O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger, a realidade humana. Assim, não há natureza humana, visto que não há Deus para a conceber. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência: o homem não é mais que o que ele faz. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade de sua existência. SARTRE, J. P. O existencialismo é um humanismo. Seleção de textos de José Américo Motta Pessanha traduções de Virgílio Ferreira et al. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 6. Com base no texto e nos conhecimentos acerca da concepção de condição humana no pensamento de Sartre, avalie as alternativas que se seguem. I. A natureza humana é elemento constitutivo da condição humana e oculta, ao mesmo tempo, o sentimento de opressão e o movimento de dignificação que faz o homem tomar consciência de sua liberdade. II. A condição humana manifesta a importância da responsabilidade, que é indispensável à realização da nossa existência. III. A condição humana traduz a natureza humana, na medida em que esta é a que dá o impulso para a existência. IV. A noção de ?projeto? e a consequente ação que a ?ética da responsabilidade? implica expressam os fundamentos da condição humana. É correto apenas o que se afirma em