A luz, sob determinadas condições, contribui para acelerar processos de estruturação e de degradação de materiais poliméricos, assim como ajuda a avaliar a sua composição. Essa estreita interação, em suas múltiplas facetas, é a base de estudos recentemente desenvolvidos, cujos resultados são interessantes, principalmente, para a área odontológica. No caso dos compósitos de resinas utilizados em tratamentos dentários, uma das pesquisas realizadas teve como foco avaliar, com auxílio da luz ultravioleta (UV), a resposta fluorescente da restauração, ou seja, verificar se ela apresentava o mesmo comportamento de um dente natural, que possui uma fluorescência própria, originada de um peptídeo chamado piridinolina, presente no colágeno da dentina. Dependendo do material utilizado, a restauração aparece na cor preta, enquanto o dente emite uma radiação branco-azulada quando exposto a luz UV. É como se existisse um buraco no lugar da restauração. Isso ocorre porque a composição da resina pode não conter agentes fluorescentes, em geral compostos de terras-raras, que também têm aplicação em tecnologias diversas como lâmpadas fluorescentes, vidros e fibras ópticas. Aplicações como essa estão diretamente associadas às propriedades físico-químicas dos polímeros, principalmente seus comportamentos mecânico e térmico. Em relação a polímeros termofixos ou termoplásticos, assinale a opção correta.