Quanto à ocorrência de anormalidades dentofaciais, os dados obtidos no levantamento epidemiológico realizado na população brasileira ? Projeto SB Brasil 2003 ? mostraram: prevalência de 14,5% de problemas oclusais moderados ou severos na idade de 5 anos e prevalência de 21% da condição oclusal muito severa ou incapacitante nas crianças de 12 anos. Com base no exposto e considerando os possíveis fatores etiológicos das más-oclusões, a abordagem coletiva das anormalidades dentofaciais, mediante ações de promoção à saúde na atenção básica, deve incluir as seguintes medidas: I ? atenção e identificação dos principais fatores de risco, salientando-se que as más-oclusões não são afetadas diretamente pela condição socioeconômica; II ? identificação dos indivíduos ou comunidades com más-oclusões severas ou incapacitantes, por meio de ações epidemiológicas periódicas; III ? aconselhamento e acompanhamento de gestantes a respeito dos cuidados durante o parto e período puerperal, estimulando a amamentação no peito por período mínimo de 6 meses; IV ? prevenção da cárie dentária, já que a perda precoce de dentes decíduos é um dos principais fatores etiológicos das más-oclusões. Estão corretas as medidas