Segundo Jorge Duarte, em “Os desafios da Comunicação Pública":
A primeira vez que se organizou a comunicação do Serviço Público no Brasil, foi no período Vargas. A estrutura era usada
como estratégia de manipulação, censura, convencimento em moldes “fascistas" e com uso assumidamente político e
personalista. Depois disso, durante muito tempo, evitou-se falar em comunicação dentro de governos, até para não
lembrar o famigerado DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – de Vargas. Quando um governo resolveu fazer
planejamento em comunicação foi em pleno regime militar. Adotou-se, então, um novo modelo de sistema de comunicação
usando o então nome “moderno" de Relações Públicas. Na prática, fortaleceu-se a compreensão da comunicação como
instrumento de persuasão social em um governo. Além de reafirmar preconceitos sobre comunicação de governo, esse
período serviu também para ajudar a estigmatizar a prática relações públicas.
(Porto Alegre: Rede Escolas de Governo, mimeo. Disponível em: <http://redeescoladegoverno.fdrh.rs.gov.br/upload/
1367323906_Jorge%20Duarte.pdf>)
Com o pacto democrático construído no processo constitucional que resultou na carta de 1988, a comunicação pública no
Brasil tem como finalidade promover