Em uma cidade, um galpão do século XIX foi restaurado para abrigar o arquivo público, que ocupará dois pavimentos da
edificação. Para manter a fachada do galpão preservada, foi construída uma estrutura de concreto e aço independente no
interior do prédio. Os pórticos da estrutura são compostos de vigas de concreto armado biapoiadas e isostáticas. Uma
nova cobertura foi projetada com tesouras de madeira no corpo de prédio e uma treliça espacial metálica no vão central,
que é circular. Para movimentar o acervo do arquivo, foi prevista uma ponte rolante apoiada em duas vigas metálicas de
perfil I, assentadas sobre consolos curtos localizados no bordo inferior das travessas de apoio no topo dos pilares do
pórtico. As vigas são apoiadas por aparelhos de neoprene fretado. Os pilares apresentam seção retangular vazada, com
dimensões externas de 2,0 m × 1,50 m.
Três meses após a obra definitivamente recebida, foi realizada uma vistoria, em que se constataram fissuras nas travessas
de apoio no topo dos pilares e na ligação dos consolos com a alma das travessas, prolongando-se para baixo dos
consolos, conforme representado na figura a seguir. A administração do órgão público responsável pela obra exigiu da
construtora o reforço da estrutura. A construtora alegou que a obra já havia sido definitivamente recebida e, por isso, não
caberia mais nenhum reparo.
Com relação à situação hipotética precedente, julgue o próximo item.
A região fissurada nas travessas está submetida a tensões de tração provocadas pela reação de apoio das vigas
longitudinais, sendo sua causa provável uma insuficiência de armadura vertical do tipo estribo.