A terapeuta ocupacional do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de determinado território fez uma visita domiciliar ao Sr. Manoel, que tem 47 anos de idade e está desempregado. Trabalhava como vendedor ambulante, mas, há três meses, sofreu um atropelamento. Após processo de reabilitação física, readquiriu a marcha, mas perdeu a agilidade para a deambulação exigida para seu trabalho. Foi orientado pelo médico a procurar uma fonte de renda que lhe permita trabalhar em casa, visando alternar as posições de repouso, marcha com apoio e marcha livre. A renda advinda de sua atividade profissional é indispensável ao Sr. Manoel e à sua família, pois apenas o trabalho informal não lhe garante sobrevivência e direitos trabalhistas. Assim, o terapeuta ocupacional, junto com a equipe do CRAS, fez um levantamento com a família e com sua rede social, que manifestaram interesse e disponibilidade para dialogar e criar estratégias de geração de renda para o Sr. Manoel e para outras pessoas da vizinhança. A equipe realizou atividades de mobilização social e promoção de adaptações no ambiente físico doméstico e comunitário para a organização de uma cooperativa na qual os conhecimentos do Sr. Manoel e das outras pessoas sejam aproveitados e valorizados, e suas limitações sejam respeitadas. Na situação apresentada, identifica-se que é objetivo do terapeuta ocupacional