O Estado moderno é um agrupamento de dominação que apresenta caráter institucional e procurou (com êxito)
monopolizar, nos limites de um território, a violência física legítima como instrumento de domínio e que, tendo esse
objetivo, reuniu nas mãos dos dirigentes os meios materiais de gestão. Equivale isso a dizer que o Estado moderno
expropriou todos os funcionários que, segundo o princípio dos Estados dispunham outrora, por direito próprio, de meios de
gestão, substituindo-se a tais funcionários, inclusive no topo da hierarquia.
No trecho acima, extraído do ensaio "A Política como Vocação", Max Weber refere-se ao Estado moderno, resultante de
seu desenvolvimento racional. Para o autor, este Estado é caracterizado como um estado