Torna-se evidente, quando as políticas públicas se voltam para universalização e a escola básica deixa de ser elitizada,
que somente o acesso não é suficiente para que o sujeito aprenda ler e escrever. As práticas pedagógicas permanecem
reproduzindo modelos culturais divergentes do grupo ao qual pertencem os alunos, contribuindo para o fracasso escolar, a
evasão, e o analfabetismo funcional. Deste fato decorrem as seguintes situações:
I Diminuição do contingente da EJA em virtude das políticas de acesso e permanência dos jovens na educação.
II - Aumento do contingente de jovens na EJA cujos motivos de abandono do espaço escolar no seu tempo correlato
decorrem, dentre outros fatores, das reiteradas repetências, indicadoras do próprio fracasso, ou pelas exigências de
compor renda familiar, insuficiente para a sobrevivência, face ao desemprego crescente, à informalidade e a degradação
das relações de trabalho, ao decréscimo do número de postos.
III - Desafio para os educadores no tocante ao aspecto metodológico obrigando os mesmos a refletirem sobre o sentido
das juventudes, bem como dos direitos da mesma.