Questões de SociologiaSEEDUC-RJ 2015

31 questões da prova Diversas 2015, com gabarito oficial conferido. As duas primeiras são gratuitas.

Questão 1SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Para Marx e Engels “A história de todas as sociedades até nossos dias é a história da luta de classes”. A clássica afi rmação, presente no Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels, apresenta a defi nição dos autores para como ocorrem, em sociedade, os processos de mudança e transformação. Em tal perspectiva, denominada materialismo histórico, a relação entre opressores e oprimidos é marcada:

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Questão 2SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Para Durkheim, “Não há povo em que não exista certo número de ideias, sentimentos e práticas que a educação deve inculcar a todas as crianças, indistintamente, seja qual for a categoria social a que pertençam”. Émile Durkheim é considerado um pensador preocupado com a questão da ordem social. Em seus estudos sobre Educação, destaca que a importância desta, em relação à vida social, é de ter uma função:

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Questão 3SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Hanna Arendt, em seu livro O que é Política?, afirma que o pensamento político baseia-se em essência:

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Questão 4SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em “As Etapas do Pensamento Sociológico” (2002), Raymond Aron afi rma que cada autor por ele tratado como “primeira geração da sociologia” possui uma concepção da sociedade moderna e de seus desafi os e tendências. Nesse sentido, Aron afi rma que, para Tocqueville, a sociedade moderna seria caracterizada pela:

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Questão 5SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Segundo Durkheim (s/d.), “Éuma ilusã o acreditar que podemos educar nossos fi lhos como queremos”. Para o autor, o que determina o tipo de educação em cada sociedade:

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Questão 6SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em termos da metodologia das ciências sociais, a proposição de Durkheim para o estudo dos fenômenos sociais é analisá- los como:

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Questão 7SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Santos (1996), ao analisar a década de 1980 e 1990, chama a atenção para o embricamento temporal entre o processo de Globalização, a decorrente internacionalização da economia, e as diferentes experimentações sociais de formulação de alternativas ao modelo de desenvolvimento econômico e social do capitalismo. No que tange à democracia e à cidadania, o autor destaca o aparecimento de fenômenos sociais que representariam uma das consequências desse embricamento, tanto nos países centrais quanto nos periféricos. O autor faz referência ao surgimento de:

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Questão 8SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em “O mal-estar na pós-modernidade”, Bauman (1998) apresenta os ‘tipos’ que personifi cam o período contemporâneo: o turista e o vagabundo, em oposição aos ‘tipos’ modernos; os arrivistas e os párias que, como nômades, são caracterizados por estar sempre em movimento, mas buscando um lugar para permanecer. Nesse sentido, o que caracterizaria a pós- modernidade para o autor é:

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Questão 9SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

“Acreditando, como Max Weber, que o homem é um animal amarrado a teias de signifi cados que ele mesmo teceu, assumo a cultura como sendo essas teias e sua análise; portanto, não como uma ciência experimental em busca de leis, mas como uma ciência interpretativa, à procura do signifi cado” (Geertz,1989). A partir desse fragmento, pode-se classifi car tanto a antropologia de Geertz como a sociologia de Weber como:

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Questão 10SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

De acordo com Néstor Garcia Canclini (1999), 95% da programação televisiva no México é de produções norte- americanas. Para o autor, para além das análises que identifi cam nesse dado um exemplo da força da indústria cultural de massas, pode-se também usar o consumo para refl etir sobre processos socioculturais mais amplos, como o surgimento de comunidades transnacionais ou desterritorializadas de consumidores, onde se compartilham outras modalidades de sentido social que não a nacionalidade, por exemplo. Neste sentido, Canclini chama atenção para o fenômeno de transformação:

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Questão 11SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Raymond Aron (2002), ao apresentar a obra “Da divisão do Trabalho Social“, de Émile Durkheim, chama a atenção para a distinção entre os conceitos de solidariedade mecânica e orgânica, que corresponderiam à duas formas extremas de organização social. Para caracterizar os dois tipos ele utiliza, respectivamente, os termos:

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Questão 12SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Segundo Bobbio (2000), autores como Rousseu, Maquiavel e Bodin não classifi cam a ditadura como uma forma de governo corrompida; ela poderia ser justifi cada em momentos de excepcionalidade. Contudo, Bobbio afi rma que o que distinguiria a ditadura de formas negativas de governo como a tirania e o despotismo seria sua natureza:

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Questão 13SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, Max Weber investiga a relação entre a ascese religiosa em sua versão protestante e as raízes culturais do capitalismo. Neste sentido, o autor não defende a sobredeterminação do cultural sobre o econômico, mas argumenta que entre os dois fenômenos há uma relação de:

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Questão 14SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Os fundadores da Sociologia, entre eles Augusto Comte, analisam em seus trabalhos mudanças sociais profundas que marcaram a Europa dos séculos XVIII e XIX. Para Comte, o momento por ele analisado era de derrocada da sociedade teológica e militar e sua substituição pela sociedade:

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Questão 15SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Gilberto Velho, no livro “Individualismo e Cultura” (1999), discute a relação indivíduo e sociedade argumentando que, apesar das determinações sociais, existe na sociedade margem de manobra para opções e alternativas, ou seja, para que o sujeito decida e escolha caminhos específi cos. Para realizar essa refl exão, o autor utiliza a noção de:

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Questão 16SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Segundo Weber, quando o exercício do poder é visto como legítimo trata-se de dominação, que ele classifi ca em três tipos. Um deles é caracterizado pela confi ança na ordem, nas regras e na competência técnica dos que exercem a dominação. A esse tipo (puro) de dominação, o autor nomeia como:

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Questão 17SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Para Sérgio Buarque de Holanda (2005), um dos traços fundantes de nossa identidade, resultado de nosso passado de colônia portuguesa, seria a rejeição à impessoalidade e a busca por tratamentos especiais em situações que seriam, em outras culturas, tratadas a partir de critérios de universalidade - o famoso “jeitinho brasileiro”. Essa característica da identidade brasileira foi nomeada pelo autor como:

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Questão 18SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Segundo Norberto Bobbio (2000), “Diante da variedade de formas de governo, há três posições possíveis: (A) todas as formas existentes são boas; (B) todas são más; (C) algumas são boas, outras são más”. Neste sentido, o autor argumenta que o cientista social e o escritor político buscam não apenas descrever as formas de governo, mas também aprová-las e desaprová-las, produzindo uma tipologia que classifi ca como:

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Questão 19SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em “Um Jogo Absorvente: Notas sobre a briga de galos balinesa”, Geertz (1989) compara a briga de galos realizada em Bali com a apreciação de obras de arte, e demonstra como é possível compreender a mentalidade do balinês a partir de sua relação com o embate ali travado: “É apenas na aparência que os galos brigam ali – na verdade, são os homens que se defrontam”. Nesse sentido, também a briga de galos balinesa é:

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Questão 20SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Boaventura de Sousa Santos, em “Pela Mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade” (1994), argumenta que o pós-marxismo da década de 1980 teria como traço principal ser “antirreducionista, antideterminista e processualista”. Como exemplo de tal pós-marxismo, destaca, fora dos países centrais, os estudos sobre novos movimentos sociais e sobre a transição democrática na América Latina e os estudos sobre contextos coloniais e pós-coloniais, na Índia. Segundo ele, o reducionismo econômico seria criticado por não permitir a contextualização, em seus próprios termos, de fatores:

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Questão 21SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

No fragmento “Uma mercadoria, portanto, é algo misterioso simplesmente porque nela o caráter social do trabalho dos homens aparece a eles como uma característica objetiva estampada no produto deste trabalho (...)”, Marx apresenta seu argumento sobre o “fetichismo da mercadoria”. Refere-se à noção de que o valor das mercadorias é apresentado aos trabalhadores que as produzem como uma equivalência entre esses produtos quando, na verdade, trata-se de:

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Questão 22SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

“Os mal-estares da pós-modernidade provêm de uma espécie de liberdade de procura do prazer que tolera uma segurança individual pequena demais”. Ao comparar a pós-modernidade, como defi nida acima, com a modernidade, que seria caracterizada por menos liberdade e mais segurança (e mal-estar), Bauman (1998) busca analisar a atualização do importante conceito sociológico de:

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Questão 23SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Para Max Weber, o que caracterizaria o capitalismo moderno por ele analisado seria a busca por efi cácia na realização dos objetivos, conceito expresso na categoria:

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Questão 24SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Quando Marx e Engels escrevem sobre luta de classes no “Manifesto do Partido Comunista” estão utilizando como critério para diferenciação dos grupos sociais:

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Questão 25SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em uma de suas principais formulações na obra “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda (2005) afi rma que “somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”. O autor busca analisar, a partir dessa constatação, as instituições, formas de convívio e ideais brasileiros, e considera como fator dominante nas origens da sociedade brasileira:

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Questão 26SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Após a 2ª Guerra Mundial, o campo da teoria social estava bastante centralizado em torno do que Giddens e Turner (1999), em “Teoria Social Hoje”, defi niram como ‘empirismo lógico’, ou seja, que a ciência social deveria ter os mesmos critérios de validade e procedimento que a ciência natural. A partir dos anos 1970, contudo, os autores identifi cam uma ‘mudança decisiva’ no campo, resultado de novas abordagens teóricas inclusive no campo da ciência natural. A consequência dessa ‘mudança decisiva’ foi:

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Questão 27SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Para muitos pensadores do Pensamento Social Brasileiro, o Brasil dos séculos XIX e XX seria caracterizado por uma estrutura agrária arcaica e por uma consequente ausência de valores cívicos. Ao mesmo tempo, teríamos produzido uma estrutura institucionallegal liberal considerada moderna para os padrões dos países em desenvolvimento. Essa representação do Brasil como moderno e arcaico pode ser condensada na categoria:

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Questão 28SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em Casa-Grande e Senzala, Freyre (2005) discute como a casa grande reuniria ao redor do senhor de escravos todos aqueles que este considerava como seus bens: família, herdeiros, amantes, escravos, agregados, políticos, padres etc., incorporando todos à estrutura da propriedade, ao invés de separar e discriminar. Assim, Freyre apresenta a partir dessa metáfora um dos traços característicos da organização social e política do Brasil denominado:

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Questão 29SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

“Seja como for, a era moderna continua a operar sob a premissa de que a vida, e não o mundo, é o bem supremo do homem (...).” (ARENDT, 1999: 332). Em “A Condição Humana”, Hannah Arendt discute como o advento do cristianismo esvaziou a importância que o espaço público tinha na Antiguidade, ao valorizar a vida e a luta pela sua continuidade, através do labor e do trabalho, em detrimento do pensamento, da refl exão e da participação na vida pública. Expressando uma preocupação presente em outro de seus trabalhos, para a autora, a consequência para o homem moderno dessa inversão de valores é a perda:

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Questão 30SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Para Alexander, em Teoria Social Hoje (apud Giddens & Turner org., 1999), um clássico é um texto que permite ao cientista social aprender com ele tanto quanto com a leitura de um autor contemporâneo. O autor defende que se leia os clássicos para refl etir sobre questões contemporâneas, em oposição a uma abordagem que vê tais obras apenas como:

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Questão 31SEEDUC-RJ·Diversas·2015Sociologia

Em “Individualismo e Cultura”, Velho (1981) defende que o cientista social pode investigar sua própria sociedade, chamando atenção para o fato de que o conhecimento advindo da experiência pessoal não é sinônimo de conhecimento científi co. Para o autor, a investigação sobre a própria cultura pode permitir uma compreensão da complexidade dos fenômenos sociais para além dos “mapas e códigos básicos nacionais e de classe através dos quais fomos socializados”. Para tanto, defende que o cientista social:

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