Da mesma forma que a rede das relações de poder acaba formando um tecido espesso que atravessa os aparelhos e as instituições, sem se localizar exatamente neles, também a pulverização dos pontos de resistência atravessa as estratificações sociais e as unidades individuais. E é certamente a codificação estratégica desses pontos de resistência que torna possível uma revolução, um pouco à maneira do Estado que repousa sobre a integração institucional das relações de poder. É nesse campo das correlações de força que se deve tentar analisar os mecanismos de poder. FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. Rio de Janeiro: Graal, v.1, 1988, p.107 Foucault analisa o poder, considerando-o como uma rede de relações e correlações de força, de tal modo que, ao considerar o Estado e a Lei, irá deixar de lado noções importantes ao pensamento político moderno, como