O aumento da gravidade e da ocorrência de óbitos por arboviroses, especialmente a dengue, nos últimos anos, mantém as
taxas de letalidade e risco relativo de óbito em maiores de 60 anos superiores aos das demais faixas etárias. A partir de
2014, o Brasil passou a conviver com uma segunda doença transmitida pelo Aedes, o chikungunya. No primeiro semestre
de 2015, foi identificado no país outro arbovírus transmitido pelo Aedes, o vírus zika. O cenário epidemiológico do Brasil,
com a circulação simultânea dos quatro sorotipos de dengue (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4) e dos vírus chikungunya
e zika, é um desafio para a assistência e para a vigilância. São doenças com sinais clínicos similares, dificultando a
suspeita inicial e, consequentemente, impactando as notificações, as quais, até o momento, superestimam a dengue e
subestimam as demais.
Quanto às medidas de vigilância das arboviroses, é correto afirmar que