Até 1880, em cerca de 80% do seu território, a África era governada por seus próprios reis, rainhas, chefes de clãs e de
linhagens, em impérios, reinos, comunidades e unidades políticas de porte e natureza variados. No entanto, nos trinta anos
seguintes, assistiu-se a uma transmutação extraordinária, para não dizer radical, dessa situação. Em 1914, com exceção
da Etiópia e da Libéria, a África inteira estava submetida à dominação de potências europeias e dividida em colônias de
dimensões diversas, mas de modo geral, muito mais extensas do que as formações políticas preexistentes e, muitas
vezes, com pouca ou nenhuma relação com elas.
Albert Adu Boahen. A África diante do desafio colonial. In: História geral da África, VII: África sob dominação colonial,
1880-1935 (editado por Albert Adu Boahen), 2.ª ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 3 (com adaptações)
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue (C ou E) o item que se segue.
O longo processo de descolonização da África e da Ásia foi fortemente influenciado pelo princípio de autodeterminação
dos povos, contido na Carta de Criação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em observância à determinação
dessa instituição, seus países-membros efetivaram planos de desenvolvimento de autonomia de suas colônias, o que fez
da guerra uma exceção na conquista da independência pelos povos colonizados.