A variação é constitutiva das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Assim, quando se fala em ?Língua Portuguesa? está se falando de uma unidade que se constitui de muitas variedades. Embora no Brasil haja relativa unidade linguística e apenas uma língua nacional, notam-se diferenças de pronúncia, de emprego de palavras, de morfologia e de construções sintáticas. [...] Para cumprir bem a função de ensinar a escrita e a língua padrão, a escola precisa livrar-se de vários mitos: o de que existe uma forma ?correta? de falar, o de que a fala de uma região é melhor do que a de outras, o de que a fala ?correta? é a que se aproxima da língua escrita, o de que o brasileiro fala mal o
português, o de que é preciso ?consertar? a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. BRASIL, Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução. Brasília: MEC/SEF, 1998 p. 29 e 31. Adaptado. De acordo com os PCN, é essencial que o professor esteja consciente de que essa variação existe para que ele possa ajudar os alunos a ampliar sua competência discursiva, sem desvalorizar os usos que fogem à língua padrão. A mistura de tratamento entre as formas de 2 e 3 pessoas no uso dos pronomes pessoais é um dos aspectos em que se evidencia essa variação. Nas letras de canções populares brasileiras, apresentadas a seguir, são observados exemplos dessa natureza, EXCETO em: