Assim, pois, a inteligência de Deus constitui a medida de tudo, não podendo, porém, ser medida ou comensurada por ninguém e por nada, ao passo que as coisas da natureza são ao mesmo tempo comensurantes e comensuradas. Ao contrário, a nossa inteligência é comensurada; é também comensurante, não porém em relação às coisas criadas, mas em relação aos produtos do engenho humano. Portanto, o objeto natural está colocado entre duas inteligências e se denomina verdadeiro segundo a sua conformidade com ambas. Segundo a conformidade com a inteligência divina, a coisa criada se denomina verdadeira, na medida em que cumpre a função para a qual foi destinada pela inteligência divina. Segundo a conformidade com a inteligência humana, a coisa criada se denomina verdadeira, na medida em que é apta a fornecer por si mesma uma base para um julgamento correto. AQUINO, T. Questões discutidas sobre a verdade. In: Sto Tomás de Aquino/ Dante Alighieri/John Duns Scot/William of Ockam. 1. ed. São Paulo: Abril, 1973. (Coleção Os Pensadores). p. 23-59. Considerando o trecho acima, em que Tomás de Aquino discute a questão da verdade, analise as afirmações abaixo. I. A inteligência humana é a medida das coisas criadas. II. A medida de nossa inteligência são as coisas da natureza. III. A conformidade do objeto natural com a inteligência divina é posterior à conformidade com a inteligência humana. IV. A conformidade do objeto natural com a inteligência divina é anterior à conformidade com a inteligência humana. V. A conformidade do objeto natural com a inteligência divina é simultânea à conformidade com a inteligência humana. É correto apenas o que se afirma em