Atualmente, a política dos Estados Unidos da América em relação a Cuba responde não só aos interesses do presidente estadunidense, mas também a uma gama de interesses do poder legislativo e de órgãos do executivo. Nesse contexto, destaca-se o lobby de cubanos-americanos, em especial nos estados de Nova Jersey e Flórida, opositores do governo Castro. Por outro lado, há órgãos governamentais, como o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América, que demonstram interesse na abertura do mercado cubano e na normalização das relações, já que agricultores norte- americanos poderiam lucrar com a venda de alimentos para a ilha caribenha. Com base no contexto apresentado acima e nas teorias de análise de política externa que ressaltam o estudo do processo decisório, avalie as afirmações a seguir, acerca da postura dos EUA em relação a Cuba. I. O fato de a política externa dos EUA em relação a Cuba envolver distintos órgãos do país demonstra a importância de não se considerar o Estado como um bloco monolítico, como proposto pelo realismo. São necessárias ferramentas de análise que destrinchem a "caixa-preta" do Estado, como defendem as teorias de análise do processo decisório. II. Independentemente do contexto das relações entre EUA e Cuba, a política atual entre os dois países é conflituosa e exige compreensão dos interesses do Estado de maneira seletiva. Considerando-se esse aspecto, verifica-se que os meandros políticos dos departamentos de Estado dos EUA e os interesses do setor agrícola são secundários. III. O lobby cubano-americano funciona como importante ferramenta de pressão sobre o Congresso dos EUA. No entanto, esse é um fato pouco relevante quando se observam as ações do poder executivo estadunidense, na figura de seu presidente, ator central em questões de política externa. É correto o que se afirma em