O Lavrador Esse homem deve ser de minha idade ? mas sabe muito mais coisas. Era colono em terras mais altas, se aborreceu com o fazendeiro, chegou aqui ao Rio Doce quando ainda se podia requerer duas colônias de cinco alqueires ?na beira da água grande? quase de graça. Brocou a mata com a foice, depois derrubou, queimou, plantou seu café. Explica-me: ?Eu trabalho sozinho, mais o menino meu.? Seu raciocínio quando veio foi este: ?Vou tratar de cair na mata; a mata é do governo, e eu sou fio do Estado, devo ter direito.? Confessa que sua posse até hoje não está legalizada: ?Tenho de ir a Linhares, mas eu magino esse aguão...? BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio Janeiro: Record, 2004. Nesse texto, as falas do homem descrito pelo narrador são marcadas por aspas e algumas palavras grafadas em itálico. Esses destaques caracterizam uma variedade linguística