Atenção: Para responder às questões de números 01 a 04, considere o poema de Mario Quintana. Recordo ainda... e nada mais me importa... Aqueles dias de uma luz tão mansa Que me deixavam, sempre, de lembrança, Algum brinquedo novo à minha porta... Mas veio um vento de desesperança Soprando cinzas pela noite morta! E eu pendurei na galharia torta Todos os meus brinquedos de criança... Estrada afora após segui... Mas, ai, Embora idade e senso eu aparente, Não vos iluda o velho que aqui vai: Eu quero os meus brinquedos novamente! Sou um pobre menino... acreditai... Que envelheceu, um dia, de repente!... (QUINTANA, Mario. Melhores poemas. São Paulo: Global, 2005) No poema, o eu lírico dirige-se explicitamente a seu leitor no seguinte verso: