O impacto econômico da doença uterina na vaca de leite é resultado da infertilidade, redução na produção de leite, aumento do descarte involuntário e do custo de tratamento. Esse problema manifesta-se, geralmente, após o parto, como consequência de distocias, de retenção de envoltórios fetais, da baixa condição corporal ao parto e de problemas metabólicos. Suponha que uma vaca da raça Girolando, de cinco anos de idade, foi atendida pelo médico veterinário 48 horas após o parto, por apresentar-se deitada, anoréxica e com descarga vulvar aquosa de coloração marrom avermelhada e fétida. Durante o exame clínico, constatou-se hipertermia, aumento das frequências respiratória e cardíaca e extremidades frias. Pela avaliação dos órgãos reprodutivos, por meio da palpação retal, verificou-se que o útero estava muito grande, com líquidos na cavidade abdominal e não era possível alcançar os ovários. Considerando essas informações, avalie as afirmações a seguir. I. O diagnóstico de metrite puerperal aguda remete ao prognóstico reservado, principalmente pela extensão do comprometimento da mucosa uterina. II. Os sinais de toxemia estão presentes em consequência da absorção dos produtos resultantes da rápida multiplicação microbiana e pelo processo de necrose dos envoltórios fetais. III. Na metrite puerperal aguda, as medidas terapêuticas imediatas envolvem, necessariamente, a redução das concentrações circulantes de progesterona. IV. Na metrite, a despeito do comprometimento do miométrio e por tratar-se de um processo agudo, os mecanismos de defesa uterinos não são prejudicados. V. A severidade do processo inflamatório uterino durante a metrite puerperal aguda depende do microrganismo contaminante, especialmente quando ocorre sinergismo entre gêneros. É correto apenas o que se afirma em