No Brasil, o cão é considerado o principal reservatório urbano do parasita causador da Leishmaniose Visceral (LV),
desempenhando papel importante na transmissão e na epidemiologia da doença. A complexidade epidemiológica, somada
ao processo de disseminação urbana da LV no Brasil, que ocorre desde a década de 1980, tornou a vigilância e o controle
um grande desafio. Diante disso, evidências científicas podem ajudar no planejamento, no monitoramento, na avaliação e
na atualização necessária ao programa de controle.
MORAIS, M. H. F.; FIÚZA, V. O. P.; ARAÚJO, V. E. M.; CARNEIRO, M. Vigilância e controle da leishmaniose visceral no
contexto urbano. Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia, n. 65, p.44-73, 2012 (adaptado).
No que diz respeito a esse quadro, avalie as afirmações a seguir.
I. Para maior efetividade do controle vetorial, recomenda-se a realização de eutanásia de todos os cães soropositivos.
II. Diagnóstico e tratamento precoces dos casos humanos com LV constituem estratégias importantes para a redução das
taxas de letalidade e do grau de morbidade.
III. Nos inquéritos caninos, as técnicas de ensaio imunoenzimático e imunofluorescência indireta são utilizadas,
respectivamente, para triagem e confirmação dos resultados.
IV. A avaliação da infecção humana é importante para a avaliação da real transmissão da LV, porém a baixa acurácia dos
testes sorológicos pode comprometer resultados de estudos de avaliação, ao subestimar a prevalência de infecção
subclínica.
É correto apenas o que se afirma em