Carolina, 26 anos de idade, professora do primeiro ciclo da educação básica da rede privada de ensino, procurou o serviço de fonoaudiologia da sua cidade devido a quadro alérgico de repetição e consequente sintomatologia de rouquidão e fadiga vocal, com duração de cerca de um mês. O exame vídeo-estroboscópio indicou fenda glótica triangular, e foi feito encaminhamento para fonoterapia. Na anamnese fonoaudiológica, detectou-se que a paciente é fumante, bebe socialmente, é alérgica a poeira, ingere com frequência chocolate e café, além de água gelada logo após a ingestão de bebidas quentes. Apresenta tosse constante, pigarreia com frequência e fica rouca com facilidade. Tem fadiga vocal no final do dia de trabalho. Diante desse quadro clínico, avalie as seguintes condutas do fonoaudiólogo. I. Estabelecer uma programação fonoterápica que introduza a necessidade de mudança de hábitos em relação ao uso da voz, de modo que o prognóstico do caso seja favorável, assim como a melhora global da paciente. II. Orientar quanto à ingestão de bebidas quentes antes da entrada em sala de aula, com o objetivo de aquecimento das pregas vocais para o adequado uso da voz profissional. III. Utilizar a técnica de fonação inspirada, visando ao fechamento da fenda glótica triangular médio-posterior, pois ocorre o predomínio voluntário da ação muscular fonatória. IV. Orientar quanto à redução da ingestão de chocolates, leites e derivados e choques térmicos, de modo a diminuir a produção de muco e, consequentemente, a melhora do seu quadro vocal global.
V. Empregar a técnica de ataques vocais bruscos para que haja um efetivo fechamento da fenda glótica triangular médio- posterior, pois isso ajuda na construção de um novo referencial de imagem corporal e vocal. Apresentam reais aplicações clínicas para o quadro de fenda glótica triangular médio-posterior, evidenciado no exame de Carolina, apenas as condutas