O teste laboratorial realizado por meio de um equipamento situado fisicamente fora da área de um laboratório clínico é designado de teste laboratorial remoto - TLR (também chamado teste laboratorial portátil - TLP, do inglês Point-of-care testing- POCT). Estimativas atuais preveem que, nos próximos dez anos, cerca de 85% dos testes laboratoriais serão realizados fora de um laboratório central, o que configurará um movimento de descentralização que deve ser incorporado por várias entidades profissionais. A ANVISA disciplina a matéria, definindo as regras a serem observadas pelo gestor laboratorial para a implantação de TLR em empresas diagnósticas. Considerando a tendência de descentralização e a regulamentação da ANVISA, avalie as seguintes afirmativas. I. O laboratório clínico não é responsável pela promoção e manutenção de registros dos processos de educação permanente para os usuários dos equipamentos de teste laboratorial remoto (TLR), sendo esta função de responsabilidade dos próprios profissionais que executam TLR. II. O responsável técnico pelo laboratório clínico pode se responsabilizar tecnicamente por todos os TLR realizados dentro da instituição e em qualquer local, ou pode delegar a responsabilidade técnica a outros profissionais para os atendimentos em hospital-dia, em domicílios e coleta laboratorial em unidade móvel. III. A execução dos TLR (Point-of-care) deve estar vinculada a um laboratório clínico, posto de coleta ou serviço de saúde pública ambulatorial ou hospitalar, mesmo que esta prática esteja apoiada na filosofia de gestão por descentralização. IV. O laboratório clínico deve manter registros dos controles da qualidade de TLR, bem como dos procedimentos para a realização dos mesmos. É correto apenas o que se afirma em