Da proposição de que todo o pensamento é um signo segue-se que todo pensamento, como signo que é, deve dirigir-se a outro, determinar outro pensamento. O que constitui uma versão do conhecido axioma, segundo o qual, na intuição, isto é, no presente imediato, não há pensamento, ou ainda que o refletido tem passado. Hinc loquor inde est. Qualquer pensamento requer o ter havido outro pensamento, da mesma forma que o momento passado requer uma série infinita de momentos PEIRCE, C. Escritos publicados. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983. Na passagem acima, Peirce trata da relação entre signo e pensamento, da qual se depreende que