"Cientistas podem ter encontrado a partícula de Deus. " Com essa frase estampada em manchetes pelo mundo, o maior
experimento científico do planeta recuperou parte de sua reputação. Devido a uma falha de soldagem, o CERN, uma
máquina de US$10 bilhões ficou inoperante por mais de um ano mas sua pista de 27 km enterrada sob a fronteira entre a
França e a Suíça produziu resultados que podem justificar o investimento e uma das ideias mais importantes da física
pode ser comprovada: o bóson de Higgs, mais conhecido por partícula de Deus. Os cientistas provocaram no CERN,
colisões frontais entre pedaços de átomos, criando explosões com intensidades similares à do Big Bang, mas confinadas a
um espaço ínfimo. No meio dessas explosões deveriam aparecer bósons de Higgs soltos, assim como havia há 13,7
bilhões de anos, segundo a teoria idealizada por Pett.er Higgs em 1966. Naquele estágio inicial do Cosmos, o que
hamamos massa ainda não existia: era uma coleção de partículas subatômicas movendo-se à velocidade da luz. Num
certo momento, os chamados bósons de Higgs, que estavam espalhados por todo o universo, uniram-se e formaram um
"oceano" invisível - o Oceano de Higgs, dando origem a matéria como a conhecemos hoje. Para algumas outras partículas
que vagavam pelo universo - como os fótons - nada mudou mas para outras, como os quarks (que formam basicamente
todo a matéria), fez toda a diferença. Atribui-se o nome de "massa" à força que os quarks fazem para atravessar esse
oceano. Ou seja, sem os bósons, a matéria não existiria.
(texto adaptado do artigo publicado na Revista Superinteressante de fevereiro de 2012)
A partir das ideias de Higgs e dos experimentos apresentados no texto, é correto afirmar que