partir de sua concepção simbólica e o seu uso por parte de profissionais de história que participam de equipes multidisciplinares na realização de inventários de bens pertencentes à cultura material, analise as afirmações abaixo. 1.A participação de historiadores em inventários desse tipo poderia contribuir com a problematização das relações sociais no interior das quais os bens foram elaborados/produzidos. 2.Os historiadores poderiam também contribuir com as equipes na compreensão da lógica do simbólico e de como isso se manifesta em tempos e espaços específicos. 3.Os historiadores estariam aptos a pensar a produção de tais bens na relação com as demais dimensões do social, isto é, com a economia, com a política e com a organização social. É correto o que se afirma em

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Questão 2ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

O alemão Erich Paul Remark (1898-1970), que lutou na linha de frente na Primeira Guerra Mundial, publicou, em 1929, sob o pseudônimo de Erich Maria Remarque, um romance de grande repercussão, intitulado Nada de novo no front. Em uma passagem do livro, o narrador afirma: Os professores deveriam ter sido para nós os intermediários, os guias para o mundo da maturidade, para o mundo do trabalho, do dever, da cultura e do progresso, e para o futuro. Às vezes, zombávamos deles e lhes pregávamos peças, mas, no fundo, acreditávamos neles. À ideia de autoridade da qual eram os portadores, juntou-se em nossos pensamentos uma compreensão e uma sabedoria mais humana. Mas o primeiro morto que vimos destruiu esta convicção. Tivemos de reconhecer que a nossa geração era mais honesta do que a deles; só nos venciam no palavrório e na habilidade. O primeiro bombardeio nos mostrou nosso erro, e debaixo dele ruiu toda a concepção do mundo que nos tinham ensinado. REMARQUE, E. M. Nada de novo no front. Trad. Helen Rumjanek. Rio de Janeiro: Abril S.A., 1974, p. 20. Estudando a Primeira Guerra Mundial e deparando-se com a passagem acima, que se reporta ao choque produzido nas relações entre as gerações, o historiador sintonizado com o debate atual pode formular importantes indagações sobre o uso dessa fonte de pesquisa. Nesse caso, seria correto ele concluir que

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Questão 3ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Ao apresentar a obra O grande massacre de gatos, Robert Darnton atribui sua localização ao território da História Cultural, que

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Questão 4ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Uma das conclusões mais inquietantes a que me levou o ato de pensar sobre os novos países e seus problemas é que tal pensamento é muito mais eficaz para expor os problemas do que para encontrar soluções para eles. Há um aspecto de diagnóstico e um lado terapêutico em nossa preocupação científica com essas sociedades, e o diagnóstico parece, pela própria natureza do caso, ser infinitamente mais rápido do que o remédio. Portanto, um dos resultados de períodos muito longos e intensos de pesquisa cuidadosa é, em geral, uma compreensão muito mais aguçada de que os novos países estão em uma espécie de beco sem saída. O sentimento trazido por esse tipo de recompensa pelo trabalho árduo é o que imagino em Charlie Brown quando (...) Lucy lhe diz: ?sabe qual é o problema com você, Charlie Brown? O problema é que você é você?. Após um

quadrinho de reflexão muda sobre a irrefutabilidade dessa observação, Charlie pergunta: ?bem, e o que é que eu posso fazer??. E Lucy responde: ?Não dou conselhos, apenas aponto a raiz do problema?. A raiz do problema nos novos países é profunda e, não raro, a pesquisa social de pouco serve senão para demonstrar sua exata profundidade. GEERTZ, C. Nova Luz sobre a Antropologia, Rio de Janeiro: Zahar 2001, p.32 Considerando a problemática apresentada por Geertz no excerto acima, analise as afirmações que se seguem. 1.A pesquisa científica de natureza histórica, na contemporaneidade, tem como objetivo centralfomentar a produção da verdade sobre um dado acontecimento, devendo o historiador ter como norteamento lógico, no cômputo geral de seu estudo, a compreensão da totalidade daquilo que descreve. 2.Atualmente, as ilusões quanto às possibilidades concretas de historiadores ou cientistas sociais apontarem soluções para as grandes questões em que as nações estão imersas encontram-se não apenas diluídas, mas deixaram de nortear os estudos/textos realizados por estes. 3.Uma propositura interessante para os estudos nos campos da pesquisa e do ensino de História deve considerar como central o mimetizar das experiências dos mais distintos grupos sociais e sociedades, haja vista a urgência de se compreendê-lo como campo próprio de ação possível ao historiador. É correto o que se afirma em

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Questão 5ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Em dezembro de 1994, o presidente [norte-americano] Bill Clinton conseguiu reunir, na Primeira Cúpula das Américas, em Miami, 33 chefes de Estados das Américas, com exceção de Cuba, para firmar o compromisso da região com a construção de uma área de livre comércio que deveria se estender do ?Alasca à Terra do Fogo? ? a ALCA. SANTOS, M. O poder norte-americano e a América Latina no pós-guerra fria. São Paulo: Annablume FAPESP, 2007. p. 147-9. A respeito da ALCA, avalie as afirmações a seguir. 1.Em relação à propriedade intelectual, os Estados Unidos tinham interesse na manutenção da proteção de patentes, principalmente em relação ao setor farmacêutico e de alta tecnologia. 2.Esse projeto de integração tinha como objetivo a criação de uma área de livre comércio, respeitandose regras particulares a cada país para serviços, investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual. 3.A ALCA pode ser entendida como a complementação e a consolidação jurídica do processo de reformas liberalizantes promovidas na região desde a década de 1970. É correto o que se afirma em

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Questão 6ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Ao estudar o período Homérico, a partir dos poemas de Homero, a Ilíada e a Odisseia, Moses Israel Finley alinhavou um conjunto de categorias e conceitos para a reflexão histórica da sociedade grega à época. No texto abaixo, do seu livro Mundo de Ulisses, publicado, pela primeira vez, em 1954, o autor define o conceito de oikos como unidade política, cultural e socioeconômica do período. A casa patriarcal, o oikos, era o centro à volta do qual a vida se organizava e de onde provinham não somente a satisfação das necessidades materiais, incluindo a segurança, mas também as normas e os valores éticos, as ocupações, as obrigações e as responsabilidades, os vínculos sociais e as relações com os deuses. O oikos não era simplesmente a família; compreendia todas as pessoas da casa com seus haveres; daí resulta que a ?economia? (da forma latinizada, oecus), a arte de administrar um oikos, significava explorar um domínio, e não conseguir manter a paz na família. FINLEY, M. I. O mundo de Ulisses. 3 ed. Lisboa: Editorial Presença, 1988, p. 55. Acima destacam-se duas ilustrações que representam Penépole no exercício de um dos seus ofícios. Nelas, podem ser identificados alguns dos elementos constitutivos do oikos e apontados outros a partir das investigações e reflexões históricas de Moses Israel Finley. Nessa perspectiva, analise as afirmações a seguir. 1.Os thes eram trabalhadores especializados que realizavam serviços para o oikos, como carpinteiros, ourives, aedos, oleiros, sendo pagos normalmente pelas tarefas realizadas. 2.Os demiurgos eram trabalhadores sem especialização e sem vínculo com o oikos, vivendo da vontade alheia para arranjar algum serviço em troca de comida, vestimenta e dormida. 3.O chefe do oikos se voltava para as atividades políticas e guerreiras e a sua esposa se voltava para os afazeres domésticos e a administração da casa. 4.O celeiro era uma dependência do oikos, onde eram guardados todos os bens da família, configurando-se um processo de entesouramento. 5.O sistema de dom e contra dom ou dádiva e contra dádiva configurava um sistema de trocas mercantis entre os oikos e os comerciantes estrangeiros (os bárbaros). 6.Os saques e pilhagens eram expedientes utilizados pelos chefes dos oikos para obtenção daquilo que não podiam produzir ou obter para suas casas. Apresenta características do oikos, no período Homérico, apenas o afirmado em

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Questão 7ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Raramente, na história, se encontraram duas personalidades tão contrastantes. Foi o encontro entre um homem que tinha tudo e um homem que nada tinha. Um imperador comparado com o sol, cujo rosto seus súditos não podiam contemplar, e detentor do título de Tlatoani, que quer dizer ?o da grande voz?, e um soldado com nenhum maior tesouro do que sua astúcia e sua vontade. Montezuma era governado pela fatalidade: os deuses tinham voltado; e Cortés, pela vontade, alcançaria seus objetivos contra todas as desvantagens. FUENTES, C. O espelho enterrado: reflexões sobre a Espanha e o Novo Mundo. Tradução de Mauro Gama, Rio de Janeiro: Rocco, 2001, p. 114-5. A partir dos acontecimentos que são evocados pela imagem e pelo texto, analise as seguintes afirmações. 1.A historiografia que valoriza elementos culturais e simbólicos em sua análise tem tratado a Noite Triste como uma batalha de insurreição encabeçada por Cuauhtémoc, que expulsou os Espanhóis de Tenochtitlan após os Astecas terem compreendido que eles não eram deuses, mas invasores que podiam ser derrotados. 2.A historiografia que cunhou a chamada ?visão dos vencidos? descreveu a conquista da América como resultado da crueldade e da ganância que detiveram o crescimento de civilizações jovens e criativas, tendo deixado um legado de tristeza. 3.A historiografia cultural interpreta a figura de Malinche como uma deusa pós-conquista, que traduz a civilização multirracial, uma representação que mescla sexualidade com formas de expressão e evoca simbolicamente a maternidade da primeira criança mestiça, pois a mestiçagem é um forte elo que reúne os descendentes de índios, europeus e africanos. 4.Bartholomé de Las Casas escreveu a mais importante obra da chamada ?visão dos vencidos? e, embora fosse um religioso ligado à Igreja Católica Romana, foi capaz de renovar os métodos historiográficos. 5.É comum, nas várias correntes historiográficas, o argumento de que o mundo indígena, tal como fora antes da chegada do conquistador, desapareceu; suas manifestações simbólicas, seus ídolos e seus tesouros foram enterrados e esquecidos em favor da Igreja Barroca dos cristãos e dos Palácios do Vice-Reinado, mas é possível identificar ?os murmúrios dos conquistados sob a linguagem dos conquistadores?. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 8ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Desde o princípio, os enfrentamentos políticos e militares que se produziram motivados pela independência das nações latinoamericanas foram uma questão que afetou a todo o sistema europeu e atlântico de que as colônias espanholas e portuguesas faziam parte. Porém, isso não constituía nenhuma novidade. Desde o século XVI, as fabulosas riquezas das Indias haviam provocado a inveja e todas as outras nações europeias, as quais intentaram obter vantagens e oporse a qualquer avanço da posição de seus rivais na América. No século XVIII, o Pacto de Família firmado entre as monarquias bourbônicas de Espanha e França significou uma ameaça para a Grã-Bretanha. No entanto, os ingleses encontraram uma saída ao praticar um extenso comércio clandestino com a América espanhola, mas não intentaram anexar a seu império nenhuma das colônias espanholas mais importantes. WADDELL, D. A. G. La política internacional y la independencia latinoamericana. In: BETHELL, L. (Org.). Historia de America Latina. La independência, Trad. Espanhola Ángels Solá. Barcelona: Editorial Crítica, 1991. p. 209 Considerando o sistema europeu e atlântico no período aludido no trecho acima, analise as afirmações que se seguem. 1.Nas contendas políticas entre Espanha e França, a Inglaterra apoiou a França, vindo a exercer um papel direto e efetivo nas lutas das colônias espanholas contra a metrópole, desembarcando na América grandes tropas militares. Esse aspecto desencadeou uma guerra entre Inglaterra e Espanha. 2.Os Estados Unidos, no início do século XIX, não foram afetados pela política napoleônica que interferia no mercado atlântico. Este fato motivou a jovem nação a não buscar proveito no rompimento dos laços coloniais hispanoamericanos, reforçando o pujante comércio que possuía com a Inglaterra e com a França. 3.Embora existisse a política de neutralidade inglesa com relação aos processos de independências da maioria das colônias hispanoamericanas, nas disputas entre o Texas e os Estados Unidos, a Grã- Bretanha apoiou a república do Texas, uma vez que esta havia se separado do México em 1836. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 9ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

O trabalho de enquadramento da memória se alimenta do material fornecido pela história. Esse material pode ser interpretado e combinado a diversas referências associadas; guiado pela preocupação não apenas de manter as fronteiras sociais, mas também de modificá-las, esse trabalho reinterpreta incessantemente o passado em função dos combates do presente e do futuro. PORQUE O trabalho de análise do passado se dá a partir dos interesses e do domínio metodológico que o historiador possui. O enquadramento da memória pela história é, costumeiramente, realizado por docentes e pesquisadores de história, quando não seguem a metodologia proposta pela história oral. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.

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Questão 10ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

No seu livro Sociedades do Antigo Oriente Próximo, Ciro Flamarion Cardoso realiza uma discussão sobre dois modelos teóricos e metodológicos que procuram explicar a constituição das organizações estatais nas sociedades da antiguidade do Oriente Próximo. Na sua explanação, o autor demonstra a inviabilidade da aplicação da chamada ?hipótese causal hidráulica?, elaborada do Karl Wittfogel, e a retomada, a partir dos anos de 1960, do conceito de ?modo de produção asiático?, conforme o trecho reproduzido a seguir. Entre os marxistas, o livro de Wittfogel ? que provocou grande indignação ? constituiu apenas um entre muitos fatores que deram impulso à retomada do interesse pelo conceito de ?modo de produção asiático?. Outros fatores foram: a ?desestalinização?, iniciada pelo XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, que, no campo do materialismo histórico, desencadeou um ataque à noção do unilinearismo evolutivo das sociedades humanas; o progresso dos movimentos de libertação nacional, sobretudo a partir da década de 1950, com a admissão sucessiva às Nações Unidas de numerosas nações afro-asiáticas, cujos problemas socioeconômicos específicos exigiam também respostas de tipo histórico; a ampla circulação dos Grundrisse, texto de Marx raticamente desconhecido até a mesma década, bem como a republicação de seus artigos sobre a Índia e de escritos de Plekhanov, Varga e outros autores acerca das sociedades ?asiáticas?. CARDOSO, C. F. Sociedades do Antigo Oriente Próximo. São Paulo: Ática, 1986, p. 20. Abaixo, apresenta-se a reprodução do Estandarte de Ur. A análise desse documento permite detectar evidências que possibilitam a adoção do conceito de modo de produção asiático. A partir do que foi exposto acima, avalie se cada uma das afirmações a seguir identifica evidências que possibilitam o uso teórico e metodológico do conceito de modo de produção asiático. 1.A ilustração mostra a elite estatal de Ur coordenando, disciplinando e dirigindo o trabalho dos camponeses e os recursos necessários para a construção de obras hidráulicas. 2.A ilustração mostra uma distribuição igualitária entre os súditos da cidade-Estado de Ur dos bens provenientes do comércio intercomunitário e dos tributos extraído mediante coação fiscal. 3.A ilustração mostra um grupo ínfimo que subordina a si o trabalho das comunidades, pelas quais é sustentado, e decide por todos; este poder de decisão tende a se personalizar e ter como expoente uma só pessoa. 4.A ilustração mostra uma economia baseada na concentração, transformação e redistribuição dos excedentes extraídos por templos e palácios dos produtores diretos ? em sua maioria membros de comunidades aldeãs. 5.A ilustração mostra que a imensa maioria da população se dedica às atividades agropecuárias, entregando parte do que produz ao poder central, mas essa população não participava das decisões comuns. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 11ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Entre os Bárbaros, alguns ganharam especial fama de fealdade e brutalidade. Eis os Hunos na descrição célebre de Amiano Marcelino: ?A sua ferocidade ultrapassa tudo: sulcam de profundas cicatrizes, com um ferro, as faces dos recém- nascidos para lhes destruir as raízes dos pelos; e desse modo crescem e envelhecem imberbes e sem graça, como eunucos. Têm o corpo atarracado, os membros robustos e a nuca grossa; a largura das costas fá-los assustadores. Dir-se- ia que são animais de duas patas ou então daquelas figuras mal desbastadas, em forma de troncos de árvores, que ornamentam os parapeitos das pontes... Os Hunos não cozinham nem temperam aquilo que comem; alimentam-se de raízes selvagens ou de carne crua do primeiro animal que apanham e que aquecem por algum tempo na garupa do cavalo, entre as coxas. Não têm abrigos. Não usam casas nem túmulos...Cobrem-se com um tecido grosseiro ou com peles de ratos do campo, cosidas umas às outras; não têm uma roupa para estar em casa e outra para sair; desde que enfiam aquelas túnicas de cor desbotada, só as tiram quando elas estão a cair aos bocados...Não põem pé em terra nem para comer nem para dormir e dormem deitados sobre o magro pescoço da montada, onde sonham à sua vontade...? Amiano Marcelino. Apud LE GOFF, J. A civilização do Ocidente Medieval, 2. ed., Lisboa: Estampa, 1995, p.34. Considerando a iconografia do século XIV, que retrata o encontro entre Atila e o papa Leão I, e a descrição de um dos povos ?bárbaros? do contexto das invasões do século IV em Roma, feita por Amiano Marcelino, historiador e militar contemporâneo do fato, que representações se sobressaem desse período?

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Questão 12ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

A primeira República e, em especial, as décadas iniciais do novo regime vêm ganhando crescente interesse e espaço na produção historiográfica brasileira. Dessa forma, muitos são os historiadores, particularmente os que se dedicam à história política e cultural, que têm retomado o período numa chave distinta daquela que o consagrou como República Velha, uma fórmula que certamente merece reflexões, a começar pela constatação de que, não casualmente, foi imaginada e propagada pelos ideólogos autoritários das décadas de 1920 a 1940. GOMES, A. C. A República, a história e o IHGB. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2009. p. 21. As interpretações que revisam a primeira República a partir de novos olhares e que se propõem a analisá-la sem o adjetivo ?Velha?, tem demonstrado que

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Questão 13ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

No início do século XVI, a crise da Igreja tornavase mais aguda, culminando com uma ruptura, a qual convencionou-se chamar de Reforma. Em relação a isso, Jean Delumeau afirma: com efeito, a principal fraqueza da Igreja não estava nos abusos financeiros da cúria romana, nem no estilo de vida, por vezes escandaloso, (...) Residia, sim, na muito deficiente instrução religiosa e na insuficiente formação dos pastores de almas (...) A Reforma nasceu, provavelmente, deste profundo desnível entre a mediocridade da oferta e a veemência inusitada da procura. DELUMEAU, J. A Civilização do Renascimento. Lisboa: Estampa, 1984, vol I, p. 137. A respeito desse capítulo da história ocidental, é correto afirmar que

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Questão 14ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Em 1920, depois de ter publicado livros como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos, o escritor inglês H. G. Wells publicou The Outline of History (Esboço de uma História Universal). No mesmo ano, o historiador Marc Bloch escreveu uma longa resenha sobre essa obra, da qual foram destacadas as passagens a seguir. Diante de um livro semelhante, duas atitudes são admissíveis. Pode-se se dedicar a apontar um a um os erros dos detalhes ? eles existem. [...] Ou, tomando-o absolutamente pelo que ele é e pelo não poderia ser, ou seja, uma obra tecnicamente imperfeita de um homem muito inteligente, pode-se procurar retirar dela as ideias mestras e evidenciar as tendências do espírito que ela revela. O trabalho crítico que está na base de nossas pesquisas evidentemente lhe é completamente estranho. Infelizmente sua obra está viciada por um defeito muito grave. Sua atitude diante do passado que ele examina com tanto ardor não é nunca a de um homem de ciência; porque o homem de ciência procura conhecer e compreender; ele não julga. O Sr. Wells julga sem parar. [...] Pode-se ser impunemente filho desse país onde desde séculos todos os movimentos liberais ou revolucionários são tingidos de puritanismo, onde quase tudo o que se fez de grande saiu do pregador? [...] Ele podia ser historiador. Cedendo a não sei que instinto hereditário, frequentemente ele foi apenas pregador. BLOCH, M. Une nouvelle histoire universelle: H. G. Wells historien. In BLOCH, M. L ́Histoire, la Guerre, la Résistance. Paris: Gallimard, 2006. p. 319-334. A argumentação de Marc Bloch reporta-se a importantes questões relacionadas ao conhecimento histórico. De acordo com as ideias expostas nesses fragmentos, a razão que levava Marc Bloch a não reconhecer valor de obra histórica ao Esboço de uma História Universal pode ser atribuída

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Questão 15ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Procurando definir o quadro das estruturas do sistema feudal, na Idade Média europeia, Hilário Franco Junior descreveu o período que vai do século IV ao século X como marcado por uma pequena produtividade agrícola e artesanal, consequentemente uma baixa disponibilidade de bens de consumo e a correspondente retração do comércio e, portanto, da economia monetária. Já para o período entre os séculos XI e XIII, a Idade Média Central conheceu importantes mudanças nos elementos que tinham caracterizado a fase anterior. Em primeiro lugar, a passagem da agricultura dominial para a senhorial. (...) Uma segunda transformação importante ocorrida nos séculos XI-XIII foi possibilitada pela existência de um excedente agrícola, o revigoramento do comércio. Este passou a desempenhar papel central na vida do Ocidente, com repercussão muito além da esfera econômica. [Para terceira transformação] Seu ponto de partida foi o crescimento demográfico e comercial, fomentador do desenvolvimento urbano. FRANCO JÚNIOR, H. A Idade Média, nascimento do Ocidente. 2.ed. Brasiliense, 2006, p. 36- 41 (com adaptações). Apresentamos abaixo uma ilustração relacionada às explicações do autor.

A partir das explicações das estruturas do sistema feudal, avalie as afirmações a seguir. 1.O mansus era a menor unidade produtiva e fiscal do domínio. Dele uma família camponesa tirava sua subsistência e, por ter recebido tal concessão, devia certas prestações ao senhor. 2.A terra indominicata era explorada diretamente pelo senhor. Ali estavam sua casa, celeiros, estábulos, moinhos, oficinas artesanais, pastos, bosques e terra cultivável. 3.O mansus serviles era trabalho gratuito, geralmente realizado três dias por semana, fosse para o cultivo da reserva, fosse para serviços de construção, manutenção e transporte. 4.As banalidades se referiam à albergagem, ou requisição de alojamento; taxa pelo uso dos bosques, anteriormente direito camponês; multas e taxas judiciárias diversas. 5.Corveia era o conjunto de pequenas explorações camponesas, cada uma delas designada pelos textos a partir do século VII por mansus, ocupados por escravos. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 16ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Sobre o período de 31 anos compreendido entre o início da Primeira Guerra Mundial (1914) e o final da Segunda Guerra Mundial (1945), o historiador inglês Eric Hobsbawm afirma: [Após tantos conflitos,] a humanidade sobreviveu. Contudo, o grande edifício da civilização do século XX desmoronou nas chamas da guerra mundial, quando suas colunas ruíram. Não há como compreender o Breve Século XX sem ela. Ele foi marcado pela guerra. Viveu e pensou em termos de guerra mundial, mesmo quando os canhões se calavam e as bombas não explodiam. Sua história e, mais especificamente, a história de sua era inicial de colapso e catástrofe devem começar com a da guerra mundial d e 31 anos. HOBSBAWM, E. A era dos extremos. O breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. De acordo com a perspectiva de análise de Hobsbawm, avalie as afirmações a seguir. 1.Existe uma continuidade das motivações que levaram aos dois conflitos de proporções mundiais do século XX, por isso, são denominados de ?guerra mundial de 31 anos?.

2.O comunismo soviético pode ser considerado o ?grande edifício da civilização do século XX [que] desmoronou nas chamas da guerra mundial?. 3.Após 1945, evidenciaram-se os esforços das principais nações europeias e dos Estados Unidos em busca de um completo armistício. É correto o que se afirma em

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Questão 17ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Considerando a divisão cronológica quadripartite da história ocidental, o período chamado ?Moderno? apresentou algumas marcas que lhe são peculiares. DELUMEAU, J. A Civilização do Renascimento. Lisboa: Estampa, 1984, vol I, p. 137. Em relação ao período referenciado no fragmento acima, assinale a opção correta.

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Questão 18ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Muitos historiadores do Tempo Presente testemunharam processos de redemocratização acontecidos após o fim das ditaduras militares e civis implantadas nas décadas de 1960 e 1970 na América Latina. Durante a década de 1980, diversos desses historiadores participaram de movimentos populares clamando pelo fim dos regimes autoritários. Considerando o processo de redemocratização acima mencionado, analise as afirmações que se seguem. 1.No Chile, o movimento levou, em 1989, à eleição de Patrício Aylwin, que assumiu o poder no lugar de Augusto Pinochet, propondo reformas democratizantes de restabelecimento as liberdades civis. 2.No Peru, na década de 1980, os movimentos Sendero Luminoso e Tupac Amaru apoiaram politicamente Alan Garcia e, posteriormente, Alberto Fujimori no processo de redemocratização. 3.No Haiti, na década de 1980, enquanto em outros países latino-americanos aconteciam lutas pela redemocratização, estabelecia-se um governo ditatorial, pondo fim ao período democrático iniciado na década de 1950 por François Duvalier. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 19ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

Ao analisar, produzir e difundir o conhecimento histórico sobre a Renascença em sua época, Lucien Febvre fez referência à obra de Dürer, comentada por Michelet, para evidenciar que este,

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Questão 20ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

A obra abaixo, intitulada O leitor de breviário, à tarde, foi produzida, em torno de 1845-1850, pelo pintor alemão Carl Spitzweg.

A obra A aventura do livro: do leitor ao navegador, que consiste em entrevistas feitas com o historiador Roger Chartier, traz, na sua introdução, o seguinte comentário: Toda história da leitura supõe, em seu princípio, a liberdade do leitor, que desloca e subverte aquilo que o livro lhe pretende impor. Mas esta liberdade leitora não é jamais absoluta. Ela é cercada por limitações derivadas das capacidades, convenções e hábitos que caracterizam, em suas diferenças, as práticas de leitura. Os gestos mudam segundo os tempos e lugares, os objetos lidos e as razões de ler. Novas atitudes são inventadas, outras se extinguem. As considerações desse fragmento textual fornecem elementos para o historiador refletir sobre a história das formas de apreensão do mundo, as sensibilidades e a formação da identidade dos grupos sociais e sua relação com as práticas de leitura. A partir dessas considerações, conclui-se que o quadro de Carl Spitzweg representa

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Questão 21ENADE·Diversas·2011História (ENADE)

No bojo da constituição do Estado Nacional brasileiro, é criado, em 1838, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), com a função de pensar a gênese da sociedade nacional. Temas como civilização e nacionalidade estiveram nas pautas do Instituto desde seus primórdios. Nesse contexto, assinale a opção que corresponde ao encadeamento correto entre nacionalidade e civilização no âmbito da História da Nação escrita no século XIX.

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Questão 22ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Considerando o diálogo atlântico estabelecido entre europeus, africanos e brasileiros entre os séculos XVI e XVIII, referido no mapa e no fragmento do texto, avalie as afirmações a seguir. I. Os portugueses, pioneiros nas expedições de exploração da costa atlântica africana, desde o início estavam interessados no comércio de escravos, que seriam vendidos, inicialmente, na Europa e depois nas ilhas atlânticas, no Caribe e na América Espanhola. II. A multiplicação das rotas comerciais transatlânticas estabelecidas pelos europeus ao longo dos séculos XVI e XVIII, conforme observado no mapa, favoreceu o crescimento de cidades do interior africano, visto que muitos povos buscavam nessa região, refúgio diante das capturas ou do aprisionamento por guerra para o comércio de escravos. III. Os intercâmbios produzidos pelo comércio atlântico promoveram a mútua influência entre Brasil e África, como pode ser comprovado pelos laços estabelecidos entre comerciantes baianos e africanos da Costa da Mina, em virtude do interesse desses últimos no tabaco produzido na Bahia. IV. O aumento da produção açucareira no século XVII desencadeou uma demanda considerável por escravos que, nesse período, foram fornecidos pelos portos da Costa da Mina e de Angola, estreitando ainda mais as relações desses com Salvador e o Rio de Janeiro. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 23ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Em março de 2014 completaram-se cinquenta anos de um evento que marcou a história recente do Brasil. Este fato tem sido tratado por denominações diversas: revolução de 1964, revolução democrática de 1964, golpe de 1964, contrarrevolução de 1964, entre outras. A maneira como este evento é nomeado é indicativo do modo como ele é avaliado. Nomeá-lo de revolução democrática de 1964 foi e é comum entre os militares e civis que apoiaram o evento e o período que se desdobrou entre 1964 e 1985. Entre eles, o evento tem sido comemorado desde 1965, como um período que restabeleceu a ordem social, o desenvolvimento econômico no Brasil, impedindo o avanço dos movimentos de esquerda. As reflexões críticas sobre o período entre 1964 e 1985 aparecem, sobretudo, na década de 1980, mas com o transcorrer do tempo tornaram-se mais amplas, envolvendo instituições, sujeitos e os próprios historiadores de ofício. Assim, nomear o período como sendo o de uma ditadura mi litar ou ditadura civil-militar têm sido as maneiras mais utilizadas pelos historiadores que estudam o assunto, no âmbito universitário. Verifica-se que a produção historiográfica recente tem

preferido abordagens que apontam 1964 como ruptura na construção e consolidação da sociedade democrática iniciada em 1945. A respeito da historiografia brasileira acadêmica sobre o período citado, avalie as seguintes afirmações. I. Tem sido enriquecida pela produção de fontes, com destaque para os depoimentos orais, tais como os oriundos dos programas de história oral implantados em instituições de ensino e de pesquisa, envolvendo militares, militantes de esquerda, políticos e empresários. II. Carece de legitimidade científica pelo fato de tratar-se de um tema recente, a respeito do qual existe uma polêmica muito intensa, além de se basear em fontes de origem duvidosa. III. É motivada pela perspectiva de preservação da memória, pela compreensão do passado e pela denúncia dos atos de exceção que atingiram pessoas, instituições e empresas. IV. Envolve a reflexão sobre conceitos diversos, tais como: memória coletiva, disputa de memória, golpe de estado, ditadura militar, ditadura civil-militar, autoritarismo, entre outros, como forma de avaliar os desdobramentos da deposição do presidente João Goulart. É correto o que se afirma em

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Questão 24ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Nesse contexto, avalie as afirmações a seguir. I. A modernidade é sinônimo de crítica e se identifica com a mudança, não é a afirmação de um principio intemporal, mas o desdobrar da razão crítica que, sem cessar, se interroga, se examina e se destrói para renascer novamente. A modernidade questiona a autoridade de modelos normativos do passado como, por exemplo, o da tradição artística clássica. II. A ideia de patrimônio cultural surge no âmbito da modernidade que pressupõe uma relação reflexiva com o passado e com a tradição, bem como na distinção entre monumento e monumento histórico, onde o primeiro procura trazer à lembrança "alguma coisa" e o segundo propõe o conhecimento do passado através da erudição histórica. III. A Itália foi o primeiro país europeu a implantar uma estrutura institucional de defesa do patrimônio quando transformou em monumento histórico a estatuária, baseada no conceito Aristotélico de perfeição sugerido pela natureza, bem como a arquitetura neoclássica romana. IV. As políticas de patrimônio tiveram início com o Iluminismo, que acreditava no avanço infinito em direção ao aperfeiçoamento social e moral, e encarregou o Estado de avaliar e determinar o que seria estética ou historicamente significativo de ser protegido e listado como patrimônio cultural. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 25ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Considerando os aspectos da diversidade cultural africana aludidos nas figuras I e II e no texto acima, avalie as afirmações a seguir. I. As figuras apresentadas remetem a admiráveis obras de arquitetura e de escultura da Etiópia, na África Oriental, e do Mali, na África Ocidental, que constituem os limites geográficos da diversidade cultural desse continente. II. A origem das obras representadas nas figuras I e II apontam para a diversidade geográfica e humana do continente africano, subdividido em cinco regiões, embora, em relação aos aspectos étnicos e culturais, ele se divida em África branca (norte) e África negra (sul). III. Os celeiros são fundamentais na vida econômica dos povos que habitam a savana africana, e essa importância manifesta-se de maneira vigorosa na cultura, apresentando grande variedade estética e religiosa. IV. As culturas africanas, expressas pela multiplicidade de estilos arquitetônicos, manifesta-se de modo heterogêneo nos aspectos físicos e humanos sintetizados pela geografia e, também, na filosofia, nas cosmogonias e nas artes. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 26ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

As questões suscitadas no texto ratificam a necessidade de novas posturas docentes, de modo a atender a diversidade humana presente na escola. Nesse sentido, no que diz respeito a seu fazer docente frente aos alunos, o professor deve I. desenvolver atividades que valorizem o conhecimento historicamente elaborado pela humanidade e aplicar avaliações criteriosas com o fim de aferir, em conceitos ou notas, o desempenho dos alunos. II. instigar ou compartilhar as informações e a busca pelo conhecimento de forma coletiva, por meio de relações respeitosas acerca dos diversos posicionamentos dos alunos, promovendo o acesso às inovações tecnológicas. III. planejar ações pedagógicas extraescolares, visando ao convívio com a diversidade; selecionar e organizar os grupos, a fim de evitar conflitos. IV. realizar práticas avaliativas que evidenciem as habilidades e competências dos alunos, instigando esforços individuais para que cada um possa melhorar o desempenho escolar. V. utilizar recursos didáticos diversificados, que busquem atender a necessidade de todos e de cada um dos alunos, valorizando o respeito individual e coletivo. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 27ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Atualmente, o uso de imagens vem sendo considerado um importante recurso para os professores de história que necessitam trabalhar conteúdos referentes à Idade Média, isso porque a iconografia exprime e comunica sentidos que muito revelam sobre aquela sociedade. Contudo, apesar deste instrumento pedagógico ser atrativo e enriquecedor no processo de ensino e aprendizagem, para ser eficaz, deve ser aplicado adequadamente. Considerando o método de análise iconográfica e a sua utilização em sala de aula, as imagens

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Questão 28ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

O conceito de tempo associa-se diretamente à escrita da História, tendo em vista que os acontecimentos são produzidos em uma determinada temporalidade, a qual expressa sinais do pensamento, das ações e experiências humanas em uma determinada época. Sobre o conceito de tempo, a partir das perspectivas teóricas mais atuais, avalie as afirmações a seguir. I. Valo riza-se o tempo plural e em diferentes sintonias, em detrimento do tempo linear e progressivo, entendido como sentido único. II. A História se constrói com base na ideia de tempo cumulativo, na qual a curta duração forma a longa duração. III. Reconhecem-se múltiplas temporalidades, onde o tempo cronológico coexiste com o tempo das rupturas e das continuidades. IV. O tempo deve ser entendido em seu contexto histórico e, nesse sentido, a divisão cronológica da História é o principal instrumento para explicar as ações humanas. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 29ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Sobre os métodos de pesquisa elaborados pelos positivistas para o estudo dos documentos, avalie as seguintes afirmações. I. Era necessário contemplar a crítica externa e interna das fontes de pesquisa, pois o conhecimento histórico é indireto, não observável, precisando ser construído com rigor. II. A crítica externa consistia nos trabalhos preliminares do historiador para estabelecer a procedência dos documentos, após ter selecionado as fontes do passado que pretendia estudar. III. A crítica interna consistia no estudo das características físicas do documento, o tipo de material usado e, no caso dos exemplares mais antigos, a caligrafia. IV. As ideias contidas nos documentos deveriam ser estudadas isoladamente, ou seja, sem a contaminação do contexto no qual haviam sido produzidas, do contrário, a produção histórica não seria científica. É correto apenas o que se afirma em

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Questão 30ENADE·Diversas·2014História (ENADE)

Representado na literatura popular do cordel, no cinema, em grandes obras literárias e também na televisão, o cangaço foi um fenômeno que afetou o Nordeste do Brasil, entre o final do século XIX e as décadas iniciais do século XX. A respeito da produção historiográfica referente a esse tema, avalie as seguintes afirmações. I. As primeiras produções, de cunho regional, preocupavam-se sobretudo em narrar os detalhes das batalhas e os feitos dos principais líderes. II. De forma geral, os estudos clássicos e atuais consideram o meio social como um dos elementos importantes da análise, devido à miséria da população, bem como as características físicas e ambientais da região.

III. A interpretação sobre o sertão brasileiro, nas obras do século XXI, assenta-se nos valores religiosos dos sertanejos, que os tornariam sujeitos passivos diante da ação de cangaceiros e coronéis. É correto o que se afirma em

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