Luís, do sexo masculino, solteiro, 25 anos de idade, ajudante de produção, sofreu acidente de trabalho com uma serra elétrica fraturando o membro superior direito (membro dominante) com lesão do nervo radial. Foi submetido à intervenção cirúrgica para reconstrução tendinosa e redução das fraturas de braço e antebraço direito. Após cinco dias, foi realizada a cobertura cutânea, por meio de enxertia. A imobilização (fixador externo) foi retirada após 51 dias, sendo substituída por tala gessada durante 10 dias. Na avaliação, o terapeuta ocupacional detectou aderência cicatricial importante na área do enxerto, funções simpáticas e sensibilidade sem alterações, sem edema nem relato de quadro álgico. No teste de força muscular, a preensão palmar, flexão de cotovelo e flexão de punho apresentaram grau 4, a extensão de cotovelo e supinação apresentou grau 3 e a extensão de punho e dedos, grau 1. Na avaliação goniométrica, foi detectada alteração nas amplitudes articulares em movimento ativo de extensão de punho e dedos e abdução do polegar. Em relação às condutas que devem ser incluídas na fase inicial do tratamento de Luís, o terapeuta ocupacional deve I. realizar atividades com diferentes texturas para auxiliar no processo de reeducação da sensibilidade na área inervada pelo nervo radial. II. realizar treino de força muscular para os extensores de punho e dedos com peso e elásticos. III. confeccionar uma órtese para prevenção de deformidade em garra com material termoplástico. IV. realizar alongamentos de toda a musculatura flexora de punho e dedos, bem como do adutor do polegar. V. confeccionar adaptações para as atividades de vida diária (AVD) e realizar o treino funcional com as mesmas. Estão corretas apenas as condutas