João, valendo-se da sua condição de servidor público de determinado estado, livre e conscientemente, apropriou-se de
bens que tinham sido apreendidos pela entidade pública onde ele trabalha e que estavam sob sua posse em razão de seu
cargo. João chegou a presentear diversos parentes com alguns dos referidos produtos. Após a apuração dos fatos, João
devolveu os referidos bens, mas, ainda assim, foi denunciado pela prática de peculato-apropriação, crime para o qual é
prevista pena privativa de liberdade, de dois anos a doze anos de reclusão, e multa.
A partir dessa situação hipotética, julgue o item subsecutivo, considerando a disciplina acerca dos crimes contra a
administração pública.
Caso João seja condenado criminalmente, a decretação da perda do seu cargo público, por ser efeito específico da
condenação, deve ser motivadamente declarada em sentença.