O código de ética é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. A sua existência se justifica a
partir do tipo de relação que o intérprete estabelece com as partes envolvidas na interação. O intérprete está para
intermediar um processo interativo que envolve determinadas intenções conversacionais e discursivas. Nessas interações,
o intérprete tem a responsabilidade pela veracidade e fidelidade das informações. Diante disso, é correto afirmar que:
I- O intérprete deve ser uma pessoa de alto caráter moral, honesto, consciente, confidente e de equilíbrio emocional. Ele
guardará informações confidenciais e não poderá trair confidências, as quais foram confiadas a ele.
II- O intérprete deve reconhecer seu próprio nível de competência e ser prudente em aceitar tarefas, procurando
assistência de outros intérpretes e/ou profissionais, quando necessário, especialmente em palestras técnicas.
III- O intérprete deve manter uma atitude imparcial durante o transcurso da interpretação, evitando interferências e opiniões
próprias, a menos que seja requerido pelo grupo a fazê-lo.
IV- O intérprete deve interpretar fielmente e com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo o seu pensamento e a
sua intenção diante do conteúdo apresentado pelo palestrante, desafiando seus limites e comprometendo-se com a total
compreensão por parte do estudante surdo.