Insuficiência aórtica, dissecção de aorta e lesão cerebral irreversível são exemplos de contraindicações para o uso do BIA.
146 questões da prova Diversas 2026, com gabarito oficial conferido. As duas primeiras são gratuitas.
Insuficiência aórtica, dissecção de aorta e lesão cerebral irreversível são exemplos de contraindicações para o uso do BIA.
Durante o esforço, o aumento da fase negativa da onda P nas derivações V1 e(ou) V2 pode ser um sinal de disfunção ventricular esquerda.
A literatura relata que, em casos semelhantes ao descrito, a realização do TE é segura, com incidência de 0,5% de complicações (óbito ou IAM) em até 24 horas após o exame.
Segundo a Sociedade Americana de Ecocardiografia, o ecocardiograma transesofágico seria o exame de imagem cardiovascular de escolha na avaliação de paciente portador de cardioversor/desfibrilador implantável com febre persistente sem etiologia aparente.
Em geral, em situações clínicas similares, o ecocardiograma transesofágico representa uma ferramenta diagnóstica bastante rápida e de fácil execução, com sensibilidade, especificidade e acurácia acima de 90%.
As diferenças anatômicas entre o sistema venoso profundo das extremidades inferiores em comparação às superiores não interferem na obtenção das imagens para o diagnóstico de trombose venosa profunda das extremidades superiores. Ademais, o ultrassom de imagem associado ao doppler apresenta sensibilidade e especificidade semelhantes tanto para o diagnóstico de trombose venosa das extremidades inferiores quanto das extremidades superiores.
Recomendação da Sociedade Americana de Ecocardiografia afirma que, para pesquisa de trombo ou contraste espontâneo, a realização de ecocardiograma transesofágico dispensa a realização prévia de ecocardiograma transtorácico na avaliação de paciente com fibrilação atrial que será submetido a ablação por radiofrequência.
O uso de agentes de contraste ecocardiográfico para obter melhor definição dos bordos endocárdicos do ventrículo esquerdo pode ser feito em estudos de ecocardiografia sob estresse utilizando-se frequências fundamentais e(ou) harmônicas. Está fortemente recomendado o uso dos mesmos agentes com frequências harmônicas e índices mecânicos intermediários (0,2 a 0,6).
Na avaliação da função diastólica, a onda E do fluxo mitral é dependente tanto da pressão do átrio esquerdo quanto do relaxamento ventricular, enquanto a onda E do doppler tecidual do anel mitral depende especificamente do relaxamento ventricular e da idade.
Dados derivados de múltiplos estudos envolvendo grande número de pacientes demonstraram que a realização da ergoespirometria é sempre aceitável e segura, definitivamente útil, de eficácia e efetividade comprovadas na avaliação da resposta a programas de reabilitação cardiovascular.
A disfunção sistólica é considerada moderada.
Na cardiomiopatia hipertrófica, a insuficiência mitral é um achado frequente. Entre as diferenças na identificação da origem do fluxo turbulento (mitral ou via de saída do VE) é que o refluxo mitral tem início logo no começo da sístole e o gradiente do refluxo raramente ser superior a 120 mmHg.
A fração regurgitante é maior que 50%.
Na ecocardiografia, um transdutor setorial de multifrequência com 2 MHz a 4 MHz tem maior resolução de imagem e maior penetração do que um transdutor de multifrequência com 5 MHz a 10 MHz.
Uma resposta tensional sistólica anormal (hipotensão ou elevação inadequada ao esforço) seria considerada um achado de mau prognóstico.
Considerando o teorema de Bayes e a detecção de reestenose no TE de rotina nos primeiros seis meses da angioplastia, o número de TEs falsos positivos é provavelmente maior em um grupo de pacientes após angioplastia por balão do que naquele grupo de pacientes após angioplastia com implante de stent convencional.
Tetralogia de Fallot, atresia tricúspide, estenose pulmonar grave, grande comunicação interventricular e defeito do coxim endocárdico são as principais cardiopatias associadas a crises hipoxêmicas.
Os exercícios isométricos fazem que os grandes grupos musculares se contraiam de forma ritmada, produzindo movimento.
A complicação mais frequente associada à utilização do BIA é a rotura do balão, que leva à embolia gasosa de pequena magnitude.
Na metabolização de uma molécula de glicose no músculo esquelético na via de glicólise anaeróbica, há a produção de 4 moléculas de trifosfato de adenosina (ATP).
Segundo estudo clássico da literatura, foi demonstrado que o retardo na redução da FC no primeiro minuto pós-teste é preditor de mortalidade, independentemente da severidade angiográfica da doença coronária.
O VO2 máx corresponde ao maior volume de oxigênio que o indivíduo pode absorver no nível alveolar pulmonar e transportar até o nível tecidual, durante a realização de uma atividade física máxima no intervalo de tempo de um minuto.
Uma queda de mais de 35 mmHg na PAS, na ausência de queda na PAD, é um sinal típico de disautonomia cardíaca em pacientes com suspeita de cardiopatia isquêmica.
Recomenda-se que o laboratório de ergometria seja minimamente equipado para atendimento de emergência. Nele, devem estar disponíveis: desfibrilador, tanque de oxigênio, cânulas nasais, AMBU, agulhas e seringas, equipos de infusão intravenosa, soluções, esparadrapo, equipamento de sucção, laringoscópio com lâminas de diferentes tamanhos, equipamento de intubação, luvas e tubos orotraqueais.
Existe apenas um tipo de BIA, o bidirecional que possui duas câmaras, desloca o sangue no sentido proximal e distal e produz contrapulsação mais eficaz com relação ao incremento da perfusão coronariana.
A redução da amplitude da onda R durante o esforço físico é de grande valor diagnóstico e está claramente associada à redução do volume sistólico por isquemia da parede anterior.
As recentes diretrizes sobre EI da SEC, baseadas em dados derivados de um número limitado de estudos, recomendam a realização de novo ETE em um período de 7 a 10 dias, para o diagnóstico da EI, nos pacientes que permanecem com alta probabilidade clínica de EI, quando o primeiro ETE de boa qualidade foi negativo. Adicionalmente, na suspeita de infecção por Staphilococcus aureus, orienta-se a realização do ETE em um intervalo de tempo inferior.
A esclerose sistêmica progressiva (esclerodermia), além de poder acometer o miocárdio (levando a fibrose e miocardite), o pericárdio e o endocárdio (com espessamento das valvas mitral e aórtica), também pode associar-se ao infarto do miocárdio com coronárias epicárdicas normais e a distúrbios na formação, condução e excitabilidade do estímulo cardíaco.
São exemplos de indicação de MP provisório: bloqueio atrioventricular de segundo grau, do tipo I (sintomático e que não responde a atropina), bloqueio de ramo alternante, bloqueio atrioventricular total (sintomático) de qualquer etiologia, bloqueio atrioventricular do segundo grau, do tipo II (sintomático), após infarto do miocárdio.
O knock pericárdico é um ruído que se associa à sístole atrial, semelhante à quarta bulha cardíaca. No entanto, é mais precoce e tem frequência sonora mais alta que essa bulha, podendo ser auscultado em pacientes com tamponamento cardíaco.
Nessa doença, a morte súbita cardíaca usualmente é desencadeada por esforço físico e tem como mecanismos básicos a taquicardia ou a fibrilação ventricular, assistolia ou bloqueio atrioventricular total.
A insuficiência cardíaca na cardiopatia chagásica geralmente é biventricular, entretanto, na maioria dos casos, as manifestações de insuficiência ventricular esquerda predominam sobre aquelas decorrentes de falência do ventrículo direito.
Anatomicamente, as artérias renais originam-se perpendicularmente do segmento proximal da aorta abdominal em direção à loja renal em uma angulação próxima a 60º. Portanto, a origem e o segmento proximal das artérias renais são avaliados longitudinalmente por meio de corte transversal da aorta abdominal na região epigástrica. Pelo corte na região epigástrica, dependendo da anatomia e do biotipo do paciente, muitas vezes é correto avaliar quase toda a extensão das artérias renais. Os segmentos distais e o hilo das artérias renais, assim como a mensuração do tamanho renal, nas respectivas regiões lombares, são avaliados por cortes longitudinais e transversais.
Devido à baixa sensibilidade e especificidade, os exames de RMN não são recomendados para a avaliação de pacientes com cardiopatias congênitas.
Considere a seguinte situação hipotética. Uma paciente de 62 anos de idade apresenta subitamente, diminuição da força em membro superior e inferior esquerdos com desvio de rima à direita e duração de trinta minutos. Ela é dislipidêmica, hipertensa, não aderente à terapêutica e sem antecedente de doença cardiovascular. Ao chegar ao hospital, 60 minutos após o início dos sintomas, exibe pressão
arterial de 170 mmHg × 80 mmHg. A paciente está lúcida e se orienta no tempo e no espaço. Os demais dados do exame físico e neurológico não apresentam alterações significativas. A tomografia de crânio sem contraste, o ecocardiograma transtorácico e o eletrocardiograma estão normais. Nessa situação, a realização de um ecocardiograma transesofágico seria imprescindível para a pesquisa da etiologia, bem como para dirigir o tratamento.
Segundo as Diretrizes da SBC, para avaliação da presença ou ausência de trombo no átrio esquerdo, em pacientes com indicação para valvotomia mitral percutânea com balão, há dados favoráveis à realização do ecocardiograma transesofágico na estenose mitral.
As vegetações ovoides e estéreis encontradas nas valvas mitral e aórtica, chamadas de endocardite de Liebman e Sacks, são consideradas patognomônicas de artrite reumatoide juvenil.
O espessamento da parede da aorta, quando de origem traumática, tende a ser semilunar e afeta mais frequentemente a aorta ascendente e pode estar, ou não, associado a hematoma mediastinal.
O paciente em questão apresenta dessincronia interventricular.
Redução da pressão arterial sistólica em repouso e dos níveis de triglicerídios, aumento da fração HDL do colesterol e da tolerância à glicose são modificações benéficas induzidas pelo treinamento físico regular.
O condicionamento físico se dá após 3 a 6 meses de reabilitação e resulta no aumento do consumo máximo de oxigênio ( máx), na redução da frequência cardíaca concomitante a aumento do volume sistólico, no aumento de fibras de encurtamento lento (vermelhas), e na redução do nível de catecolaminas sanguíneas, entre outros.
São exemplos de indicações clássicas para o uso do BIA: suporte hemodinâmico durante ou após o cateterismo cardíaco em pacientes com lesão de tronco da artéria coronária esquerda, isquemia miocárdica refratária ao tratamento clínico e choque cardiogênico.
Nas duas condições clínicas, a veia cava inferior está dilatada, entretanto a pressão arterial pulmonar estimada pelas diversas formas encontra-se elevada na cardiomiopatia restritiva e na pericardite constritiva.
O escore de Wilkins indica que a lesão mitral estenótica é grave e passível de tratamento com plastia por balão.
O monitor do console do BIA possui dois ajustes básicos, um para comandar a insuflação e outro para o esvaziamento. Cada ajuste permite que se varie a posição de uma barra vertical sobre o traçado do ECG e a posição dessa barra em relação ao traçado define o ponto em que o evento deve ocorrer.
O volume do átrio esquerdo está discretamente aumentado.
Apenas com essas informações, não é possível calcular o volume através de qualquer valva nessas fases do ciclo cardíaco.
Julgue o item abaixo, relativo ao TE para avaliação precoce do infarto agudo do miocárdio. Conforme as II D-TE-SBC, dados derivados de múltiplos estudos envolvendo grande número de pacientes revelam que a realização do TE para avaliação precoce e tardia, após o infarto agudo do miocárdio (IAM) de evolução não complicada, é aceitável, segura e de eficácia e efetividade comprovada. Portanto, nessas condições, o TE está definitivamente recomendado.
A indicação do TE para essa paciente, para fins de avaliação de sintomas e capacidade funcional antes de participação em atividades atléticas, é considerada como classe IIa, conforme Diretrizes de Valvopatias da SBC.
Pacientes no primeiro mês após revascularização completa das artérias epicárdicas, mesmo sem reestenose, podem permanecer com TE positivo, possivelmente por doença microvascular. Isso é mais observado em pacientes diabéticos ou hipertensos com hipertrofia ventricular esquerda.
Conforme as II D-TE-SBC, a queda da FC com a progressão do esforço apresenta alta correlação com doença isquêmica, sendo critério absoluto para interrupção do esforço.
Segundo a II D-TE-SBC, a solicitação da ergoespirometria para prescrição de exercício em atletas de elite é considerada de grau A e nível de evidência 2.
Uma resposta normal da PA no teste de esforço é representada por um aumento progressivo da PAS, proporcional à carga de trabalho realizado, até cerca de 220 mmHg. Já a PAD tem pequenas variações de mais ou menos 10 mmHg.
O aumento da amplitude da onda Q durante ou após a fase de esforço é forte indício de isquemia miocárdica septal.
Recomenda-se que, durante e na recuperação do teste de esforço, sejam utilizados esfigmomanômetros automáticos, pois esses aparelhos, ao medirem a pressão arterial diastólica (PAD) no esforço máximo, têm maior acurácia.
O duplo produto, frequência versus pressão arterial sistólica (PAS), tem excelente relação com o VO2 máx.
Segundo a American Heart Association e a SEC, não é recomendado o acompanhamento ecocardiográfico do paciente com diagnóstico de EI após tratamento clínico, com o intuito de avaliar a função cardíaca, a morfologia e a função valvar.
A redistribuição do fluxo sanguíneo durante o exercício decorre de ajustes que garantem vasodilatação na musculatura ativa. Isso ocorre exclusivamente mediante ativação simpática, por vias colinérgicas, e vasoconstrição compensatória em locais de baixo trabalho muscular.
No desligamento do MP provisório/externo, a interrupção da estimulação deve ser preferencialmente feita de forma abrupta, para que se evite o risco de um longo período de assistolia.
A tomografia computadorizada espiral representa, atualmente, exame de imagem útil para confirmar a principal hipótese diagnóstica para esse paciente.
O processo de comunicação entre os membros da equipe de saúde deve permitir o intercâmbio de informações e a construção de unidade, criando perspectivas únicas de trabalho, com o investimento integrado de conhecimentos em favor do paciente e de seu tratamento.
A dor torácica é uma manifestação comum nessa cardiopatia e está associada, frequentemente, à obstrução leve a moderada das artérias coronárias subepicárdicas.
Com os exames de RMN é possível medir-se, de forma não invasiva e com alta acurácia e reprodutibilidade, a fração de ejeção ventricular, mas ainda há sérias limitações no que diz respeito à avaliação dos volumes ventriculares.
Evidências têm claramente demonstrado que as pacientes com esse diagnóstico devem receber terapia imunossupressora empírica (azatriopina + prednisona) por, no mínimo, 6 meses.
Atualmente, é muito satisfatória a acurácia para a detecção de múltiplas estenoses no mesmo segmento arterial com as técnicas de UD colorido e power doppler. Isso permite afirmar que a sensibilidade do método para detecção da primeira estenose é semelhante à detecção das estenoses a jusante.
Considere a seguinte situação hipotética. Para um paciente com fibrilação atrial permanente, com duas tentativas prévias e de sucesso de cardioversão, mas com recidiva recente da arritmia, decidiu-se instituir anticoagulação oral e controle da frequência cardíaca em vez de nova cardioversão. Nessa situação, o mais razoável e aceitável seria a realização de ecocardiograma transesofágico para a pesquisa de trombo ou contraste espontâneo.
O ciclo de enchimento/esvaziamento do BIA deve ser ajustado em sincronia, de preferência, com a onda P do eletrocardiograma (ECG), pois representa o primeiro evento do ciclo elétrico cardíaco.
Para um paciente que será submetido a cirurgia de ressecção transuretral de próstata, que exceto pela sua baixa tolerância ao esforço, devido à obesidade e ao sedentarismo, não apresente preditores clínicos de risco para a intervenção cirúrgica proposta, o ecocardiograma sob estresse será indicado, pois o exame é apropriado para diagnóstico de doença arterial coronária e consequente estratificação de risco perioperatório.
A diferença de 150 ms entre o tempo de incursão do septo e a parede posterior pode ser considerada normal na presença de distúrbio da condução.
O nível de intensidade do exercício físico pode ser definido com base em três elementos: o máx, a frequência cardíaca e a percepção subjetiva do esforço.
O ecocardiograma transesofágico pré-operatório de rotina é útil e eficaz para estabelecer a base anatômica da insuficiência mitral e orientar a correção cirúrgica, desde que se preserve, sempre que possível, a valva nativa.
Na avaliação do doppler tecidual do anel mitral, as velocidades das ondas S, E e A na cardiomiopatia restritiva habitualmente são maiores que
Considerando as dimensões das cavidades esquerdas, a insuficiência mitral provavelmente é aguda.
Há evidências de que o TE não é uma ferramenta adequada para a avaliação da capacidade funcional e da resposta sintomática dessa paciente.
Comparando o TE com exames de imagem, uma metanálise demonstrou que a utilização de um método de imagem com estresse, como o ecocardiograma ou a cintilografia de perfusão miocárdica, apresenta melhor especificidade para a detecção de reestenose que o uso do TE isoladamente.
A incompetência cronotrópica pode ser utilizada para predizer a ocorrência de eventos cardíacos fatais e não fatais, apenas em indivíduos com doença coronária conhecida.
O TE pode ser útil para distinguir pacientes com bradicardia de repouso, com frequência cardíaca normal ao esforço atletas, por exemplo , daqueles com disfunção do nó sinusal.
Os achados sugerem discreto aumento da pressão arterial pulmonar.
A área valvar mitral estimada é maior que 1,0 cm².
Conforme os conceitos de Wasserman, o primeiro limiar ventilatório ou anaeróbio é caracterizado pela perda da linearidade da relação entre VE e VCO2 (VE/VCO2 mais baixo, antes de aumento progressivo) e queda de PET CO2 ou FE CO2 (PET CO2 ou FE CO2 mais alto, precedendo sua queda abrupta).
Baixa tolerância ao esforço tem-se apresentado como o maior marcador prognóstico do TE pós-infarto, permitindo identificar grupos de pacientes com risco quatro vezes maior para eventos cardiovasculares futuros.
O VO2 máx não é influenciado por idade, peso corporal, gênero e grau de treinamento do indivíduo, dependendo apenas da atividade de bombeamento do coração e do tamanho do leito capilar.
Nessa situação, o risco de embolia pulmonar é alto, conforme avaliado pelo escore de Wells.
Trabalhos recentes têm demonstrado que se trata de uma doença de caráter genético, autossômico recessivo.
A terapêutica básica consiste em aumentar a resistência periférica (posição genupeitoral), sedação e administração de medicamento digitálico, por via intravenosa.
É recomendado que seja afixada uma escala impressa de percepção do esforço, usando-se o escore de Borg, seja o original ou o modificado, em uma parede, permitindo sua clara visualização pelo paciente. O paciente deve ser esclarecido sobre seu uso antes de iniciar o exame.
Tensão intramiocárdica, contratilidade e frequência cardíaca (FC) são importantes fatores que influenciam o consumo de oxigênio pelo miocárdio (MVO2).
Quando se observa a estimulação simultânea do diafragma durante a estimulação cardíaca artificial com MP provisório unicameral (em modo VVI), devem-se considerar basicamente três possibilidades: que a corrente de saída esteja muito elevada, que o cabo-eletrodo esteja em posição inapropriada ou que teria havido perfuração miocárdica.
É fundamental o trabalho em equipe multiprofissional na UC, pois a integração entre os diferentes profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais etc.) servirá como instrumento facilitador na abordagem dos pacientes, possibilitando uma atuação mais dinâmica e multidimensional.
O tratamento medicamentoso profilático desse tipo de crise é feito com o uso de propranolol.
Um paciente que tenha história de insuficiência cardíaca e que no momento apresente insuficiência cardíaca leve, e cuja capacidade funcional ao teste ergométrico seja menor do que 7,5 METs (equivalentes metabólicos) e com fração de ejeção de 40% avaliada no ecocardiograma de repouso, deve ser classificado como tendo baixo risco para a realização de exercícios físicos.
Na hipertensão pulmonar reumatoide, a pressão venosa pulmonar é normal e o processo parece ser causado por hiperviscosidade, fibrose intersticial, bronquiolite obliterativa e vasculite pulmonar.
A sensibilidade do ecocardiograma transtorácico para o diagnóstico de EI varia de 40% a 63%. Desse modo, as diretrizes sobre a EI, publicadas pela Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), sustentam que a realização do ETE para o diagnóstico da EI é aceitável, efetiva e clinicamente útil, mesmo em pacientes de baixa probabilidade clínica e com o acompanhamento ecocardiográfico de boa qualidade e negativo.
O índice de pulsatilidade é importante elemento diagnóstico na avaliação da doença arterial obstrutiva periférica pelo ultrassom vascular com doppler (UD) contínuo. O grau de elevação desse índice entre um segmento anatômico adjacente proximal e distal é diretamente proporcional à severidade da doença arterial obstrutiva.
Segundo recomendações da Sociedade Americana de Ecocardiografia para avaliação ecocardiográfica das próteses valvares, é muito importante o diagnóstico diferencial entre trombo e pannus na avaliação das complicações tardias das próteses valvares. Do ponto de vista ecocardiográfico, quando comparados com os trombos, os pannus geralmente são maiores e apresentam uma densidade mais suave no ultrassom, similar à do miocárdio. Caracteristicamente, os pannus estão mais associados às próteses aórticas e estendem-se para além do anel valvar. As obstruções em homoenxertos aórticos são mais frequentes por pannus do que por trombos.
Em geral, em situações clínicas similares, embora o ecocardiograma transtorácico tenha sensibilidade semelhante à do ecocardiograma transesofágico, sua especificidade é menor que 70%.
Para um paciente sem dor torácica, com diagnóstico clínico recente de insuficiência cardíaca, com função sistólica do ventrículo esquerdo normal e risco intermediário de doença cardiovascular pelo escore de Framinghann, há indicação de ecocardiografia sob estresse e o exame é aceitável para diagnóstico de doença arterial coronária.
A pressão atrial esquerda está acima de 15 mmHg.
Os TEs realizados quatro a seis dias após o infarto estratificam os pacientes com o mesmo valor prognóstico dos testes realizados mais tardiamente, 14 a 21 dias após o episódio agudo. No entanto, o TE realizado na primeira semana do evento tem a vantagem de permitir a identificação precoce dos pacientes de maior risco.
Na avaliação da função ventricular, o índice de performance miocárdica (Tei índex) permite avaliar melhor a função ventricular utilizando como parâmetros o tempo de contração isovolumétrico, o tempo de enchimento ventricular e o tempo de relaxamento isovolumétrico.
Na diferenciação entre cardiomiopatia hipertrófica septal e hipertrofia do atleta, a presença de onda S do doppler tecidual do anel mitral sugere o primeiro diagnóstico (hipertrófica).
Considerando que o paciente apresenta achados que caracterizam uma insuficiência mitral severa, nesse caso, se o paciente referir sintoma, a correção cirúrgica estará definitivamente indicada.
O registro ecodopplercardiográfico da velocidade inicial do refluxo pulmonar na via de saída do ventrículo direito apresenta uma boa correlação com a pressão média da artéria pulmonar.
Julgue o item abaixo, relativo aos pacientes portadores de doença orovalvar submetidos ao TE Em pacientes assintomáticos, portadores de insuficiência mitral importante, o TE pode ser utilizado para avaliar objetivamente a tolerância ao esforço, principalmente quando não se puder obter uma história clínica precisa.
Em um paciente que, no quinto dia de infarto da parede anterior sem reperfusão e com evolução não complicada, apresente ECG com onda Q nas derivações de V1 à V4 e, durante o TE, desenvolva supradesnivelamento do segmento ST nas mesmas derivações descritas, esse supradesnivelamento do segmento ST será exclusivamente devido às anormalidades da contratilidade ventricular (discinesia, acinesia ou presença de zona aneurismática).
Em pacientes com diagnóstico de síndrome de Wolff- Parkinson-White, o desaparecimento súbito da pré-excitação durante o exercício físico é indício de alto risco de desenvolvimento de rápida resposta ventricular durante arritmias atriais.
Os padrões descendente (downsloping) ou horizontal de infradesnivelamento do segmento ST (igual ou superior a 1 mm) são sinais de isquemia miocárdica esforço induzida.
Na realização de TEs em esteiras, deve-se considerar que os protocolos de Kattus e de Naughton são mais adequados para serem aplicados em pessoas treinadas e atletas.
Um equivalente metabólico (MET) equivale ao consumo de oxigênio em repouso, também chamado de gasto metabólico basal, e corresponde a cerca de 3,5 mL . kg -1 . min -1 ou 1,0 kcal . kg¹ . h -1 .
Conforme as II D-TE-SBC, dados derivados de múltiplos estudos envolvendo grande número de pacientes revelam que a realização do TE é recomendável no pré-operatório da cirurgia de revascularização miocárdica, sendo considerado um exame seguro e clinicamente útil.
Conforme as II Diretrizes sobre TE da Sociedade Brasileira de Cardiologia (D-TE-SBC), a incompetência cronotrópica ou dificuldade de ascenso da FC frente ao nível de esforço empregado é corretamente definida como a incapacidade do
paciente de elevar a FC a um valor superior a 70% da FC máxima prevista
Pacientes com IMC-ST que tenham manifestações clínicas e(ou) eletrocardiográficas de comprometimento do ventrículo direito, hipotensão e bradicardia têm significativo benefício com o uso de nitratos por via intravenosa, visando à redução da pré-carga de trabalho do coração.
As fibras musculares esqueléticas de contração rápida têm baixa atividade de ATPase miosina e são usadas preferencialmente na realização de exercícios aeróbicos prolongados.
Na projeção lateral, o contato da borda anterior do coração com o esterno, acima de sua metade inferior, é indicativo de grave dilatação do ventrículo esquerdo.
Na programação do gerador externo do MP, o limiar de comando é o poder de captação, pelo eletrodo, dos sinais cardíacos oriundos da despolarização.
Segundo a Sociedade Americana de Ecocardiografia, um espessamento protético leve é geralmente o primeiro sinal de disfunção de uma válvula biológica. Isso indica que o paciente deve ser acompanhado com mais rigor.
O ambiente em uma UC proporciona uma série de situações estressantes à equipe de saúde, que vão desde as solicitações constantes do paciente e da família, à intensa jornada de trabalho, o convívio constante com o inesperado, a necessidade de manter-se sempre em alerta e submetido às pressões quanto à tomada de decisões em momentos críticos, além de vários dilemas éticos.
O padrão de repolarização ventricular precoce é caracterizado pela elevação do ponto J, o que faz com que o final do complexo QRS não seja coincidente com a linha de base, gerando um segmento ST de concavidade superior, maior ou igual a 1 mm, em ao menos duas derivações precordiais adjacentes.
Nos casos em que o jato regurgitante é excêntrico, o cálculo da PISA (proximal isovelocity surface area) é a melhor forma para quantificar a regurgitação.
O índice de Moneta ficou consagrado devido à sua fácil execução e boa correlação para estratificar lesões acima de 50%. Segundo a normatização das técnicas para a realização de exames de ultrassonografia vascular da SBC, o índice é resultado da divisão da maior velocidade encontrada no ramo interno (numerador) pela velocidade na carótida comum (denominador). Se essa relação for igual a 2,0 ou maior, considera-se a lesão menor que 50%.
Enquanto, na dissecção aórtica, a maioria das lacerações de entrada é perpendicular ao eixo longitudinal aórtico, na situação apresentada por esse paciente não existe laceração de entrada. No ecocardiograma, desse modo, não é observado padrão de fluxo no local da área livre de ecos (falso lúmen).
No auxílio ao diagnóstico da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, o valor da relação entre a velocidade da onda E do fluxo mitral e a onda E (E/E) do doppler tecidual do anel mitral septal igual a 10 sugere, de forma significativa, o diagnóstico de insuficiência cardíaca diastólica.
Em relação ao ecocardiograma transesofágico (ETE), o diagnóstico diferencial de vegetações provenientes da endocardite infecciosa (EI) ocorre em estruturas naturais, como o espessamento, a degeneração e a cordoalha valvar, e em estruturas nodulares, encontradas sobretudo em valva aórtica nativa, como as excrescências de Lambl e os nódulos de Arantius. Dificuldade maior encontra-se na diferenciação morfológica de pequenas vegetações e de fios de sutura cirúrgica ou de estruturas denominadas filamentos de fibrina.
A Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reconhece que, em estudos multicêntricos, há evidências de que o uso de agentes de contraste para a avaliação da mobilidade parietal diminui a variabilidade interobservador e aumenta o número de segmentos avaliados. Seu uso, portanto, deve ocorrer sempre de forma contínua durante todo o estresse.
A disfunção diastólica é importante.
1 . min -1 e razão da troca respiratória > 1,05 (RER) podem ser aceitos em lista de transplante. Contudo, na presença de terapêutica com betabloqueador, o ponto de corte do VO2 pico < 14 mLA kg-1 . min-1 poderá ser usado como parâmetro no seguimento clínico de pacientes com insuficiência cardíaca.
Os transdutores dos equipamentos de ultrassom são constituídos de elementos piezelétricos (cerâmicas ou cristais de quartzo) com a capacidade de transformar energia elétrica em ultrassom e vice-versa. Quanto maior a espessura do elemento piezelétrico, maior será o comprimento de onda do ultrassom gerado.
Nesse caso, o TE proporciona diagnóstico com elevada precisão para a presença de doença arterial coronária concomitante.
A atual legislação brasileira considera que, na eventualidade de acidentes de natureza grave ou fatal decorrentes da realização do TE, o médico ficará obrigado a reparar o dano.
Para um adequado condicionamento físico devem ser levadas em conta as flexibilidades estática e dinâmica, importantes componentes do desempenho muscular, sendo que o flexômetro de Leighton é muito usado para medir-se a flexibilidade estática.
As manifestações cardíacas associadas às polimiosites/ dermatomiosites são expressas predominantemente por miocardite e por arritmias, como, por exemplo, bloqueios pelos ramos direito e(ou) esquerdo, bloqueio anterossuperior esquerdo e bloqueios atrioventriculares de graus variados.
Ao se comparar o TE com exames de imagem, uma metanálise demonstrou que o TE de rotina, após a cirurgia de revascularização miocárdica, apresenta sensibilidade insatisfatória para a detecção de estenose dos enxertos. No entanto, comparativamente, a utilização de um método de imagem com estresse, como ecocardiograma ou cintilografia de perfusão miocárdica, apresenta melhor sensibilidade e especificidade para a detecção de estenose dos enxertos.
Anemia, febre, infecção e uso de broncodilatadores são fatores desencadeantes dessas crises.
O único gás utilizado nos BIAs, é o hélio.
A elevação desproporcional da FC em relação à carga de trabalho imposta é usualmente encontrada em sedentários, em indivíduos muito ansiosos, na distonia neurovegetativa, no hipertireoidismo e em estados anêmicos.
Embora o TE possa ser interrompido ao se atingir uma percentagem, definida arbitrariamente, da FC máxima, essa interrupção deve obrigatoriamente ocorrer ao se verificar: queixa de angina, de moderada a grave; surgimento de cianose e palidez cutânea; identificação de taquicardia ventricular sustentada.
O supradesnivelamento do segmento ST é evento infrequente, porém, quando observado em derivações sem onda Q (exceto VR e V1), indica isquemia transmural decorrente de lesão do tronco da coronária esquerda ou da descendente anterior, ou mesmo decorrente de espasmo coronariano.
O TE é útil na avaliação de pacientes que estão sob tratamento antiarrítmico, já que há alto risco de morte súbita caso seja desencadeado, nessa situação, episódio de taquicardia ventricular sustentada.
Nas atividades de intensidade leve ou moderada e de longa duração, especialmente quando a duração é maior do que 20 minutos, a energia é fornecida pelos glicídios.
A manifestação cardíaca mais típica e comum da espondilite anquilosante é o prolapso mixomatoso da valva mitral, com ou sem regurgitação.
O implante de cabo-eletrodo ventricular endocárdico pode ser feito com auxílio de radioscopia, com ajuda de ecocardiógrafo (à beira do leito) e de eletrocardiograma endocavitário, observando-se, nesse caso, que a corrente de lesão supepicárdica que acompanha os complexos QRS indica o grau de impactação e não deve ser maior que 10 mm.
O desdobramento paradoxal da segunda bulha cardíaca ocorre quando existe um retardo na despolarização do ventrículo direito, fazendo que o componente pulmonar da segunda bulha fique permanentemente atrasado em relação ao componente aórtico, podendo decorrer de bloqueio pelo ramo direito do feixe de His, estenose pulmonar e tetralogia de Fallot, entre outras causas.
A constatação de insuficiência cardíaca (classe funcional III ou IV segundo a New York Heart Association), a fração de ejeção menor do que 30%, o bloqueio atrioventricular total, a fibrilação atrial e as taquiarritmias ventriculares em pacientes com cardiopatia chagásica são associados a prognóstico sombrio.
O surgimento de um bombeamento convexo na borda cardíaca esquerda, logo abaixo da artéria pulmonar, é chamado de sinal do duplo contorno e sugere, de forma indireta, o crescimento do átrio direito.
O VO2 máx é diretamente proporcional à diferença arteriovenosa de oxigênio e inversamente proporcional ao débito cardíaco.
A onda U é a última deflexão do ECG, tem polaridade igual à da onda T que a precede e tem vários mecanismos etiofisiológicos, como, por exemplo, a repolarização tardia das fibras de Purkinje, os potenciais residuais tardios do septo interventricular e a atividade das células M, entre outros.