O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da pesquisa e publicação ‘Regiões de Influência das
Cidades’ (2008) analisou uma série de mudanças e permanências nas redes e hierarquias urbanas do país através da
identificação de características socioeconômicas selecionadas de cada centro (população, PIB municipal, valor adicionado
de atividades econômicas, presença de internet banda larga) e sua centralidade em temas específicos (gestão pública
federal, gestão de empresas privadas, comércio, serviços, rede bancária, rede de televisão etc).
A respeito da temática, é correto afirmar que:
1.Uma característica contemporânea da rede urbana brasileira é a refuncionalização, pela qual centros intermediários
assimilaram novas funções, antes restritas aos centros de mais alta hierarquia.
2.As redes urbanas tradicionais do Nordeste, comandadas por capitais estaduais que concentram, com muitos
centros intermediários, a oferta de equipamentos e serviços, exercem pouca polarização em suas áreas e
reproduzem, em uma escala maior, a descontinuidade espacial e o esvaziamento físico do fenômeno urbano,
espraiando-se pelo país.
3.Os centros que emergiram dos anos 70 para os anos 2000 se localizam predominantemente nos estados do
Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, na região conhecida como MATOPIBA – seguindo a última fronteira agrícola
do Brasil.
4.Nas áreas de ocupação mais antiga, como São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, o quadro é mais estável, e
algumas cidades deixam de exercer maior centralidade, possivelmente com as mudanças em comunicação e
transportes.
5.A rede centralizada por São Paulo abrange parte de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia
e Acre. O Rio de Janeiro tem projeção no próprio estado, no Espírito Santo, no sul da Bahia, e na Zona da Mata
mineira, onde divide influência com Belo Horizonte.
6.A rede de Brasília influi no oeste da Bahia, em alguns municípios de Goiás e no noroeste de Minas Gerais. As
outras redes de influência são centralizadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife,
Salvador, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.
Dos itens acima mencionados, estão corretos apenas: