Questões de PedagogiaCÔmara Municipal de GoiÔnia 2018

30 questões da prova Diversas 2018, com gabarito oficial conferido. As duas primeiras são gratuitas.

Questão 1CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

O código de conduta e ética (CCE) da FEBRAPILS, aprovado em reunião ordinária no dia 13 de abril de 2014, está dividido em quatro capítulos que orientam a conduta profissional e ética da categoria, dos quais fazem parte: Tradutores e Intérpretes (TILS) e Guias-Intérpretes (GI) de Línguas de Sinais. No capítulo III - Da responsabilidade profissional, TILS e GI são

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Questão 2CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Ao discutirem a dimensão sociocultural da atuação do tradutor intérprete de língua de sinais (TILS), os autores Renato Messias F. Calixto, Regiane Lucas de O. Garcês e Sônia Marta Oliveira (2012) afirmam que traduzir e/ou interpretar é criar um novo lugar, que surge da tensão entre a cultura surda e a ouvinte. Segundo esses autores, para assumir esse novo lugar como espaço singular de tradução e interpretação, é necessário que o TILS

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Questão 3CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

De acordo com Rodrigues (2014), o tradutor e intérprete de Libras – Língua Portuguesa (TISLP) é um profissional que atua entre duas modalidades distintas de línguas. Hipoteticamente, a TV Câmara transmitirá, com janela para Libras, a sessão “novas candidaturas". Essa atividade de atuação do intérprete de Libras pode ser descrita como uma atividade do tipo:

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Questão 4CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Apesar da distinção, segundo Roberts (1987), de que intérpretes de línguas faladas têm trabalhado em situações de conferência e contextos de alto nível, enquanto os intérpretes de línguas sinalizadas têm trabalhado predominantemente em contextos comunitários e dialógicos, há atividades comuns que ambos realizam e que são de natureza linguística,

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Questão 5CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Na atuação tradutória e interpretativa entre uma língua oral e outra de sinais, Carlos Henrique Rodrigues (2013) menciona, com base nos estudos de Isham (1994), que os intérpretes de línguas de sinais (ILS) tendem a cometer menos erros de compreensão e de tradução do que os intérpretes de línguas orais. Isso se deve à

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Questão 6CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Harrison e Nascimento (2013) apresentam composições verbo-visuais necessárias ao tratar do trabalho enunciativo- discursivo desenvolvido pelos ILS ao atuarem na esfera jornalística. Os intérpretes que atuam na esfera política se deparam com a esfera midiática em que a interpretação para a Libras é veiculada pela televisão em canais abertos. Os ILS na esfera política precisam

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Questão 7CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Conforme afirma José Carlos F. Souza (2014), o intérprete ouvinte filho de pais surdos – o intérprete Coda – tem uma lógica diferente em relação ao intérprete ouvinte filho de pais ouvintes no que se refere ao trânsito entre os dois mundos. No primeiro caso, a identidade desse sujeito é constituída por uma visão de dentro para fora sobre a cultura surda. Os intérpretes codas

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Questão 8CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

O Modelo dos Esforços, proposto por Gile (1995), descreve o processamento cognitivo exigido durante a interpretação simultânea (IS). Nesse modelo, afirma-se a existência de três esforços principais: Recepção, Produção e Memória de Curto Prazo. Em 2015, o autor acrescenta mais dois esforços por considerar a IS entre uma língua falada e uma língua de sinais, que são:

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Questão 9CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Conforme afirma Carlos Henrique Rodrigues (2013), aos intérpretes de línguas de sinais é possível o emprego de elementos das duas línguas, a de sinal e a oral, simultaneamente (code-blend). Isso é possível porque os intérpretes intermodais

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Questão 10CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

A autora e pesquisadora Ana Regina Campello (2014) discute a tradução e interpretação dos intérpretes surdos como uma nova modalidade de atuação profissional nessa área. A identidade profissional dos intérpretes surdos se constitui

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Questão 11CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Os autores José Ishac Brandão El Khouri, Bruno Gonçalves Carneiro e Aline da Cruz (2017) reconhecem a existência de mecanismos linguísticos para diferenciar as categorias dêiticas “próximo” e “distante” expressas pelos verbos indicadores na Libras. Para os pesquisadores, as noções de proximidade e de distanciamento dos referentes envolvidos no evento são manifestas

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Questão 12CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

São sugeridas por Roman Jakobson (2007) três categorias de tradução: a intralingual ou reformulação (rewor-ding), a interlingual ou tradução propriamente dita e a intersemiótica ou transmutação. Para esse autor, a tradução interlingual consiste na interpretação dos signos verbais por meio de

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Questão 13CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Marques e Oliveira (2008) argumentam, à luz dos estudos fenomenológicos, que a constituição do ser intérprete na relação com a comunidade surda envolve mais do que a aquisição da língua de sinais e o domínio da ação de interpretar. A constituição do ser intérprete precisa considerar a experiência de

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Questão 14CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

As pesquisadoras Flávia Medeiros A. Machado e Heloísa Pedroso de M. Feltes (2015) afirmam ser um equívoco pensar que a substituição das palavras da língua portuguesa por sinais manuais em Libras é o suficiente para o desempenho do tradutor e intérprete de línguas de sinais e português (TILSP). Isso se deve ao fato de que os atos de traduzir e interpretar

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Questão 15CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

A fidelidade é um dos fundamentos que todo tradutor e intérprete de línguas deve discutir e entender. De acordo com Arrojo (1986) e Ronái (1987), a prática da fidelidade entre o texto de partida e o texto de chegada é impossível e irreal, pois

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Questão 16CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

As demandas de atuação dos intérpretes de língua de sinais (ILS) se concentram em dois grandes âmbitos: na interpretação comunitária e na interpretação de conferência. Segundo Rodrigues (2012), configura-se interpretação comunitária aquela que se dá na esfera pública, com o intuito de facilitar a comunicação dos não falantes da língua oficial do país, e seu consequente acesso aos provedores de serviços. O intérprete comunitário atua em

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Questão 17CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Sob a perspectiva da análise da conversação, bóias de listagem foram identificadas por Tarcísio A. Leite (2008) em diálogos entre surdos. Na tradução e na interpretação para Libras, os ILS utilizam esse recurso ao construir seu discurso em Libras. Esse recurso linguístico é bastante produtivo para duas funcionalidades na interação, ou seja, para estabelecer

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Questão 18CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Na interpretação de direção Libras-Português, conhecida como interpretação “de voz", é importante diferenciar sinais nominais e sinais verbais. Segundo Hildomar J. Lima (2017), a categoria lexical “nomes" na Libras apresenta uma relevante característica semântica na constituição dos sinais-nomes, que é a

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Questão 19CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

O Registry of Interpreters for the Deaf (RID), órgão que regulamenta o trabalho profissional dos intérpretes nos Estados Unidos, define como equipe de interpretação “a utilização de dois ou mais intérpretes atuando como membros iguais de uma equipe, alternando responsabilidades em intervalos predefinidos, e fornecendo apoio e feedback um para o outro". Assim, os ILS devem trabalhar em dupla uma vez que

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Questão 20CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Em um determinado contexto de interpretação, o palestrante se vira para o intérprete e diz: “Por favor não interprete isto..." (MEC, 2004). Considerando o código de conduta e ética e a legislação pertinente ao exercício da profissão, recomenda-se a esse profissional

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Questão 21CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Conforme assegura Teresa Dias Carneiro (2017), muitos intérpretes de libras no Brasil, que estão em exercício profissional atualmente, surgiram no seio da família, nas igrejas – principalmente evangélicas – e em cursos livres organizados pelas associações de surdos e/ou pela Feneis. Por conta disso, a atividade de interpretação em línguas de sinais se consolidou como prática profissional em

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Questão 22CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Conforme afirma Sofia Oliveira P. Coimbra-Anjos (2018), a incorporação, pelo narrador, de referentes animados, não humanos e inanimados caracteriza um recurso linguístico comumente utilizado nas narrativas em línguas de sinais e consiste em expressar aparências, sentimentos e comportamentos dos referentes envolvidos na história, atribuindo-lhes traços humanos. Esse fenômeno é denominado

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Questão 23CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

O código de conduta e ética da FEBRAPILS estabelece como princípio definidor para a conduta profissional do tradutor e intérprete de língua de sinais (TILS) e do guia-intérprete (GI) a

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Questão 24CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

O Decreto n. 5.626, de 22/12/2005, que regulamenta a Lei de Libras n. 10.436, de 24/04/2002, dá providências quanto ao apoio do poder público à Língua Brasileira de Sinais – Libras. Em se tratando da esfera política de uma câmara municipal, o poder público deve

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Questão 25CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

A interação linguístico-social entre o surdo-cego e as demais pessoas nos diferentes contextos é possibilitada, conforme afirma Wolney Gomes Almeida (2015), pelos profissionais guia-intérprete e instrutor mediador. Segundo o autor, o que diferencia as duas funções é o fato de

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Questão 26CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Rogério da Silva Marques (2018), ao discutir a política de formação do profissional tradutor e intérprete de língua de sinais educacional (TILSE), afirma que a inserção de profissionais nessa função, sem formação técnica, teórica e metodológica sólida, na área de tradução e interpretação,

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Questão 27CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

A escrita de sinais propõe um sistema que torna viável a representação escrita de uma língua de matriz visual e modalidade espacial, conforme Souza et al. (2018). No Brasil, além do sistema SignWriting (SW), existem outras propostas de sistemas de escrita para a Libras, a saber:

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Questão 28CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Conforme afirma Vilma Rodrigues Cardoso (2018), o neologismo é um fenômeno linguístico comum no contexto das línguas de sinais. Para a autora, há diferenças entre os processos de aprendizagem de sinais de áreas de conhecimentos, de linguagens específicas e de sinais comuns. A categoria ́ ́sinais comuns`` é apreendida de forma

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Questão 29CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

A modalidade das línguas tem implicações no fazer tradutório. A denominação que melhor define a modalidade das línguas de trabalho do tradutor e intérprete de Libras-Língua Portuguesa (TILSP) é

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Questão 30CÔmara Municipal de GoiÔnia·Diversas·2018Pedagogia

Um intérprete surdo, ao interpretar uma língua de sinais para outra, sem a interferência da língua oral, trabalha de forma

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